Shakespeare sobre o Amor Soneto 7

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O que mais machuca?
A falta de palavra, a falta de amor, a falta de cuidados e o sentimento perdido anunciado, amor.

Isso machuca.

Jardim do Amor


No jardim onde as flores ardentes floresciam, com a alma alimentada por histórias em livros que se liam.
A fonte cantava serena, bem no meio do jardim.
Sentada ao banco a pintar, vendo o infinito e o fim, cada pincelada era um suspiro, a cor que ia vibrar, pois ali, em silêncio e arte, sentia o seu amor pulsar.

Ao beijo atribuído
sem tom
de amor:
Teu crescer
pouco a pouco
em respirar leve,
de tendências breves
á tudo que se segue;
Decaindo a tarde
ninguém ignora⁠
nada mais
por aqui.

Tudo é possível
ao que crer
no incrível,
que se-nos-deu,
horas vagas
vagariam
de amor implícito
a olho nu;
Num lance de palavras
despertei-te então
tua tão sonhada sinfonia,
ao conservador
saco plástico
chega para ti
o meu presente então.
⁠

Vista-se
de amor
e o resto
"mande pro ralo",
é um tal
de bem-me-quer
que consulta
o caso raro;
Eu te digo:
Tem coisas que deixam
"⁠em linha de frente"
um romance
pouco divulgado.

A loucura
da paixão
torna o amor
aparentemente
mais velho.⁠

⁠A contrarregra
do amor
disse:
Ame,
reclames,
sejas feliz...

⁠Se
é levado
á sério
o ato concluído
agora atende
por nome nobre
"Seu amor".

⁠Só darei
meu amor
á ti
se tu
a mim
abrir teu coração...

se eu
te amasse
com exatidão:
certamente
amor não seria...

Onde
há amor
não há
corrupção...⁠

Se é
levado a sério
o ato concluído
agora atende
por nome nobre:
Seu amor.⁠

Quando pensares
em ousar
propor condições
perante
o amor
doravante perderás
a razão.⁠

A vida
prossegue
de temor
em temor
e não há terror
que assole
quando se
é dado
ao amor.⁠

⁠As diretrizes
deste caminho
sussurram
que no amor
nada é em vão.

Amor,
se fosse
pra entender,
poucos o viveriam,
assim:
Todos
na expectativa
de possíveis
melhores dias,
encana,
desencana,
a veracidade
pairando no olhar;
sem promessas
de excelentes venturas
mas ao mesmo tempo
não deixando
de acreditar.⁠

Bandeira branca, amor
Não posso mais
Pela saudade
Que me invade
Eu peço paz

Amor é poesia
Amar é ser um poeta

Quando o Amor Carrega o Crepúsculo da Culpa.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.


“Não há culpa em amar-te, mesmo quando esse amor me devora em mortes sucessivas. E, quando de ti necessito, aceito que venha envolto no presságio funesto que já habitava a primícia do próprio sentir.”

Nesta formulação, o amor surge como sacramento e sentença, um movimento que exime de culpa porque nasce inevitável, anterior à vontade. A “primícia funesta” torna-se o anúncio silencioso de que todo afeto profundo carrega sua sombra desde o primeiro gesto, e que ainda assim escolhemos permanecer.

Que o peso e a luz dessas palavras se tornem um caminho onde a dor e o desejo se reconciliam na busca pela imortalidade.

⁠Se alguém quiser conhecer a Deus, o amor é a única maneira.
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