Sinto a tua Dor
Até o amnésico não esquece um amor do coração. Não há analgésico que cesse a dor de uma paixão. Somente o perdão do amor alivia a dor da ingratidão.
Sombras do passado
Apagam o brilho do presente,
Dilaceram o futuro.
Marcas de uma dor cruel,
Traumas que clamam por superação
Na mente inquieta
Que implora por socorro.
Vejo a maldade no olhar,
e, com profunda dor,
sei que derramar amor
não vai adiantar.
O ódio toma conta,
corações se perdem
no caos do viver,
sem esperança
de um novo amanhecer.
mãe é amor
daqueles que não tem fim
seja na alegria ou na dor.
mãe é cuidado
proteção e carinho
que não deixa abandonado.
mãe, que de intenso coração
nos faz sentir na maior da emoção
o sentimento de: GRATIDÃO.
Amor / dor,
amorzinho / espinho,
amorzão / solidão.
O amor é curador,
o amor é alívio,
o amor preenche o vazio do coração.
Gritam vozes
que a dor é passageira,
assim como a vida,
deve ser por esse motivo
que viver dói tanto.
Busco a paz dentro de mim,
em meio à profunda dor.
Milhares de pensamentos,
uma guerra interna.
Sinto-me sobrecarregado;
só desejo paz na alma.
Quem escolhe preservar a delicadeza, mesmo depois da dor, também escolhe interromper o ciclo que transforma pétalas em pedras.
Esta é uma dor aguda. Vai se tornar crônica. (...) Não a sentirá a cada minuto, mas não passará muitos dias sem senti-la. E aprenderá alguns truques a fim de mitigá-la ou afastá-la, esforçando-se para não terminar destruindo o que, para ser alcançado, fez você se expor a ela.
Nuvens carregadas cobrem o céu da alma, espalhando dor e tristeza, enquanto a desesperança sussurra segredos de um amanhã incerto.
E assim sigo eu...
Rosangela Calza
"A ÁREA MÉDICA TEM 2 OBJETIVOS: NOS LIVRAR DA DOR E POSTERGAR A NOSSA MORTE, ÀS VEZES AMBAS SEM SUCESSO" Ademar de Borba
sabe mesmo o que é bom?
Bom mesmo é abrir o coração,
Sem culpa
Sem medo
Sem dor
Sem ressentimento
Mesmo sem sentido
Sem razão
Derramá-lo sem pudor
Com paixão
Derramá-lo com amor
Soneto de Nenhuma Dor
Nenhuma dor dói mais que dor nenhuma,
Nenhuma palavra pode até ser um soneto,
Nenhum sorriso não quer dizer tristeza,
Nenhuma verdade torna o silêncio obsoleto.
Nenhuma dor me traz a solidão,
Nenhuma ausência me faz sentir sozinho,
Tanta paixão me deu nenhum amor,
A solitude amplia meu caminho.
Nenhum ocaso me faz pensar que é tarde,
Nenhuma verdade me faz refém do medo,
Nenhum perdão me ameniza a mágoa.
Nenhuma lembrança é a dor que ainda arde,
Nenhuma saudade tem o gosto azedo,
Nenhuma agrura me arranha a alma.
OUTONOS
Às vezes o amor parece belo
Às vezes é um elo com a dor
Às vezes tudo perece
E fica só uma flor
Marcando juras de um amor eterno
Presa entre as páginas
De um caderno perdendo a cor
Às vezes nada disso acontece
E a noite fica vazia
Às frases bonitas se calam
Se perdem na monotonia
Então os poemas não acontecem
As canções se perdem na nostalgia
As flores murcham entre espinhos
Nos outonos das nossas utopias
