Si Mesmo

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Achar um culpado e fugir de sentir. Por que ser um mártire de mim mesmo, se não vivo mais os erros que cometi? Fique pra trás o que se foi. Por que encontrar um lugar pra apontar meu dedo pelo o roteiro idealizado que escrevi não ter seguido minhas próprias palavras? Essa é a vida, ensinando que somos nós quem devemos aprender a dançar essa música e não ela quem se curva aos nossos passos.

Confio mais em mim mesmo alcoolizado do que em muita gente sóbria.

Se Eu fosse, O NARCISO ABSOLUTO, diria que sou O DEUS de MIM MESMO. Mas como NÃO ESTOU À ESMO, deixo a minha INSIGNE - FICÂNCIA, para Outro...!!! Rolemberg.

⁠⁠As vezes a lágrima desce
Do nada ela chega e molha toda minha face
E pergunto a mim mesmo
O que está acontecendo?
Por que estou chorando?!
Percebo que a alma sente dor
Dor que o corpo não consegue ter conhecimento
É uma dor que se torna desconhecida
E faz uma bagunça em nossa vida
O que me resta é apenas
Secar as lágrimas do rosto
E procurar meios de fazer com que minha alma se alegre de novo.

Quando a mentira Cansa

Eu já contei muita mentira bem construída para mim mesmo. Aquelas frases que soam inteligentes, fazem sentido num café com amigos, mas não fecham a conta com a realidade do meu dia a dia. “É só uma fase.” “Está controlado.” “Eu aguento mais um tempo.” Lá no fundo eu sabia que não era verdade, mas repetir essas justificativas era mais fácil do que admitir que eu tinha medo de mudar. O problema é que o corpo não negocia com esse tipo de mentira durante muito tempo. O cansaço aumenta, a irritação cresce, a paciência desaparece. Não é azar, não é só pressão externa: é o desgaste de sustentar uma vida que já não faz sentido para aquilo que eu sei que poderia ser.


Talvez você também tenha criado essas histórias para continuar onde já não faz sentido ficar. Um relacionamento que só se mantém por hábito, um trabalho que já não te desenvolve em nada, uma rotina que te deixa num piloto automático confortável, mas sem vida. A mente é criativa para arranjar justificativas: agora não dá, não é o momento, depois eu vejo isso. Só que cada “depois” é uma escolha. E, queiramos ou não, a identidade que temos hoje é o resultado exato da soma do que aceitamos, do que ignorámos, do que adiámos e do que escolhemos manter. Não é um rótulo abstrato. É a consequência prática da forma como temos vivido.


Quando eu parei de me ouvir como vítima e comecei a olhar para mim como responsável, a pergunta deixou de ser “por que é que a minha vida está assim?” e passou a ser “que tipo de pessoa eu tenho decidido ser todos os dias?”. Não adianta só desejar mais, querer mais, sonhar mais. A questão é: eu sou o tipo de pessoa que sustenta aquilo que diz que quer? Os meus hábitos, a forma como eu gasto o meu tempo, as conversas que eu alimento, as relações que eu tolero, a maneira como eu fujo do desconforto… tudo isso revela quem eu sou hoje, não quem eu conto que sou. E dói perceber isso, mas é uma dor lúcida.


Hoje eu entendo identidade como esse espelho que não mente. Não é sobre a imagem que eu vendo, é sobre o rasto que eu deixo. Se eu quero uma vida diferente, não basta pedir por oportunidades novas, eu preciso aceitar o custo de me tornar alguém à altura daquilo que eu diz que quer construir. Enquanto eu continuar a proteger as minhas desculpas, vou continuar a proteger também os resultados que me incomodam. A virada começa quando eu assumo, sem drama mas sem fuga: a vida que tenho hoje é a versão prática da pessoa que eu venho escolhendo ser. A pergunta que fica é simples e incômoda: eu quero mesmo continuar a ser esta pessoa?

Sigo só, na companhia de mim mesmo, imperfeita, mas fiel, minha sombra na longa estrada da vida.

Estou só, na companhia imperfeita e leal de mim mesmo, sombra que me acompanha na longa estrada da vida, eu em minha companhia.

Prometi a mim mesmo que não voltaria, nem em pensamento. Fiz essa promessa e vou cumpri-la sem lamento, porque me importo comigo.

Todos os meus dias eu te desejo em minha vida, linda mulher encantadora. És parte de mim, mesmo à distância. Sonho estar em teus braços, abraçando teus abraços, entrelaçado na tua presença e na minha vida vivida.

Descobri que fui prisioneiro de mim mesmo —
cativo do meu ódio, da vaidade, do orgulho, da ambição,
preso por desejos que nunca foram verdadeiramente meus.
Nesse labirinto, esqueci de viver o melhor da vida:
a plenitude do amor que habita em mim.

"Passei anos decifrando a mim mesmo para descobrir que o mundo não muda quando o compreendemos, mas quando ousamos recriá-lo a partir de dentro. Meu ofício é nascer de novo — e convidar quem lê a fazer o mesmo."


F. Fidelis - Psicanalista, Filósofo entusiasta e observador das relações humanas

Eu não tenho medo de dizer te amo.
Não escondo o que pulsa em mim, mesmo quando a dúvida tenta se instalar, mesmo quando a incerteza se veste de silêncio.
O amor, para mim, não é cálculo nem estratégia: é entrega. É coragem de se expor ao risco, sabendo que cada palavra pode ser ponte ou abismo.
Se tudo correr ao contrário, se o destino decidir virar as páginas sem me consultar, não me calarei. Vou reagir em outra localidade, em outro espaço de mim, onde a dor não seja prisão, mas aprendizado.
Porque amar é também aceitar que nem sempre o caminho será reto. É saber que a vida pode nos deslocar, mas nunca apagar aquilo que foi verdadeiro.
E mesmo que o tempo nos leve a diferentes direções, guardarei em mim a certeza de que dizer te amo nunca foi erro, mas ato de escolha.

O que sou, se não um espelho de mim mesmo
reflito vida, reflito medo
dualidade o meu tempero
a consciencia, o prato inteiro

É tão estranho que eu valha mais para as pessoas do que para mim mesmo?

⁠Esse ano, prometi a mim mesmo que minha vida vai mudar e não vou deixar mais nada atrapalhar meus objetivos.

BOM DIA


Prometo a mim mesmo que no ano que vem serei uma pessoa melhor.


Benê Morais

Eu não quis acreditar.
Desconfiei do que sentia e enfrentei a mim mesmo.
Lutei contra meus próprios sinais,
neguei o que o coração gritava em silêncio.
Falhei com meus instintos — falhei porque resistir
nem sempre é força, às vezes é medo.

Então eu a conheci.
Ela não pediu passagem, não anunciou chegada.
Entrou como quem reconhece território,
como quem invade não por maldade,
mas por natureza.

Ela é a invasora de mim.
Devastadora porque desmonta minhas defesas,
sensual porque domina sem tocar,
senhora do caos que eu fingia controlar.

Sou refém não por fraqueza,
mas porque há encontros que desarmam a alma
e nos colocam diante da verdade nua:
há quem chegue para ficar,
mesmo quando tudo em nós dizia que não.

Para que as minhas loucuras não se manifeste em mim mesmo eu passo elas por papel, dessa maneira não entro em conflito direto com quem discorda da mesma

Sempre a chamo de linda, pois prometi a mim mesmo ser verdadeiro em tudo.

Sempre diferenciei o bonito do lindo: uma pessoa bonita tem uma aparência agradável, mas a pessoa linda... ela não é só a mais exuberante e chamativa do lugar. Ela tem um coração gigante, o pensamento mais puro e sincero, o cabelo mais lindo e os olhos que mais me deixam cego / cego de amor, de paixão, não sei. Só sei que, mesmo há anos sem ver essa linda pessoa, não vejo a hora de abraçá-la e ficar o resto da minha vida contigo.

Essa pessoa linda tem nome, tem sobrenome, tem minha atenção e admiração (nem tão secreta assim). Há alguns dias, disse que agora era pra sempre. “O que é pra sempre?” Você é o meu pra sempre. Independente do que acontecer, na minha cabeça você significa "pra sempre", e eu espero que isso / se é que pelo seu lado tem alguma coisa / se torne pra sempre, porque eu cansei de ser só de vez em quando…

Eu me enganei quando disse que não quero tentar. Minha filha, eu quero tentar quantas vezes for possível pra realmente dar certo com você. Mas isso nem importa muito, até porque eu só estou explicando a diferença entre uma pessoa bonita e uma pessoa linda, e nada mais.

Prometi a mim mesmo que não olharia pra trás… mas o arrependimento sempre olha por mim.



- Lucelson X