Shakespeare sobre o Amor Soneto 7

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É como se fosse um escombro sobre meus ombros sinto pesado, porque as ruínas do nosso passado nos pesam mais que o presente.

A meditação sobre a cruz não é a simples lembrança de um patíbulo antigo, mas a revelação mais pungente da lógica divina, que o Amor, para ser completo, precisou do maior dos sacrifícios. Penso nas incontáveis glórias que adornavam a Divindade e na Sua voluntária renúncia a toda majestade, trocando o esplendor eterno pela fragilidade humana e, finalmente, pela dor do lenho ensanguentado, um ato de desprendimento tão radical que redefine o conceito de misericórdia. Não existe medida humana para calcular a profundidade desse abismo de Graça, é um amor que se fez ponte, custando a própria Vida, e que por isso exige, da minha alma resgatada, o tributo eterno.

A fé é a única ponte que nos permite caminhar sobre o abismo da incerteza sem cair.

O problema não é o que os outros acreditam sobre a sua dor, mas você se convencer de que ela não é real.

A vida cristã não é sobre religiosidade vazia ou rituais sem significado, mas sim sobre a intimidade profunda e o relacionamento sincero de um filho com o seu Pai celestial, que nos acolhe incondicionalmente. A nossa morada, o nosso tesouro e o nosso maior desejo é a Sua presença, e o nosso coração se recusa a ser um templo silencioso, entregando-se como um altar vivo de adoração e serviço. Toda honra e toda glória pertencem a Ele, e a nossa jornada se resume em buscar o sobrenatural, permitindo que o Seu Mover nos consuma por inteiro.

A vida é sobre colecionar almas, não coisas, porque as coisas enferrujam, mas as conexões te salvam do vazio.

O perdão que me salva é lento e sem lampejos. Ele se instala como casa simples, tijolo sobre tijolo. Não é espetáculo, nem notícia de jornal. É a rotina de admitir e soltar ao mesmo tempo. E aí a alma respira sem urgências.

A dor é o único mestre que nunca mente, ela nos despe de todas as vaidades até que sobre apenas o osso da nossa fragilidade radical.

A vida não é sobre chegar ao topo da montanha, mas sobre o que você escreve nas pedras enquanto está tentando não escorregar no barro da encosta. O topo está sempre nublado, a beleza está no esforço da subida e nas feridas que o caminho nos deixa de presente.

Ser forte nunca foi sobre não cair, mas sobre levantar com o coração em pedaços e ainda assim acreditar que vale a pena continuar tentando.

O peso do corpo sobre a cama nas manhãs difíceis não é preguiça, é a gravidade da alma sentindo o peso de todas as batalhas internas que ninguém viu você lutar, mas que deixaram marcas de exaustão que nenhum sono de oito horas é capaz de apagar.

A vida não é sobre esperar a tempestade passar, nem sobre aprender a dançar na chuva como dizem os pôsteres motivacionais; é sobre entender que você é a própria chuva, o trovão e o arco-íris, e que nada disso faz sentido sem o solo firme da sua aceitação.

O peso do corpo sobre a cadeira, o calor da xícara entre as mãos, o ritmo da respiração... a felicidade não é um evento grandioso, mas a soma desses pequenos momentos de presença absoluta onde o passado e o futuro deixam de nos assombrar por alguns minutos.

Há um tipo de tristeza que não afunda: ela paira, pesada, sobre a rotina, transformando o banal em lembrança de naufrágio.

O tempo não caminha sobre nós como um rio. Ele nos esculpe como o mar corrói uma pedra: lentamente, sem piedade e sem testemunhas.

O império do tempo reina sobre todas as coisas, prova amores, desmascara mentiras. O tempo é a dimensão mais justa, não abraça tua causa por mais nobre que seja, não espera por ninguém, não te leva além. O senhor soberano do tempo prova quem é quem.

Não há conversas sobre futuro juntos, e no presente discussão sobre o passado.

A sociedade não pode existir, a menos que haja um poder controlador sobre o apetite e a vontade. Quanto menos desse poder existir internamente, mais deverá ser imposto de fora. Isso está ordenado na eterna constituição das coisas: que homens de mente imoderada não podem ser livres. Suas paixões forjam seus grilhões.

Só queria lhe falar sobre o tempo.Porque é sobre isso que as pessoas falam quando não tem assunto ou quando querem evitar um determinado assunto,não é mesmo? Choveu hoje o dia todo.Parecia que o mundo ia desabar,baldes e baldes de água.Bem,as plantas ficaram muito felizes,ganharam um brilho novo coberto pelas gotas da chuva,também,depois de tanta seca…Ventou bastante também.Mas você não estava aqui para ver,não é mesmo? A essa altura eu já devia ter aprendido a parar de lhe escrever,parar de ser tão tola,parar de amá-lo tanto.Mas esqueça a parte sentimental,rasgue-a quando a ver,embora tudo que lhe escrevo seja sempre sentimental…acabe com tudo isso,mas acho que eu queria apenas lhe dizer “cuide-se” ou algo assim antes de eu começar a ser tão prolixa.E já nem lembro o que eu ia lhe dizer.

Estive pensando sobre as guerras entre árabes e judeus através dos tempos: Guerra de Suez,dos seis dias,de Yom Kippur,etc. Todas foram horríveis .Os resultados foram devastadores. Mas por mais que eu estude todos esses conflitos continuo achando que não foram tão devastadores quanto os estragos que você fez no meu coração.