Sinto a tua Dor

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"Então você pula, engole muita água, sente dor no corpo, cai em si, começa a mexer os braços e pensa: ou eu nado ou eu morro. E você decide viver. Mesmo que pra isso tenha que morrer nadando."

Você sente a sua força na experiência da dor.

A aceitação da dor é o primeiro passo para suportá-la, caso contrário, o pessimismo, a impaciência e a intolerância, poderá transformá-la num fardo além de suas forças.

É fácil para o homem falso fingir uma dor que não sente.

A depressão é a fase final da dor de um ser humano e as pessoas precisam entender isso.

⁠não fuja
de emoções pesadas
honre a raiva;
dê espaço para a dor
ela precisa respirar
é assim que nos libertamos

Uma amizade perdida é uma cicatriz eterna, de mesmo tamanho e dor... por isso cuidar de um amigo é como cuidar de si mesmo.

Piadas e bom humor aliviam a dor porque liberam endorfinas- cuja composição química, similar à morfina e à da heroína, tem efeito tranquilizante no corpo. O humor cura, pois o riso anestesia o corpo, ativa o sistema imunológico, protege contra doenças, auxilia a memória, melhora o aprendizado e prolonga a vida.

Deus pôs o prazer tão próximo da dor, que muitas vezes se chora de alegria.

"Na operação do amor
Você é minha única anestesia
para a dor da paixão"

Será? Quando será que essa dor vai passar? Eles dizem pra mim erguer a cabeça e seguir adiante, mas eu não consigo. Eu não sei se consigo, poxa!

Porque na muita sabedoria há muito enfado, e o que aumenta em conhecimento, aumenta em dor.

A sabedoria popular nos ensina que há sempre um aprendizado a ser recolhido depois da dor. É verdade. As alegrias costumam ser preparadas no silêncio das duras esperas. Não é justo que o ser humano passe pelas experiências de calvários sem que delas nasçam experiências de ressurreições.

Por isso, depois do cativeiro, o aprendizado. Ao ser resgatado, o sequestrado reencontra-se com seu mundo particular de modo diferente. A experiência da distância nos ajuda a mensurar o valor; e o sequestrado, depois de livre, mergulha nesta verdade.

Antes da necessidade do pagamento do resgate, da vida livre, sem cativeiro, corria-se o risco da sensibilidade velada. A vida propicia a experiência do costume. O ser humano acostuma-se com o que tem, com o que ama, e somente a ruptura com o que se tem e com o que se ama abre-lhe os olhos para o real valor de tudo o que estava ao seu redor. As prisões podem nos fazer descobrir o valor da liberdade.

As restrições são prenhes de ensinamentos. Basta saber parturiar, fazer vir à luz o que nelas está escondido.

A ausência ainda é uma forma interessante de mensurar o que amamos e o que queremos bem. Passar pela experiência do cativeiro, local da negação absoluta de tudo o que para nós tem significado, conduz-nos ao cerne dos valores que nos constituem.

O resgate, o pagamento que nos dá o direito de voltar ao que é nosso, condensa um significado interessante. Ele é devolução. É como se fôssemos afastados de nossa propriedade, e de longe alguém nos mostrasse a beleza do nosso lugar, dizendo: “Já foi seu; mas não é mais. Se quiser voltar, terá que comprar de novo!” Compramos de novo o que sempre foi nosso. Estranho, mas esse é o significado do resgate.

Distantes do que antes era tão próximo, recobramos de um jeito novo. Redescobrimos os detalhes, as belezas silenciosas que, com o tempo, desaprendemos a perceber. A visão ao longe é reveladora. Vemos mais perto, mesmo estando tão longe. Olhamos e não conseguimos entender como não éramos capazes de reconhecer a beleza que sempre esteve ali, e que nem sempre fomos capazes de perceber.

No momento da ameaça de perder tudo isso, o que mais desejamos é a nova oportunidade de refazer a nossa vida, nosso desejo é voltar, reencontrar o que havíamos esquecido reintegrar o que antes perdido ignorado, abandonado. O que desejamos é a possibilidade de um retorno que nos possibilite ver as mesmas coisas de antes, mas de um jeito novo, aperfeiçoado pela ausência e pela e pela restrição.

Depois do resgate, o desejo de deitar a toalha branca sobre a mesa, colocar os talheres de ocasião sobre mesa farta. Fartura de sabores e pessoas que nos fazem ser o que somos!

Refeição é devolução! Da mesma forma como o alimento devolve ao corpo os nutrientes perdidos, a presença dos que amamos nos devolve a nós mesmos. Sentar à mesa é isso. Nós nos servimos de alimentos e de olhares. Comungamos uns aos outros, assim como o corpo se incorpora da vida que o alimento lhe devolve. A mesa é o lugar onde as fomes se manifestam e são curadas. Fome de pão, fome de amor!

Depois do cativeiro, a festa de retorno, assim como na parábola bíblica que conta a história do filho que retornou depois de longo tempo de exílio. Distante dos nossos significados, não há possibilidade de felicidade. Quem já foi sequestrado sabe disso. Por isso, depois do sequestro, a vida nunca mais poderá ser a mesma.

⁠⁠Ninguém no mundo deveria passar pela dor de perder alguém que ama, é um sentimento horrível, é uma dor que nunca passa. Ela pode ser amenizada, mas nunca esquecida, sabe aquela madrugada que você não consegue dormir e vem aquela saudade? Aí então você começa a chorar no seu quarto porque sabe que nunca mais vai poder sentir o carinho e o aconchego daquela pessoa, e tudo que você queria naquele momento era alguém do seu lado pra dividir essa tristeza, mas você não fala nada a ninguém porque não quer que as pessoas pensem que você é fraca.

Pintar o céu de azul, a natureza de verde, o sol de amarelo, é fácil. Quero ver é pintar a dor de um povo, o grito de liberdade, a luta do oprimido pela sobrevivência.

Acho que ninguém pode falar da dor enquanto ainda a sofre.

Memórias de uma gueixa
Memórias de uma gueixa. São Paulo: Arqueiro, 2015.

O amor não correspondido;
brota-se o coração partido;
irrigado pelo meu pranto, minha dor
gera-se uma nova vida, repleta de rancor.

O amor é a maior força do mundo e, quando é bloqueado, implica dor. Há duas coisas que podemos fazer quando isso acontece. Podemos matar esse amor para que ele pare de doer, mas é claro que parte de nós também morre. Ou podemos pedir a Deus que abra outro caminho para esse amor viajar.

⁠Escute a dor. É uma professora de história e uma vidente. A dor ensina quem nós somos. As vezes é tão ruim que sentimos que morremos... Mas não dá pra viver sem morrer um pouquinho, não é?

Cada um sabe o grau da dor
que carrega. Por mais que tentamos
nos vestir da dor do outro ela nunca
se encaixará em nós como se encaixa
nele, a gente nunca conseguirá
sentí-la como ele sente. Se a forma
como ele age, se o jeito como ele esta
não faz sentido pra você, pra ele
pesa na alma ao qual não merece
nosso julgamento , mas sim nossa
compreensão, nosso cuidado, nossa
paciência, nosso carinho, nosso respeito.
Há pessoas que revelam suas dores
por suas atitudes ,que nem sempre
são amáveis.