Sinto a tua Dor
"Quando a sua dor for tão grande a ponto de você não mais suportá-la, deixe-a ir...desapegue-se. - Pois o que não é visto não deixa de ser amado. Mas deixa de ser lembrado!"
☆ Haredita Angel
"Sem angústia.
Sem culpa.
Sem dor.
Sem morte.
Sem aflição.
Comigo Senhor,
sempre andarás..."
Amém!
☆Haredita Angel
...ou você aprende pelo amor ou pela dor. Qualquer um desses caminhos lhe conduz à Deus.
Você escolhe!
☆ Haredita Angel
O que dói mais; a dor de encarar uma mudança ou a profunda insatisfação gerada pelo medo de mudar?
☆Haredita Angel-04.10.2012
"Cedo ela aprendeu a esconder sua dor
por trás de um sorriso bonito!
Um dia o sorriso cansou e foi embora.
Mas no dia que ele voltar há de ser verdadeiro!"
Haredita Angel
19.09.25
O anjo tem anunciado
o clamor pelo protegido
e a sua dor crescente,
porque quem tem o dever
de cuidar tem feito
da dor física a evidente
psíquica mordaça
para a boca silenciar.
A epopeia foi espalhada
pelo mundo e não há mais
como manter abafada,
se virar contra será uma
tentativa frustrada porque
toda a poética do coração
é a mais augusta fala.
A senhora justiça já que
não consegue exercer
a sua autonomia para
fazer valer o dever,
ao menos que se torne
poesia para devolver
o Estado de Humanidade
para no Estado de Direito
o povo voltar a crer.
A presunção de inocência
é um direito constitucional,
e reconhecer um erro é mais
do que justiça é um evidente
Estado de Decência ao dever.
A dor, o luto e a tragédia de todas as ordens são escolas muito duras, ninguém está imune a elas.
Acolher estes acontecimentos com coragem e respeito é dever individual e coletivo.
E sobretudo, é dever aprender com elas e da maneira que for possível cada qual da sua maneira ser o ombro amigo e a palavra amigo ou até mesmo o silêncio oportuno para quem precisa.
Ideal seria se conseguíssemos desafiar o cotidiano e estar acima das influências contemporâneas e incorporar como ato de vida formar uma rede de apoio social dentro do nosso espaço existencial.
Ainda penso nela, mas não com a mesma dor.
O vazio continua aqui. Não desapareceu. Apenas deixou de ser um quarto sem janelas.
Entre as frestas que o tempo abriu, o ar finalmente entrou. E, pela primeira vez em muito tempo, eu consegui respirar sem que cada lembrança parecesse um afogamento.
Ela ainda existe em mim. Só já não ocupa todo o espaço. O silêncio continua, mas deixou de ser um castigo e passou a ser apenas silêncio.
Talvez seja isso que chamam de seguir em frente. Não esquecer alguém. Apenas aprender que até o vazio pode deixar passar um pouco de luz.
A dor de um braço quebrando não termina no instante em que o osso cede.
Existe o estalo.
Existe a carne tentando entender o que aconteceu.
Existe o corpo inteiro procurando uma posição onde a dor diminua, mesmo sabendo que nenhuma posição resolve.
Mas existe uma outra dor.
Aquela que ninguém vê no raio-X.
Aquela que fica quando você percebe que alguém foi capaz de olhar para você e escolher a violência.
E então não é mais só o braço.
Quebra alguma coisa por dentro.
Quebra a sensação de segurança.
Quebra a confiança.
Quebra aquela parte ingênua que ainda acreditava que certas pessoas simplesmente não seriam capazes de atravessar determinados limites.
E existe a humilhação.
Aquela sensação miserável de estar ali, machucada, vulnerável, tentando juntar os pedaços enquanto quem fez aquilo talvez siga respirando como se tivesse apenas atravessado mais uma esquina.
Você se sente pequena.
Sozinha.
Às vezes, até suja de uma culpa que não é sua.
Como se o corpo violentado carregasse também a vergonha da violência.
Mas não.
A vergonha não é minha.
Nunca foi.
O lixo não sou eu.
Lixo é quem precisa destruir o corpo de outra pessoa para se sentir grande.
Lixo é quem transforma força em covardia.
Lixo é quem levanta a mão porque não possui argumento, caráter ou humanidade suficientes para permanecer de pé diante de alguém.
Eu estava sozinha quando a dor chegou.
E talvez essa tenha sido uma das partes mais cruéis.
Porque há momentos em que a gente gostaria de ter alguém segurando nossa mão, dizendo que vai passar, dizendo que aquilo não aconteceu porque merecíamos.
Mas ninguém deveria precisar de uma testemunha para provar a própria dor.
Eu sei o que senti.
Eu sei o que ouvi.
Eu sei o que meu corpo suportou.
Eu sei o que quebrou.
E sei também que existem ossos que médicos conseguem colocar no lugar, mesmo que demore.
A alma é mais complicada.
Ela não recebe gesso.
Não existe cirurgia para devolver imediatamente a confiança.
Não existe remédio capaz de apagar a imagem da covardia.
Então eu vou ter que reconstruir.
Devagar.
Com raiva, talvez.
Com lágrimas também.
Com dias em que vou me sentir forte e outros em que vou me sentir um lixo por uma violência que nunca foi minha.
Mas vou reconstruir.
Porque aquele homem conseguiu quebrar meu braço.
Não conseguiu decidir quem eu sou.
E talvez essa seja a primeira coisa que eu precise aprender novamente:
eu não sou o que fizeram comigo.
Eu sou a mulher que sobreviveu ao que fizeram comigo.
E isso muda tudo.
Dor não grita sempre.
Às vezes,
fica quieta,
muda hábitos,
encurta abraços,
apaga vontades.
Depois, chamam isso de superação.
Não é.
É adaptação.
A dor ensina a se portar quando já não podemos reagir a tudo. Ensina paciência quando o tempo não obedece à nossa urgência. Ensina resiliência quando a vida nos derruba e, ainda assim, alguma parte nossa decide levantar.
E talvez a maior lição seja esta: resiliência não é aprender a suportar qualquer coisa. É aprender quando permanecer de pé e quando finalmente ir embora.
Ela tocava baixo,
como quem conversa com a própria dor
sem querer acordar o mundo.
Enquanto a casa ria atrás dela,
Tentava afinar o peito
na mesma frequência do violão velho.
Porque existem noites
em que a gente não quer companhia,
não quer respostas,
não quer promessas.
Só quer sobreviver
mais algumas horas
sem desabar por dentro.
E talvez fosse exatamente isso
que aquela música fazia:
segurava sua alma
no lugar
enquanto o resto dela
ainda aprendia a ficar.
Livro: La Vereda por Lucci Santz
.
O peso de continuar
Carrego um vazio que não sei explicar, um pouco de dor, outro tanto de cansar. É amar sem retorno, cuidar sem receber, é dar tanto de mim e a mim me esquecer.
É estender minhas mãos sem ninguém perceber, é guardar minhas dores enquanto ajudo a viver. É sentir que me esgoto tentando sustentar tudo aquilo que o tempo não soube equilibrar.
E mesmo tão cansada, sem saber de onde vem a força que me move quando já não me convém, eu sigo, porque a vida não espera eu me refazer…
Mas quem cuida de todos também precisa de alguém que cuide dela sem ela precisar dizer.
Quem culpa o outro por toda a dor que sente,
foge do espelho e acusa o inocente.
É mais fácil condenar sem se explicar
do que encarar o que não quer mudar.
È Mesmo despedaçado, tento me recompor,
Carrego tua marca,
a ferida, a dor.
E no caos que ficou,
encontro meu chão,
Aprendo a viver com
teu fantasma no coração.
