Sinto a tua Dor
Pintar o céu de azul, a natureza de verde, o sol de amarelo, é fácil. Quero ver é pintar a dor de um povo, o grito de liberdade, a luta do oprimido pela sobrevivência.
Viver é aprender, se toda dor na vida você abaixar a cabeça, irá cavar um buraco e nunca mais sairá.
Piadas e bom humor aliviam a dor porque liberam endorfinas- cuja composição química, similar à morfina e à da heroína, tem efeito tranquilizante no corpo. O humor cura, pois o riso anestesia o corpo, ativa o sistema imunológico, protege contra doenças, auxilia a memória, melhora o aprendizado e prolonga a vida.
"A dor apenas dói, já esta doendo. Então continue com seu objetivo mesmo com dor, nunca desista por causa dela".
Triste...
Ando triste
Há dias estou assim...
Triste...
Sabes aquela dor, que dói em lugar
Que não sabemos ao certo aonde é?
Uma falta de algo que não sabemos certamente o que é?
Sabe aquela vontade:
Vontade de sumir...
Se isolar...
Ficar só...
Quieto...
Somente você e seus pensamentos?
Pois bem!
Assim mesmo que estou.
Triste...
A sabedoria popular nos ensina que há sempre um aprendizado a ser recolhido depois da dor. É verdade. As alegrias costumam ser preparadas no silêncio das duras esperas. Não é justo que o ser humano passe pelas experiências de calvários sem que delas nasçam experiências de ressurreições.
Por isso, depois do cativeiro, o aprendizado. Ao ser resgatado, o sequestrado reencontra-se com seu mundo particular de modo diferente. A experiência da distância nos ajuda a mensurar o valor; e o sequestrado, depois de livre, mergulha nesta verdade.
Antes da necessidade do pagamento do resgate, da vida livre, sem cativeiro, corria-se o risco da sensibilidade velada. A vida propicia a experiência do costume. O ser humano acostuma-se com o que tem, com o que ama, e somente a ruptura com o que se tem e com o que se ama abre-lhe os olhos para o real valor de tudo o que estava ao seu redor. As prisões podem nos fazer descobrir o valor da liberdade.
As restrições são prenhes de ensinamentos. Basta saber parturiar, fazer vir à luz o que nelas está escondido.
A ausência ainda é uma forma interessante de mensurar o que amamos e o que queremos bem. Passar pela experiência do cativeiro, local da negação absoluta de tudo o que para nós tem significado, conduz-nos ao cerne dos valores que nos constituem.
O resgate, o pagamento que nos dá o direito de voltar ao que é nosso, condensa um significado interessante. Ele é devolução. É como se fôssemos afastados de nossa propriedade, e de longe alguém nos mostrasse a beleza do nosso lugar, dizendo: “Já foi seu; mas não é mais. Se quiser voltar, terá que comprar de novo!” Compramos de novo o que sempre foi nosso. Estranho, mas esse é o significado do resgate.
Distantes do que antes era tão próximo, recobramos de um jeito novo. Redescobrimos os detalhes, as belezas silenciosas que, com o tempo, desaprendemos a perceber. A visão ao longe é reveladora. Vemos mais perto, mesmo estando tão longe. Olhamos e não conseguimos entender como não éramos capazes de reconhecer a beleza que sempre esteve ali, e que nem sempre fomos capazes de perceber.
No momento da ameaça de perder tudo isso, o que mais desejamos é a nova oportunidade de refazer a nossa vida, nosso desejo é voltar, reencontrar o que havíamos esquecido reintegrar o que antes perdido ignorado, abandonado. O que desejamos é a possibilidade de um retorno que nos possibilite ver as mesmas coisas de antes, mas de um jeito novo, aperfeiçoado pela ausência e pela e pela restrição.
Depois do resgate, o desejo de deitar a toalha branca sobre a mesa, colocar os talheres de ocasião sobre mesa farta. Fartura de sabores e pessoas que nos fazem ser o que somos!
Refeição é devolução! Da mesma forma como o alimento devolve ao corpo os nutrientes perdidos, a presença dos que amamos nos devolve a nós mesmos. Sentar à mesa é isso. Nós nos servimos de alimentos e de olhares. Comungamos uns aos outros, assim como o corpo se incorpora da vida que o alimento lhe devolve. A mesa é o lugar onde as fomes se manifestam e são curadas. Fome de pão, fome de amor!
Depois do cativeiro, a festa de retorno, assim como na parábola bíblica que conta a história do filho que retornou depois de longo tempo de exílio. Distante dos nossos significados, não há possibilidade de felicidade. Quem já foi sequestrado sabe disso. Por isso, depois do sequestro, a vida nunca mais poderá ser a mesma.
Ex-amigo
Tuas palavras, que de tão maldosas me custaram lágrimas, senti na alma a dor da perda de algo que tenho por perto. Novamente, me vejo meio perdida, mas continuo de cabeça erguida.
Tento encontrar paz, trago um sorriso torto meio forçado, enganado a mim mesma, disfarçando o errado.
Lamento tudo, aquele foi o dia em qu'eu não queria ter acordado, as palavras ditas no calor do momento, eu lamento.
Orgulhosa, bato pé no chão, não vou fazer o que manda meu coração. Depois do tropeço, de cair, de novamente quebrar a cara, eu grito dentro de mim a frieza de como eu vim.
Eu não posso lhe oferecer nada, nem mesmo meu bom humor, menos ainda meu estado de não bipolaridade. Não posso te garantir que serei uma pessoa diferente, essa sou eu!
E só me arrependo de, por um instante, ter deixado de ser, quando senti algo por você e passei a te dizer.
Isso é tudo que eu sei ser, me aceite queira ou não você.
A fé resiste a dor, tristeza e solidão. Confie sempre que tudo pode mudar, nunca deixe de acreditar que sua vida é feita de batalhas e que elas existem para que você possa ganha-las e entender que não existem barreiras.
A dor da partida, a dor da despedida, a incerteza do que está por vir, o último beijo antes do adeus, momentos esses que doem ao serem lembrados, mas jamais serão esquecidos.
Muitas vezes o amor chega perto da dor e diz : Amiga você já fez a sua parte se afaste, pois cheguei para fazer a minha !. Assim é a vida.A dor chega para nós refletirmos o que não vai bem na nossa vida, não adianta querer fugir, e o amor chega para nos ensinar a compreender a seguir o caminho certo.
Temos de aprender a confiar em nossa capacidade de enfrentar a dor. Podemos suportar muito mais do que pensamos. A experiência humana é testemunho disto. Tudo que temos a fazer é aprender a não ter medo da dor! Aperte os dentes e deixe doer. Não tente escapar mas não se deixe abater. Não vai durar para sempre. Um dia, a dor terá ido embora e você continuará a ser o que era.
Perdoar não é esquecer, isso é amnésia. Perdoar é quando você lembra e não sente mais dor. Isso é cura!'
Nos dois anos anteriores, pensei que tivesse suportado todas as faces da dor. Mas eu estava errada. Eu estava tão errada. Porque nada se comparava a dor de ver a pessoa amada nos braços de outra.
