Sinceridade de um Homem para uma Mulher
"Mulher fala muito, não porque seja tagarela, mas porque conversar é seu jeito de se conectar. Então ouça, mesmo que pareça não ter solução."
Mickelve Santana
"Quando ela diz 'nada', pode ser tudo. Leia nos olhos, nos gestos, no tom de voz. Porque mulher fala com o corpo quando a boca não consegue."
Mickelve Santana
"Mulher que se sente amada, respeitada e desejada dificilmente olha para o lado. Porque ela já encontrou tudo o que precisava em você."
Mickelve Santana
"Toda mulher, mesmo aquela que diz que não gosta de romantismo, faz o coração bater mais rápido com um gesto inesperado cheio de significado."
Mickelve Santana
Cada mulher carrega sua própria história, traumas, sonhos, manias. Conheça-a. Descubra o que faz seus olhos brilharem e o que faz seu coração pesar.
Amar uma mulher não é apenas decifrar suas palavras ou antecipar seus gestos. É enxergar além, perceber as marcas que a vida deixou nela.
"Recusamos a condição de meras espectadoras do nosso país. Quando a mulher negra se coloca como sujeito da sua própria história, a estrutura inteira precisa se mover."
"O trabalho da mulher negra sustentou o passado deste país; a consciência e a ação da mulher negra é o que vai emancipar o seu futuro."
Manifesto: O Fim do Sufoco
É impossível aceitar ver uma mulher sofrendo e se humilhando por um homem 'pequeno'. Alguém que não merece ser chamado de homem e nem comparado aos animais, pois até um cachorro pode ser mais ético e afetuoso do que um ser que só pensa no próprio ego e vive de soberba.
É ridículo ver um homem que ridiculariza a companheira — seja ela esposa, noiva, namorada, mãe ou amiga. Homens que tentam rebaixar a mulher, controlando a roupa que ela usa ou exigindo que ela se troque, achando que, só por terem dinheiro, podem comprá-lo.
Mulher não é objeto, não é brinquedo. Mulher é preciosa.
Aquele que menospreza a dona de casa, dizendo que ela 'não faz nada', deveria tentar fazer o serviço sozinho para sentir o peso da rotina. É covardia fingir que não ouve quando ela fala, ou agir com indiferença. Nenhuma mulher deveria carregar o peso de um sobrenome ou o medo de ser livre. Ninguém merece ser humilhada ou desprezada justamente quando está doente ou vulnerável.
Se o homem está mal, que procure terapia, mas que não desconte suas frustrações em quem está ao seu lado. Mulher não nasceu para bancar vício de 'otário' nem para aceitar monstro camuflado de 'homenzinho'. Respeito não é opcional, é o mínimo.
"Peço desculpas aos homens de verdade, pais de família honestos e companheiros leais que lerem isso; sei que vocês existem e honram quem amam. Minha fala não é um ataque a todos, mas um desabafo necessário contra aqueles que usam uma máscara de decência para esconder o desrespeito"
QUERO SER UMA MULHER...
Que tem fé como Sara, para rir no futuro diante do impossível.
Corajosa como Ester, para se posicionar e vencer os gigantes com graça.
Sábia como Abigail, para agir com prudência e edificar onde há caos.
Leal como Rute, para honrar os laços verdadeiros e caminhar com firmeza.
Perseverante como Ana, para orar em silêncio até a promessa florescer.
E que sabe obedecer a Deus como Maria, entregando os passos Àquele que tudo governa.
Hoje me encontrei pensando na minha versão criança: como aquela menina estaria orgulhosa da mulher que me tornei e dos méritos conquistados. Pois um ser pequeno acreditou em si mesmo, buscou os horizontes da vida e buscou o conhecimento, tendo a dedicação como base e sem esquecer as suas raízes.
Saber que a flecha 🏹 e o arco precisam de foco, disciplina e impulso me fez forte. Caí várias vezes, tirei as pedras do caminho e as carreguei comigo; a cada dia acordo mais sorridente, pois as pedras já estão tomando forma
O mérito e o reconhecimento são importantes, mas a mulher verdadeiramente valorosa e virtuosa sabe que o seu real valor não se perde. Ele está moldado na rocha da honestidade, alimentado pela empatia e solidariedade, e fortalecido pela união e pela força que carrega na alma
Vamos chocar a maioria da sociedade comigo?
É só uma mulher falar que quer se casar, ter mais de um filho e que filhos são uma bênção, e que o lugar que ela gosta de ficar é em casa e quer apenas dividir sua vida com uma pessoa, que muitas vão te dizer: “Nossa, isso não é liberdade”. Mas afinal, a liberdade não é exatamente o que você quer fazer, e não o que o outro acha que você deve fazer.
Um dia nas redes sociais,
Vi uma fotografia linda demais,
Uma mulher bonita sem igual,
De encanto e beleza natural,
Da adolescência a terceira idade,
Pessoa de essência e verdade,
Fizemos amizade de verdade,
Para durar para eternidade,
O nome dela é Sonia Martins,
Uma mulher de beleza sem fim.
Você será uma mulher tão bela
Quer vivi sempre na janela em um temporal de amor
Pois se vc ainda não tem dono
Eu quer vivo no abandono
Quero o seu amor
Veja se não serei inferior assim
Eu gosto de você e você nunca olhou para mim
Meus olhos são fontes de chorar de dor
Se amar é um pecado
Eu seria um pecador
Mas também sou um homem tenho direito ao seu amor
Wendel alves
Observei que havia uma mulher fechando a porta, eu corri ao encontro dela...
Enquanto eu corria, o segurança ficou sem entender nada, só olhando.
Mas, ao chegar perto dela, cansada, exausta de caminhar e faminta...
Perguntei "aqui é a assistência social?" Ela "sim".
Comecei contar a história...
Ela me olhou gentilmente e abriu a porta novamente.
Não perguntou mais nada.
Fez uma ligação, chamou uma combie e disse: "em 15 minutos, vocês vão ser encaminhados para um abrigo no Deus quer" ...
Em menos de 15 minutos, a combie chegou!!
Fomos levados para esse bairro, bem distante do centro.
Chegamos creio que 1 da tarde, lá!!
Nos acolheram, deram um quarto para nós com beliches, muito limpo, lençóis, creme dental, escova de dentes, sabonete e antitranspirantes.
Falaram que podíamos ir tomar banho e ir comer.
Foi a primeira refeição mais feliz da minha vida, e creio que a dos meus irmãos e da minha mãe também.
Finalmente estávamos livres, em paz e acolhidos. Sem violência, sem torturas...
Era um abrigo onde ficava mulheres que sofriam violência doméstica com os seus filhos.
Hoje sonhei com uma mulher negra e uma criança. Eu estava na África. Ela era artesã, e eu a chamava para vir para Barra do Corda, porque lá ela não tinha como vender nada, mesmo tendo muito talento.
Depois, sonhei com a vizinha daqui organizando um grande churrasco. Ela colocava convites do tamanho de duas folhas A4, pendurados em um cordão com prendedores de roupa. Estavam muito altos, praticamente na altura do céu.
Em seguida, sonhei com uma mulher árabe se escondendo de muçulmanos. Não entendi bem, já que era a mesma religião, mas ela tinha medo de que descobrissem que também era muçulmana. Eu a escondia.
Depois, sonhei com um homem que foi amarrado dentro de um carro e jogado em uma gruta cheia de outros carros, todos luxuosos.
No final, eu queria salvá-lo. Mas, de repente, eu era ele, tentando retirar as fibras que prendiam meu pé. Acabei me escondendo de uma pessoa que fazia parte de uma família muçulmana… e então acordei, kkkkk.
UMA REFLEXÃO SOBRE OS ÚLTIMOS 5 ANOS... 2021-2026
O CAOS QUE ME TORNOU A MULHER MAIS CORAJOSA QUE CONHEÇO
Eu não sei como começar a escrever novamente, mas vou tentar.
Faz tempo que estou com saudades de escrever sobre muitas coisas.
Os últimos 5 anos foram anos de muita batalha para mim.
Eu morri em todos esses anos, dia após dia, sem saber o meu lugar. Mas, de repente, despertei. De uma tal forma que não consigo enxergar quem eu fui antes disso aqui. Confesso que quebrei as minhas expectativas, e agora estou quebrada por dentro, por causa de tudo o que aconteceu comigo nesses últimos tempos.
Eu nunca tinha pensado em ser tão forte ao ponto de suportar coisas que jamais imaginei passar.
Meu corpo ainda está dilacerado. Após um colapso séptico, que levou meus órgãos a irem embora, nunca mais fui a mesma.
Eles voltaram a funcionar, como se eu fosse uma máquina que precisava de um super mecânico, me energizando e tentando me ressuscitar. E, eu entendi sobre Deus naquela madrugada.
Os sonhos, os símbolos mostrados nos céus, em noites em que eu mal conseguia dormir de tantas dores.
Foi tudo avisado para mim, antes de ocorrer tudo o que me aconteceu.
Eu entendi a onisciência de Deus, o que ele é.
E, eu nunca pertenci a dogmas religiosos, e hoje, me vejo vivendo uma fé laica, livre de qualquer doutrina sistemática.
Deus é energia pura. Eu senti isso. E, desde então, eu não temo mais a morte. Descobri que se ele é eterno, e sou parte fragmentada dele, eu vivo para sempre. A única diferença, é essa carcaça que se desfaz em adubo, e alimento para a terra. Ela é a única coisa que realmente vai embora.
Os sonhos que tive, me fizeram entender que nós como seres imortais, habitando dentro de uma matéria, conseguimos ver e enxergar coisas além do nosso plano físico.
Geralmente, é tudo muito enigmático, mas ainda assim, são avisos sobre a nossa existência por aqui.
Quando tudo começa a acontecer, a gente vai ligando os pontos, é onde as coisas costumam fazer sentido.
Nenhum sonho, é por acaso. Todos eles estão ligados à nossa existência de alguma forma.
Desde 2021 para cá, eu tenho enxergado além do meu alcance, e feito coisas que de algum modo me salvaram do caos interno, de emoções que nunca achei que conseguiria superar.
Em 21 de janeiro de 2022, eu escrevi algo que trouxe a minha liberdade de ser livre. Foi a minha cartada final.
Não achei que fosse conseguir, mas aqui estou.
Mesmo em meio aos prantos, era uma dor que eu carregava por anos.
E, a resposta veio logo em seguida. Era somente daquilo que eu precisava!
Lavar a alma, e me libertar.
Foi então que comecei a enxergar a vida de uma forma, onde percebi que nunca havia dado espaço para isso antes.
Eu me tornei alguém livre!! Livre.
Parei de sonhar, parei de pensar, parei de chorar, parei de escrever sobre, parei de ouvir músicas tristes. Parei de idealizar o que nunca poderia existir. Saí da prisão interna que me oprimia e me fazia parar de viver.
Comecei a valorizar mais quem me ama, e quem eu aprendi a amar, pois o escolhi lá atrás, para tê-lo em minha vida inteira.
Meus olhos se abriram, eu tive um grande despertar.
Eu não conseguia ter paz dentro de mim, por várias vezes, tentei forçar isso a acontecer, mas não é assim que funciona.
Eu tive que colapsar por dentro, tive que me abandonar, tive que parar de viver por muitos anos, tive que esquecer quem eu queria ser, tive que morrer! somente assim eu consegui ressurgir das cinzas.
Eu nunca achei que fosse conseguir.
Eu refiz a caminhada. A trajetória está sendo dolorosa, mas sem mais prisão interna.
Eu tinha ainda tantos traumas, tantas perguntas por fazer, tantas palavras para dizer, tantas coisas para observar no presente, tantas coisas para perceber...
Eu fui a pessoa mais corajosa que eu conheço, e continuo sendo.
Eu passei por tanto, eu enfrentei tudo, eu virei cinzas, enquanto ainda estava de pé.
Eu agradeço a essa força invisível, que eu chamo de meu Pai (Deus) por me sustentar até aqui. Eu não teria me suportado tanto se não fosse ele, me energizando e me dando a força que eu precisava.
Eu sempre tive uma vida difícil.
Violentada fisicamente, e psicologicamente desde a minha infância, e ainda sem conhecer quem eram meus genitores, mesmo no auge da minha maturidade, que eu achava que tinha.
Eu realmente não os conhecia, mas esses anos todos, me ensinaram a ser mais perceptiva, a ligar os pontos lá de trás e não ser mais marionete das maldades deles.
Sofri muito. Sair de casa aos 16, e me tornar mulher à força para conseguir sobreviver, nunca foi fácil.
Agradeço as amizades daquela época, apesar de o tempo ter mostrado coisas que eu jamais gostaria que tivessem acontecido.
Mas, vida que segue. A gratidão permanece aqui, até que a minha memória venha a se findar.
Foram 2 anos vívidos nas casas de familiares. Após sobreviver aos caos que era o lugar onde eu morava desde a minha infância.
Eu fui humilhada, caluniada, difamada, falaram coisas terríveis sobre mim. A conspiração fez parte da minha juventude, assim como as histórias dos Doramas asiáticos.
Eu era julgada, e todos eram manipulados para me odiarem por coisas que nunca fiz.
Mas, assim como nos Doramas, tudo teve uma reviravolta, e o tempo provou que eu sempre fui a mocinha das histórias inventadas.
Eu sabia me defender, mas quem é o culpado, quando todos já o vêem como vilão?
As defesas não significavam nada.
Mas, o tempo é o senhor das conspirações.
E, hoje, sinto orgulho da mulher que sou.
Eu amava com a alma, não era nem com o coração. Por esse motivo, doía tanto.
A minha alma foi curada. Dos traumas, dos medos, dos pesadelos, das mágoas que me fizeram passar, dos anseios. Eu estou realmente em paz.
Eu ainda sinto vontade de abraçar pessoas, mas não sou mais dependente das minhas idealizações.
Eu sei que ninguém permanece igual. Todos mudam, todos se adequam ao seu devido lugar. Estão todos vivendo as suas vidas. Eu posso dizer, que eu estou fazendo tudo aquilo que acho certo.
Eu não sou mais dependente de ficar imaginando atenção de quem sempre dizia "depois eu te ligo, estou ocupada", eu esperava e nunca acontecia.
Me doeu demais. Eu me doava muito. Nada era recíproco!
Aprendi a não esperar nada de ninguém. A confiar verdadeiramente somente em mim mesma.
Eu acredito no que a bíblia diz. Tanto sobre os sonhos, e também sobre confiar!
Assim, a decepção não se torna um medo absoluto.
Estou feliz, vivendo intensamente todos os dias. Agradecendo pelo amanhecer, e na confiança de que tudo já está no lugar certo, exatamente onde deveria estar.
Eu estou esperando me recuperar das 4 cirurgias que fiz, as dores nos órgãos estão á todo vapor, bem inflamados. O fígado dói, às vezes acho que é o pulmão, às vezes passa para debaixo das costelas. Assim estou vivendo, porém creio que vai ficar bom. O tempo dirá.
Mas, enquanto isso, não reclamo, somente agradeço, e sigo em frente.
Nunca pedi para ser forte. Mas, a vida me ensinou a ser sem pedir.
Alinny de Mello 10:37 - 30 de maio de 2026
Sábado 25 de julho/ 10:18 da manhã
Entre cicatrizes e recomeços: a história de uma mulher que aprendeu a sobreviver
Um relato de dor, fé e resiliência diante de uma tempestade que começou em 2022
Olá, tudo bem? Sou Alinny de Mello, gosto de escrever, produzo ebooks sobre desenvolvimento pessoal para o Kindle, e hoje trouxe essa reflexão para você, leia até o final.
Às vezes eu olho para a minha própria história e parece que estou lendo o capítulo de uma vida que outra pessoa escreveu. Foram tantos acontecimentos, tantas batalhas silenciosas, tantos dias em que precisei juntar os pedaços de mim mesma para continuar caminhando.
Tudo começou em 2022, quando eu ainda não imaginava que minha vida entraria em uma fase de tantas provações. Eu carregava dores que nem sempre eram visíveis, sinais que meu corpo tentava mostrar, mas que muitas vezes eram difíceis de compreender. Eu seguia vivendo, tentando cuidar da minha casa, dos meus sonhos, dos meus projetos e das pessoas que amo, enquanto dentro de mim existia uma guerra que ninguém conseguia enxergar completamente.
Eu aprendi uma das maiores lições da vida: nem toda batalha faz barulho. Algumas acontecem dentro do nosso próprio corpo, em consultas, exames, noites mal dormidas, preocupações escondidas atrás de um sorriso e lágrimas que caem quando ninguém está olhando.
Mas o ano de 2024 foi o grande divisor de águas da minha história.
Foi o momento em que a vida me colocou diante de um dos maiores desafios que eu já enfrentei. Meu corpo chegou ao limite. Eu vivi uma septicemia, uma infecção grave que abalou completamente a minha saúde, e enfrentei um choque séptico, uma situação extremamente delicada em que eu precisei lutar pela minha própria vida.
Foi um daqueles momentos em que percebemos que somos muito mais frágeis do que imaginamos, mas também descobrimos uma força que estava escondida dentro de nós.
Eu precisei passar por uma histerectomia de urgência. Meu corpo precisou enfrentar uma cirurgia grande, uma mudança que não era esperada, uma despedida de uma parte de mim que carregava histórias, dores e também memórias. Não foi apenas uma cirurgia física. Foi um processo emocional profundo.
Existe uma diferença entre sobreviver e realmente compreender que sobrevivemos.
Depois de tudo que aconteceu, eu precisei reaprender a confiar no meu próprio corpo. Cada dor gerava medo. Cada sintoma levantava perguntas. Cada exame carregava uma mistura de esperança e ansiedade.
Quando uma pessoa passa por algo assim, ela não volta a ser exatamente quem era antes. Ela carrega marcas. Algumas aparecem na pele, como cicatrizes. Outras ficam na alma, como lembranças de momentos em que ela precisou ser mais forte do que imaginava conseguir ser.
E a minha caminhada não terminou ali.
Em 2026, meu corpo passou por mais uma batalha: uma cirurgia para corrigir hérnias, incluindo hérnias inguinais bilaterais e uma hérnia umbilical. Mais uma vez eu precisei enfrentar recuperação, limitações, dores e a paciência de esperar o corpo se reconstruir.
Enquanto muitas pessoas seguem suas rotinas sem pensar sobre o funcionamento do próprio organismo, eu aprendi a prestar atenção em cada sinal. Aprendi que saúde é um presente que muitas vezes só valorizamos quando somos obrigados a lutar para recuperá-la.
No meio dessa caminhada, também descobri outros desafios. Veio o diagnóstico de colecistite alitiásica, uma inflamação na vesícula sem a presença de pedras, trazendo dores, desconfortos e mais uma investigação para entender o que meu corpo estava tentando comunicar.
Também descobri alterações no meu ovário esquerdo, com característica policística e a presença de um cisto que ainda precisa ser acompanhado. Mais uma preocupação para uma lista que já parecia grande demais.
E como se tudo isso não fosse suficiente, continuo investigando alterações intestinais. Existem dias em que meu corpo parece uma caixa cheia de perguntas esperando respostas. Dores que aparecem e desaparecem, mudanças no funcionamento intestinal, desconfortos que me fazem observar cada detalhe da minha alimentação e da minha rotina.
Mas existe algo que todas essas dificuldades não conseguiram tirar de mim: a vontade de continuar.
Eu poderia olhar para tudo isso e enxergar apenas perdas. Poderia contar minha história apenas pelas cicatrizes, pelos diagnósticos e pelos momentos difíceis. Mas eu escolho contar também pela minha resistência.
Porque eu ainda estou aqui.
Depois de uma septicemia. Depois de um choque séptico. Depois de uma cirurgia de emergência. Depois de outra cirurgia. Depois de tantas incertezas e medos.
Eu ainda escrevo.
Eu ainda sonho.
Eu ainda acredito que existe uma nova página esperando para ser escrita.
Minha história não é apenas sobre doença. É sobre sobrevivência. É sobre uma mulher que descobriu que a fragilidade e a força podem morar no mesmo coração.
Existem dias em que eu me sinto cansada. Existem momentos em que eu questiono por que tantas coisas aconteceram comigo em tão pouco tempo. Eu sou humana. Eu sinto medo. Eu sinto tristeza. Eu sinto o peso dessa caminhada.
Mas também sinto orgulho da mulher que me tornei.
Porque a verdadeira resiliência não é nunca cair. A verdadeira resiliência é olhar para o chão depois da queda e encontrar coragem para levantar mais uma vez.
Minha vida mudou. Meu corpo mudou. Minha forma de enxergar o mundo mudou.
Hoje eu entendo que cada amanhecer é uma oportunidade. Cada pequeno avanço é uma vitória. Cada dia em que consigo fazer algo que antes parecia impossível é uma prova de que ainda existe força dentro de mim.
Eu não sei exatamente quais serão os próximos capítulos dessa história. Ainda existem exames, acompanhamentos e perguntas sem respostas. Mas existe algo que eu sei: eu não sou apenas aquilo que aconteceu comigo.
Eu sou tudo aquilo que fiz depois que aconteceu.
Sou minhas cicatrizes, mas também sou minha cura.
Sou minhas lágrimas, mas também sou minha esperança.
Sou os dias difíceis, mas também sou a mulher que continuou caminhando mesmo quando o caminho parecia pesado demais.
A minha história não terminou em 2024. Na verdade, talvez ali tenha começado uma nova versão de mim.
Uma versão mais consciente, mais forte, mais grata e mais determinada a aproveitar cada oportunidade que a vida ainda colocar diante de mim.
Porque depois de atravessar tantas tempestades, eu aprendi que algumas pessoas não sobrevivem apenas para continuar existindo. Elas sobrevivem para transformar a própria dor em mensagem, aprendizado e inspiração.
E eu sigo escrevendo minha história, um dia de cada vez.
A pergunta que fica para quem lê minha jornada é: quantas vezes a vida tentou me derrubar, e quantas vezes eu ainda escolhi levantar?
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