Shakespeare sobre o Amor Soneto 7
Intuição prístina
de que em algum
lugar do mundo
você foi criado
para se encaixar
na minha vida,
Sem te ver
imensamente
te percebo,
é só questão
de tempo,...
Tu virás inteiro
para mim,
virás livre, leve
e solto como
o sol beijando
os oceanos:
sem nos conhecer
já nos amamos;
Sem te ver
imensamente
te escrevo,
é só questão
de tempo,...
Tu virás cruzando
estradas com
o teu carro
que se confunde
com as cores
das noites de luar;
porque não
haverá nada
mais para te deter,
seremos a festa
por todo o lugar.
Sei que virás
liberto de qualquer
e toda tormenta,
e com o tempo
que tudo ajeita;
do teu destino
será riscado
até o contratempo.
As estrelas fizeram
um flashmob
nesta noite de Lua
em pleno
estacionamento
a céu aberto,
Onde cada carro
tem um nome
de estrela, galáxia,
asteróide, cometa
ou de um planeta,
E o coração fazendo
uma espacial sinfonia,
O Ciclo de Saros
entre nós é algo
que ninguém crê,
Só o nosso coração
em silêncio prevê;
E eu que esperava
por você de forma
precipitada,
Fui presenteada
por tão gentil
dança do Universo,
Não posso deixar
de dizer que
de longe te sinto
como a minha
grata surpresa
e sideral ritmo,...
O Ciclo de Saros
entre nós é algo
que carregamos
com devoção,
Somos um único
apaixonado coração;
Sei que me conhece
mais a mim do
que eu mesma,
O quê está escrito
para nós dois
pelas estrelas,
Não há pandemia,
inveja ou intriga
que nos afaste,
Tu há de ser meu
e eu tua além
da Lua, do Sol
e de todas as galáxias.
Quero fugir
na frequência
de Júpiter,
os anéis dele
estão todos
nos meus dedos
e o tamanho
do sentimento,
e assumo que
desejo todo dia
reaver o tempo
que perdemos
porque não
tivemos mesmo
a oportunidade
do verdadeiro
amor conhecer,...
O mundo todo
está em crise,
estou no meio
do tumulto,
fazendo planos
e sonhando junto
com você
assistir a eclipse;
Num refúgio
longe de tudo,
quero te levar
a flutuar,
para contigo
viajar no giro,
louco rodopio,
lado a lado
e cada um
sob duas rodas
das nossas
Alpha Centauri A
e Alpha Centauri B,
e esta ânsia doida
de tanto querer você.
A espera valerá bem
mais do que imagino,
Quando chegar
a nossa primavera,
Será em ti que vou
me perder,
E isso fará todo o sentido.
Feliz Dia dos Namorados
para quem encontrou
o seu romance perfeito,
e para quem ainda vai encontrar!
Qual o motivo da sua beleza?
Pensamento corrosivo.
Seu jeito me trava e me congela.
Me perco enquanto te observo pela janela.
Você se destaca, vibrante, em meio à multidão.
Como uma rosa em meio ao deserto.
Seu cabelo escarlate queima como o sol,
todos os sentimentos que me assombram.
Me puxa como um anzol e, me sentindo um peixe fora d'água, perco o meu ar.
Sem você, me sinto sem lar.
Seus olhos gatunos se sobressaem na escuridão,
sempre muito profundos, sempre a radiar.
Assim como suas curvas, que lembram lindas passarelas onde gente alegre se abriga, nas vielas e nas ruas.
Mas afinal, qual o motivo da sua beleza?
Me paro a pensar.
Deverá ser esse seu sorriso?
Algo que eu necessito, preciso; que me cativa a sorrir de volta.
A sua beleza é mais do que um rosto bonito.
É um amigo, uma alma resplandecente que afeta o meu inconsciente.
Sua companhia é a verdadeira beleza em dias frios.
Você é mais que beleza, assim como meus versos, você é poesia.
Velejando entre a loucura do sábio e a sabedoria do tolo, cá estamos Nós, sempre Alicerçados por esse misto de Loucura e Sabedoria.
Um brinde ao Amor!?!
Pedaços, Pedaços, Pedaços e mais Pedaços
Eu não quero pedaços grandes para eu me sujar, quero pequenos e doces capazes de eu aguentar.
Prefiro os pedaços pequenos e doces da vida, porque promessas grandes demais quase sempre machucam.
Aprendi a querer pouco e doce, porque o muito sempre vem com dor.
Prometeram o mundo, mas deixaram cicatrizes. hoje, só aceito migalhas que não machucam.
Pedaços grandes demais costumam sufocar; por isso escolhi o que é pequeno, sincero e leve.
Já me perdi em promessas enormes. agora só quero o que cabe no coração sem ferir.
Cansei do exagero que fere. Me contento com o pouco que não me faz sangrar
Trago no rosto
O bisturi
Do medo e da esperança
E no bailado
Das flores silvestres
Me entrego
Plena
Do cio das primaveras,
Amado
Para celebrar cânticos novos
À mater lusa essência
Fecundação dos dias
Nesta catarse
De nós.
© Célia Moura
Este local filho meu, o mundo,
este local meu filho tão sublime e tão cruel, onde tanto sofremos, tendo como grande e única certeza a morte, por tanto te amar não me permitiu a sublime alegria de te parir, mas sempre me ficaste no ventre de todos os silêncios embalando-me as mãos de estrelas.
Quando te deitares comigo
não pises as camélias
que trago no olhar
e me afagam a púbis
neste vale encantado
de luxúria
entre lençóis,
nem beijes a nudez
do meu silêncio.
É tarde meu amor,
tão tarde.
Peço-te
que teu cálice transborde,
enlouquecidamente
a saudade
que me morde as entranhas,
enquanto eu…
…eu apenas trago corais nos sentidos
e asas nos pés.
© Célia Moura, in “No Hálito de Afródite”
