Shakespeare sobre o Amor Soneto 7
O amor a gente não planta. Ele simplesmente nasce sabe-se lá de que forma. Nem mesmo o coração sabe onde arranja as tais sementes invisíveis que ele próprio semea nos canteiros da alma.
Amor é acontecimento: é o que sobra depois de todo esquecimento. Queria que ele coubesse no que eu vejo em você. Queria que ele soubesse que eu acredito em você. E que você sorrisse todas as manhãs como se quisesse me encontrar todas as noites; e à tardinha também. Dizer que me ama ao som de Jorge Ben, jurar que me quer ao ler Baudelaire. E não só risse para afastar o desespero. E não sorrisse para fingir que o amor te alegra. E não sumisse por temer o que te espera. E assumisse que o que já fomos, já não reverbera. E na mesmice dos nossos desencontros, eu me encontro completamente indiferente ao que você sente… Em vão… Em vão… Em vão… Pra onde vão os nossos silêncios quando deixamos de dizer o que senti
A grandeza do amor é sempre se tornar inteiro mesmo perdendo uma grande parte.
"Não tenho cavalo, nem sou príncipe encantado, mas tenho amor e hoje o tanto que dou é só um pedaço de tudo que você vai viver ao meu lado."
