Shakespeare sobre o Amor Soneto 7
O segredo do amor é a androgenia: somos todos, homens e mulheres, masculinos e femininos ao mesmo tempo. É preciso saber ouvir. Acolher. Deixar que o outro entre dentro da gente. Ouvir em silêncio. Sem expulsá-lo por meio de argumentos e contra-razões. Nada mais fatal contra o amor que a resposta rápida. Alfange que decapita. Há pessoas muito velhas cujos ouvidos ainda são virginais: nunca foram penetrados. E é preciso saber falar. Há certas falas que são um estupro. Somente sabem falar os que sabem fazer silêncio e ouvir. E, sobretudo, os que se dedicam à difícil arte de adivinhar: adivinhar os mundos adormecidos que habitam os vazios do outro.
É só o amor que conhece o que é verdade.
Esquecemos o amor, a amizade, os sentimentos, o trabalho bem feito. O que se consome, o que se compra, são apenas sedativos morais que tranquilizam seus escrúpulos éticos.
O diálogo que leva ao amor dá a cada um a vontade de se arriscar, não surge da sedução e do charme, mas da coragem de se apresentar por nossas falhas, feridas e perdas.
Não preciso todo dia dizer o que sinto por você, meu amor, pois você vai sentir a cada dia que passar comigo.
Sou o veneno, o mel e o sal...o ódio, o amor e o mal! Me descreva como quiser, receba de mim o que merecer...
A gente implora a Deus para que nos ajude a esquecer um amor quando na verdade não é esquecer que precisamos: é lembrar corretamente.
O nosso amor começou de um jeito inesperado, você me conquistou e ganhou meu coração. Hoje só ficaram as lembranças de um amor bonito, que está vivo e que só espera por uma ajuda do destino, para mais uma vez estarmos juntos como um só. Te amo.
O amor é entregar a alguém uma arma e deixá-lo apontar para a sua cabeça, acreditando que ele não vai puxar o gatilho.
