Sinto a tua Dor
FULGOR DA DOR QUE ANIQUILA.
Não havia pensamento.
Não havia linguagem.
Apenas a dor.
Bruta.
Imediata.
Sem forma e sem medida.
O ar pesava.
O peito ardia como se algo estivesse sendo rasgado por dentro, sem cessar.
Os olhos não viam.
E, ainda assim, tudo estava diante deles.
O corpo permanecia ali.
Mas o que sustentava o gesto de existir havia sido arrancado.
O chão não sustentava.
O tempo não seguia.
Tudo se comprimia em um único instante interminável.
A imagem dela.
Imóvel.
Silenciosa.
E o sorriso.
Ausente.
A ausência gritava mais do que qualquer som.
As mãos tremiam sem controle.
Os joelhos cederam.
Não havia decisão.
Apenas queda.
O papel.
As palavras.
Cada linha atravessava como ferro em brasa.
Sem interpretação.
Sem defesa.
Apenas impacto.
O coração batia desordenado.
Forte demais.
Rápido demais.
Como se quisesse romper o próprio corpo.
O ar faltava.
Ou talvez não fosse mais necessário.
Um ruído interno.
Constante.
Insuportável.
Como um eco que não se cala.
Nada fazia sentido.
E, ao mesmo tempo, tudo doía com uma precisão cruel.
O rosto dela.
A quietude.
O fim.
A mente tentava alcançar.
Mas algo recusava.
Não era possível aceitar.
Não era possível negar.
Apenas sentir.
Sentir até o limite.
E além dele.
A dor não diminuía.
Não se transformava.
Ela expandia.
Tomava espaço.
Invadia cada parte.
Sem nome.
Sem pausa.
A memória surgia sem ordem.
Fragmentos.
Sorrisos.
Olhares.
E cada fragmento feria novamente.
Não havia abrigo.
Nem dentro.
Nem fora.
O silêncio esmagava.
O espaço sufocava.
E ali, entre o que ainda respirava e o que já não era, restava apenas isso.
Dor.
Inteira.
Total.
Sem consolo.
Sem explicação.
Apenas a presença brutal de algo que não podia ser evitado.
E que não cessava.
Nos últimos dias da Igreja na Terra, os homens estarão tão frios e insensíveis à dor de seu próximo que serão incapazes de sentir a miséria deles.
Não é sobre
se libertar da dor,
mas do que
causa
a dor.
Há um equívoco muito comum em nossa maneira de lidar com o sofrimento: tratamos a dor como inimiga, quando muitas vezes ela é apenas a mensageira.
Passamos grande parte da vida tentando silenciá-la, anestesiá-la ou escondê-la, como se o problema estivesse no alarme e não no incêndio que ele anuncia.
Libertar-se da dor pode até oferecer algum alívio momentâneo, mas quase nunca transforma a realidade que a produz.
É como trocar o curativo sem limpar a ferida — por um tempo parece resolvido, até que a infecção volta a lembrar que o problema nunca foi realmente enfrentado.
O que realmente exige coragem não é fugir da dor, mas olhar com honestidade para as causas que a alimentam.
Às vezes são relações que se sustentam no desgaste, expectativas que nunca foram nossas, silêncios que acumulamos para manter aparências ou estruturas que aprendemos a aceitar como inevitáveis.
A dor, nesse sentido, pode ser um tipo muito raro de lucidez.
Ela revela aquilo que a acomodação tenta esconder.
E, por mais desconfortável que seja, ela também aponta para onde a mudança — de fato — precisa acontecer.
Libertar-se do que causa a dor exige mais do que resistência emocional — exige revisão de escolhas, rompimento com padrões e, muitas vezes, a coragem de contrariar as narrativas que nos ensinaram a suportar o insuportável.
Porque, no fim, não se trata de aprender a viver anestesiado.
Trata-se de aprender a viver sem precisar se ferir para continuar existindo.
Nos afastamos sem querer daquilo que amamos. É a alma se defendendo de uma dor que ainda não sabe nomear.
Entre Chegar e Partir
Tudo é movimento.
Nada permanece,
nem a dor,
nem a alegria,
nem nós mesmos.
Somos instantes em travessia,
ideias em transformação,
sentimentos que chegam, ficam um pouco
e seguem adiante.
Resistir cansa.
Fluir ensina.
Entre chegar e partir,
a vida acontece
silenciosa, breve
e profundamente viva.
Simone Cruvinel
Ninguém comprará sua dor, tristeza, angústia ou mesmo poderá senti-las! Somente você! Então, não se lamente! Erga a cabeça, encare a situação e enfrente-as!
Proporcionar dor em um ser indefeso é de uma tamanha insanidade mental egoísta e diabólica! Tal ser demostra muito seu interior podre e pobre! Somente a justiça para colocar fim!
"O arrependimento transforma dor em aprendizado, e aprendizado transforma ações corretas em resultados extraordinários."
Escolho ajudar porque entendo que muitas palavras de dor são apenas o eco de sofrimentos antigos. Quem ama a humanidade sabe que toda alma carente merece o carinho de quem valoriza a vida e deseja, acima de tudo, o bem de todos.
Transformo a dor do outro em cuidado, pois quem valoriza a vida sabe que o carinho é o único remédio para a carência da alma. Amar as pessoas é acreditar no bem de todos.
A falsidade habita naqueles que se dizem caridosos, mas não movem um dedo para aliviar a dor do próximo.
"Divertimento que precisa da dor alheia não é lazer, é perversidade. Você acha que está rindo, mas está apenas se destruindo."
"A dor de um sonho grande é o isolamento; o mundo raramente entende uma visão que ainda não tem forma física."
"Riqueza real é transformar a dor da luta em uma solução tecnológica ou social que cure a dor de uma civilização inteira."
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