Shakespeare sobre o Amor Soneto 7
Há um romance
escrito à mão
que não mais
saiu da cabeça
nem mesmo
quando fecho
os meus olhos.
Arcturus linda
como um
rubi brilhante
que ora surge
como um
diamante
alaranjado,
Surgiu bem
na noite de luar
para me dar
o seu
erótico recado:
Há um romance
escrito à mão
que não há
como ocultar
no meu peito
e por todo
este nosso lugar.
Nunca recusei
qualquer coisa
para o teu charme,
Você ainda está
se divertindo
com a minha
louca fantasia
e fascinando
todas as garotas
da nossa cidade.
Há um romance
escrito à mão
que previa
que você viria,
e como uma
grata surpresa:
você reapareceu.
Você envolvente,
convenceu
novamente
e me levou
neste lindo carro
cor de moldavita
para ensinar
os segredos
dos vinhos
e da Lua,
lá na Vinícola.
Um carro
desfilando
leve na rua,
emoção e
pele de flor,
e a tua à
flor em pêlo,
De todas
a mais alta
conspiração
surgida até
para o teu
sono ocupar,
No teu céu
tornei-me
a tua Lua
_suspensa,
em teus
sentidos
_presença,
E total
_sentença
que tuas
mãos não
podem
capturar;
Betelgeuse,
Antares,
e Aldebaran
ao redor
da cintura:
o meu rubi
na boca tua.
Nesta noite de infinita
Lua de Sangue,
prevejo um romance,
te vejo chegando
com um Kadomatsu
nas tuas mãos,
e entregando de vez
para mim a sua paixão,...
Sem você saber
diariamente venho
inventando mil
formas de pedir
mais do que a tua mão,
Escuto a felicidade
em forma de matsu
saudando um sugi,
e diante Monte Fuji
o seu afeto enfeitando
a minha fronte
com o seu amor,
uma coroa de sakura
e sem nos importar
que chamem isso
de absoluta loucura.
Sem você saber
eroticamente venho
testando mil
maneiras de fazer
você cair na sedução,
Através nobres danças
da taiga do arquipélago,
com paciência,
música apaixonada
e poesia da Lua,
o amor arquiteto
com romantismo e doçura.
Não tenho
nada o quê
esconder
de você e nem
de ninguém,
Que eu quero
ser a poetisa
pioneira a colocar
os pés na Lua,
Embora em
sonho já
tivesse ido,
Porque lá
é a residência
dos poetas
que vivem
no mundo
em resistência;
De carro
cor de Capella
e com uma
rosa amarela
na boca,
Você virá
me buscar
de surpresa
como uma
das novelas de Gabo.
Nesta manhã
de luar repleto
no aniversário
da nossa cidade,
Plena em tuas
mãos assim
me vejo em
total lunação:
Como um
tambor selvagem
bate forte
o meu coração,...
Ando vivendo
de imaginação,
te vendo desfilar
no teu carro cor
de eclipse lunar;
Como um
tambor selvagem
faz música
o meu coração,...
O luar matutino
pleno e refletido
nos meus brincos
de mini-luas,
E vendo passar
na minha rua,
Fiquei só arrepio.
Com toda a doçura
que há no meu peito
em silêncio te espero,
e sei que me tens
ocultado do Universo.
Com toda a gravitação
que há em ti
sobre mim pairando
por savanas tropicais
e subtropicais:
a certeza sobre nós
construiu um cais.
Com toda a ternura
que há no teu peito
em silêncio te espero,
e sei que já temos
a Lua por testemunha.
Com toda a redenção
que há para nós
da loucura do mundo
e a tranquilidade
que só o amor possui:
a beleza da canção
trouxe ritmo e paixão.
Com toda a expectativa
do que está porvir
o silêncio é preparação,
e sei que já nos temos
sob a Lua e sua proteção.
Não é preciso
nem me dizer
que você
é super ligado
em mim,
Sim, você travou
as portas
do teu carro
cor de eclipse solar:
Não conseguiu
mais ocultar
a tua fantasia;
E não conseguiu
desviar o olhar
dos meus
lábios pintados
de Betelgeuse,
O rock do bar
da frente
começou a tocar,...
Não faço idéia
onde daqui
para frente
nós vamos parar;
Só sei que
não vamos parar
com o Universo
e as correntes
do oceano
a nosso favor,
embora haja perigo
a nosso seu redor,
o quê nos interessa
mais é o poder de fogo
do nosso amor
nesta noite de luar.
Intuição prístina
de que em algum
lugar do mundo
você foi criado
para se encaixar
na minha vida,
Sem te ver
imensamente
te percebo,
é só questão
de tempo,...
Tu virás inteiro
para mim,
virás livre, leve
e solto como
o sol beijando
os oceanos:
sem nos conhecer
já nos amamos;
Sem te ver
imensamente
te escrevo,
é só questão
de tempo,...
Tu virás cruzando
estradas com
o teu carro
que se confunde
com as cores
das noites de luar;
porque não
haverá nada
mais para te deter,
seremos a festa
por todo o lugar.
Sei que virás
liberto de qualquer
e toda tormenta,
e com o tempo
que tudo ajeita;
do teu destino
será riscado
até o contratempo.
As estrelas fizeram
um flashmob
nesta noite de Lua
em pleno
estacionamento
a céu aberto,
Onde cada carro
tem um nome
de estrela, galáxia,
asteróide, cometa
ou de um planeta,
E o coração fazendo
uma espacial sinfonia,
O Ciclo de Saros
entre nós é algo
que ninguém crê,
Só o nosso coração
em silêncio prevê;
E eu que esperava
por você de forma
precipitada,
Fui presenteada
por tão gentil
dança do Universo,
Não posso deixar
de dizer que
de longe te sinto
como a minha
grata surpresa
e sideral ritmo,...
O Ciclo de Saros
entre nós é algo
que carregamos
com devoção,
Somos um único
apaixonado coração;
Sei que me conhece
mais a mim do
que eu mesma,
O quê está escrito
para nós dois
pelas estrelas,
Não há pandemia,
inveja ou intriga
que nos afaste,
Tu há de ser meu
e eu tua além
da Lua, do Sol
e de todas as galáxias.
Quero fugir
na frequência
de Júpiter,
os anéis dele
estão todos
nos meus dedos
e o tamanho
do sentimento,
e assumo que
desejo todo dia
reaver o tempo
que perdemos
porque não
tivemos mesmo
a oportunidade
do verdadeiro
amor conhecer,...
O mundo todo
está em crise,
estou no meio
do tumulto,
fazendo planos
e sonhando junto
com você
assistir a eclipse;
Num refúgio
longe de tudo,
quero te levar
a flutuar,
para contigo
viajar no giro,
louco rodopio,
lado a lado
e cada um
sob duas rodas
das nossas
Alpha Centauri A
e Alpha Centauri B,
e esta ânsia doida
de tanto querer você.
Eu sou a morena de Jarapatinga,
Você me olha, e eu faço graça,
Cheiro de mar e lábios de pinga,
A minha sempre cor convida,
Para a secreta e boa insídia,
Porque és caçador, e eu a caça,
Em si a regra a gente cria,
Quando o assunto é amor,
Não há caça e nem caçador.
Eu sou a tua Musa alagoana,
O teu coração bate por mim,
O amor jamais engana,
O meu vestido tem decote,
O vento o acaricia,
Ele é de chita,
E nem por isso é menos nobre.
Eu sou a tua morena cigana,
Que jamais reclama,
Só pede, e reza...,
Para um dia ser por ti amada,
E que só sabe dizer sim,
Quero você todo para mim;
Tenho cheiro de alfazema fresca,
Balanço como as ondas do mar,
Você nunca irá deixar de me amar...
Sabor de tudo, sabor de mundo
Com a alma em desterro,
Vais seguindo sem medo,
Levando-me em segredo.
Amo demais os teus sorrisos,
Por ti faço letras dos suspiros,
Gozos, contentamento e risos,
Desenho sonetos novaiorquinos.
Quero de ti de tudo um pouco,
Tenho de ti ainda pouco,
Sou um coração em sufoco,
Esperando pelo meu moço.
Portanto, te aguardo com carinho,
Preparei um céu riscado de estrelas,
E um aconhegante ninho de sutilezas,
Para que voltes a cruzar em meu caminho.
Eu sou a tua alegria que não se [disfarça,
- e o verão que te [abraça
A onda do mar que passa e volta
- e te [perpassa
Trago o carinho do vento e o perfume,
Que ele [espalha - e que você acha [graça...
A minha alegria menina caminhando
Na Praia de Salinas, escreve versos,
Faz artesanato e [reza,
Ama loucamente o nosso amor
Com os pés na [terra,
Ela tece a formosa [espera...
No bailado da areia, do mar e dos
ventos [sulinos,
Estou preparando o nosso [cantinho
Com um belo pomar e muito [carinho.
Não canso de te [esperar, e sequer
Desisto um só minuto de te [amar.
E em cada terço tenho rezado
Pedindo: que o meu sangue poético
Que é mais vinho do que [sangue penetre
Na tua [veia - e seja sempre uma chama
que te [incendeia...
Pedindo à Ele que um dia que você me [ame.
Percebo que não notas as minhas poesias,
É melhor que eu não escreva mais.
Talvez seja melhor assim...,
Para que um dia percebas
o quão tu gostas de mim...
Ninguém domina o amor,
Ninguém detém a primavera,
Basta que uma desabroche,
A florada desponta inteira;
Assim são a minhas letras,
Desabrocham como as cerejeiras.
Despreocupadas se voltarás para mim,
Até escrever que não vou mais escrever,
É um motivo para continuar escrevendo:
Cada letra é motivo para seguir rompendo,
E fazer eterna cada fase do sentimento...
Ninguém domina o esplendor,
Ninguém detém o meu interior,
Basta que me queiras...,
Viro um soneto com eiras e beiras;
Assim sou intimista e subversiva,
Não menos encantadora como a
Floração das cerejeiras - eu sou bem feminina.
O Nordeste tem um feitiço
Que mexe com o meu juízo
Não penso em outra coisa
Eu vou para João Pessoa
Você não apareceu à toa
Vou te amar de um jeito
Gonzaguianamente especial
Porque com ele eu aprendi
Que posso ir além do xote
E do xeiro no cangote
Posso te furtar um beijo
E aumentar o teu desejo
Só quero, só penso, não nego
Que quero o teu beijo roubar
Sonho com os olhos abertos
Rezo com os olhos fechados
Estou querendo te namorar
Vou te amar arretadamente
Que só a sanfona dá conta
Do nosso forró especialmente
Que vai além da mente
Sacodindo o corpo e o coração
Capaz de fazer chover no Sertão
E inundar o mundo inteiro com paixão
Persiste o teu perfume
floral em mim,
O tempo não perdoa,
ele é ampulheta;
O toque de doçura
faz o diferencial,
Os grãos de areia
dançam o minueto,
Persiste o desejo,
eu jamais o esqueço.
O meu arfar praiano
é o meu feitiço,
Lembrarás de mim
perdendo o 'juízo',
O teu coração é meu..., confio;
Em dias de Sol
e noites de frio,
Aqui em Balneário Barra do Sul
- eternizo.
Você é como as dunas
que mudam de lugar,
O teu coração não resiste
em me levar,
Ele bate sempre forte
de tanto me amar,
Em Salinas será
para sempre o teu lugar,
Está aqui o beijo doce
capaz de te adoçar.
A minha poesia viverá
para sempre em ti,
E jamais os meus versos
hão de se apagar,
O teu beijo pode alcançar
outras moças,
Vive a certeza que você
não deixará de me amar.
A poesia não se entrega assim,
Traze para mim o teu coração,
Entrega-o todo para mim,
Sem cerimônia, e com emoção;
Não desistirei da nossa paixão,
Entregue-se todo e sem fim.
O amor plantado em versos,
Às vezes comete excessos,
Estou uma lira doce enfim,
Pronta para ser bem tocada;
Especialmente para ser amada,
Coisa de alma apaixonada.
A minha veia poética forte,
Não precisa levar versos,
Eles são incensos frescos,
Que seguem em nuances
E atingem a doces toques;
A poesia consegue criar raízes.
A procura pelo amor às vezes
deixa marcas (cicatrizes),
Mas sempre há uma coragem
que faz com que não (desistas);
A poesia que tem os seus apelos
e amorosamente dá (pistas).
Devagar pela
minha rua
porque o meu
tornozelo
ainda me exige,
e não posso
mais ir longe.
Ah, ao menos
os verdes morros
me fazem tranquila!
Venho assim
sentindo os efeitos
da queda,
e da temperatura.
Ah, como essa
Humanidade
anda estúpida!
Dessa maneira
e todos os dias
venho nutrindo
a utopia de salvar
a mim mesma
e de quem da
salvação precisar.
É dos pássaros
que tenho a melodia
para musicar
e condensar a poesia.
Felinamente escalaste o meu corpo
E bateste abrindo a porta do meu coração,
Explorando o bom dos teus miados
Maliciosos com os meus afetos delicados.
Pegaste este coração desprevenido
E agora deixando-o partido,
Presenteando com um silêncio imerecido
Este mal feito jamais será esquecido.
Não duvide disso,
O afeto foi enorme, e você desperdiçou;
Deixando tons e ritmos de saudades
Ainda que não fomos além do que foi dito.
Ainda eu tenho a chance de ser feliz
Eu hei de encontrar um amor mais bonito,
Que faça valer cada verso escrito
Construindo comigo um caminho para o amor infinito.
Escondendo o que eu sinto por ti,
Sou como a Lua ocultando Júpiter,
Todos me veem, e logo percebem:
que esse verso que escrevo é para ti.
Eu não deixo ninguém subtender,
Que sou como a Lua que de tanto esconder,
Não resiste, e sempre acaba por aparecer.
A minha natureza é como a tua,
Quanto mais a gente se esconde,
- mais o amor aparece.
De manhãzinha até o anoitecer,
- isso sempre acontece.
Todo mundo vê, qualquer um percebe,
Que eu adoro (você)!...
Talvez esses meus desalinhos,
E até falta de jeito,
É o jeito que tenho, tento e atento,
Para fazer o nosso amor a cada dia mais
- perfeito -
é o jeito que encontrei de tê-lo.
Sempre arrumo um pretexto, quero revê-lo;
Ir além, fazer carinhos e namorar em paz.
