Sinto a tua Dor

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Mesmo quando tudo parece ruir, Deus prometeu um fim onde não haverá mais dor nem morte — tudo será feito novo.

telefonar para ouvir as tuas bobagens?

aquela dor doída nesse peito despedaçado, pisado e esbagaçado. O silêncio que está refugiado dentro desse coração inerte, daquele corpo que se submete às dúvidas dessa nostalgia confusa. Eu vou ter tanta saudade de mim quando eu morrer, a agressividade que eu não desconheço mais, mas a fatalidade que eu reconheço com cada vez mais à insanidade querendo me corroer. O percorrer do “tic tac tic tac tic tac” em meus ouvidos feridos, machucam ainda mais aquele ponto fraco dentro de mim. O vermelho carmesim escorrendo pelo meu braço, a dor vermelha absorvendo a alegria que restava em minha alma. A laranja amarga querendo que tudo acabe, amarre e desabe dessa cadeira velha, flutue com esta fraqueza sufocada em seu pescoço. Seus destroços no ar com apenas uma corda firme te segurando. Ela foi a única que conseguiu fazer você parar de sentir essa dor.

Amar o próximo como a si mesmo é compreender que a dor do outro não é menor do que a nossa.

Chega um ponto da vida em que a dor já não alcança mais você.
Há um instante em que a dor deixa de ter poder sobre você.
Um dia, a dor não te atravessa mais: você atravessa ela.
Chega o tempo em que a dor não te toca — você se torna maior que ela.


–Purificação

"A DOR DE SER EU"
"Eu sou eu, com todas as minhas falhas
Com todas as minhas dores, com todas as minhas batalhas
Eu sou eu, com todas as minhas dúvidas
Com todas as minhas incertezas, com todas as minhas lutas


Eu sou eu, com todas as minhas cicatrizes
Com todas as minhas marcas, com todas as minhas feridas
Eu sou eu, com todas as minhas fraquezas
Com todas as minhas forças, com todas as minhas conquistas


Eu sou eu, imperfeito e completo
Um ser humano, com todas as minhas imperfeições
Eu sou eu, único e singular
Um ser que sente, que pensa, que vive e que ama"
Autoria "Márcio silva "

Entre estilhaços e sombras, o silêncio se transforma em lâmina, a dor se torna mapa, e o vazio revela a força que queima e ergue o destino.




— Purificação

E a dor virou o livro e o silêncio agora tem voz




—Purificação

A alma não envelhece —
ela se lapida.
Cada dor é um golpe do tempo
esculpindo eternidade.

"A dor e a disciplina são meus melhores amigos, porque através delas eu encontrei quem eu realmente sou."

Não dá pra descrever a dor e o estrago, que é ver alguém que já foi tudo em sua vida, escolhendo ser só mais uma na vida de outro.

mulher é carregar a luz onde há sombra,
é transformar dor em aprendizado,
é inspirar com coragem, amar com generosidade
e brilhar mesmo nas noites mais longas.


— Purificação

Na dor e na solidão você conhece quem é amigo, quem é familia e quem é seu parceiro. Na dor , me percebi só, vagando e lutando com minha outra metade, uma parte que gerei por 9 meses ,ou melhor, 40 semanas e 6 dias. Quando choro peço a Deus uma solução e ele sempre conserta essa parte quebrada e traumatizada que tenho chamado coração!

''a dor de um corte na pele é passageira, mas a dor de um corte na alma não"

a dor virou livro,
e o silêncio agora tem voz.

Existem pessoas que caminham pelo mundo como se fossem de pedra: não sentem dor, não sentem alegria, não sentem empatia. Para elas, lágrimas alheias são apenas água escorrendo, e sorrisos, nada além de gestos inúteis. O coração delas parece um vazio impenetrável, um espaço onde emoções nunca conseguiram morar.
Conversar com essas pessoas é falar com o vento: palavras passam, mas não deixam marca. Elas julgam, manipulam, decidem e ferem, sempre calculando o que lhes convém, sem qualquer peso na consciência. A ausência de sentimentos lhes dá força, mas também revela fragilidade: porque ninguém que não sente realmente vive, apenas existe.
E é aí que o mundo percebe: ter sentimentos não é fraqueza. A fraqueza está em não sentir nada, em reduzir a vida a números, vantagens e aparências, enquanto o restante de nós continua a sentir, a amar, a sofrer… e a ser humano.
Glaucia Araújo

O amanhecer nasce, sem brilho ou luz,
A sombra me aquece, e a dor me conduz.
O céu está cinza, e a tristeza me invade,
E a vida segue, sem sentido, sem parade.

Deus, ou quem quer que seja,
Nos deu a vida, mas não pediu nossa opinião, não é?
Neste amanhecer, não há grande coisa,
Apenas mais um dia, sem alegria.

As montanhas estão lá, os rios fluem,
Mas não me dizem nada, e a dor não some.
Lembro-me de "perdoar setenta vezes sete",
Mas como posso perdoar, se a injustiça não se mete?

Os políticos prometem, mas não cumprem,
Roubam o nosso futuro, com mãos sujas e frias.
Falam de amor e paz, mas não praticam,
E eu fico aqui, sem paz, sem nada que me sacie.

Mas talvez um dia, as coisas mudem de fato,
E a justiça prevaleça, e a paz seja um contrato.
Talvez um dia, a verdade seja dita e vista,
E a esperança renasça, e a dor seja extinta.

A dor não me afundou — me ensinou a respirar.
Até o naufrágio me mostrou que é possível viver debaixo da dor sem morrer nela.
Não perdi paz, ganhei forma.
Porque a alma só se entende depois de se despedaçar.
E a dor… não me apagou.
Ela me acendeu — e fez da ferida, luz.
Fez das sombras, o lugar onde aprendi a brilhar.


—Purificação

Tudo o que me afundou, me ensinou a respirar.
A dor não veio pra me quebrar, veio pra me moldar.
Não perdi partes — encontrei formas.
Às vezes, é só quando a alma se despedaça que entende quem é.
Porque o que apaga o fraco, acende o forte.
E há feridas que não doem mais — iluminam.
—Purificação

O PESO DE EXISTIR


Quero mergulhar no âmago do que chamamos de vida.


Na dor da perda, na dor do fracasso, na dor do tempo que tudo consome. Qual é o sentido de continuar quando sabemos que cedo ou tarde tudo acabará? Por que esperar? Por que sofrer? Se o fim é certo, por que insistir em caminhar?


Por que abrir os olhos quando tudo dentro de nós grita para continuar dormindo?


Por que caminhar diante do inevitável, quando a estrada termina sempre no mesmo ponto?


Talvez viver seja apenas a coragem de abrir os olhos, mesmo quando não queremos.


Dizem que somos livres, mas que liberdade é essa, se apenas aceitamos o destino sem escolha?


Somos mortais e sabemos disso. Mas de que adianta lembrar da morte se esquecemos como viver?


Viver... Talvez seja apenas colecionar fragmentos de felicidade, instantes breves que logo se desfazem.


“Viver” é buscar incessantemente esses momentos, mesmo sabendo que acabam num sopro.


Onde estamos? De onde viemos? Para onde iremos? São tantas perguntas para poucas respostas.


Diante da imensidão do universo somos nada mais do que um grão de areia perdido ao vento.


Se ao final nada restará, por que damos tanta importância ao que é pequeno? Eu sou só mais um, assim como você, e um dia, não estaremos mais aqui.


Existe uma linha tênue entre a solidão e a solitude.


Até onde suportamos estar sós? No silêncio há o prazer e a liberdade de ser completo em si, mas também a dor e o vazio de quem falta.


O mesmo sentimento que nos liberta é aquele que, às vezes, nos rasga a alma.


Memórias, lembranças, histórias, passado... Como viver o presente, como planejar o futuro, se tudo parece ter ficado lá atrás? Como seguir? Recomeçar?


Mas como recomeçar, se a dor do que foi vivido ainda atormenta o que será escrito?


Talvez o tempo seja apenas um consolo, uma promessa de que a dor diminuirá.


Ilusão.


O tempo não cura.


Ele apenas continua.


Indiferente ao seu destino.


Ele gira, e gira, até que nós sejamos o que ficou para trás.

NADA!




Andas tão longe de mim. Desvairada da dor...

Sentes o meu abraço, sentes o meu beijo;

De sorrisos se transborda, sentes o meu desejo,

Vês-me, mas não enxergas o meu amor!




Pareces o quê? A lua? O sol? Não tens fulgor!

– Transbordo a alma ao seu almejo...

Não tens corpo em mim, apenas lampejos

Aos teus olhos de infinito, sem esplendor...




Parecia-me dos céus a mais bela estrela...

Não és nada! Apenas eu estou de vê-la...

És tu, de minha cobiça-louca, a imaculada!




Serás por um instante de meu tremor o arder?

Já não acredito em vida, ao meu querer;

Que tão longe de mim, amor, tu não és nada!




© Dolandmay Walter