Shakespeare sobre o Amor Soneto 7
Assim como as águas mansas do rio procura seu leito, meu coração ainda busca seu amor perdido na imensidão do tempo.
Soneto do Amor.
Embriaga-me esta sensação estranha
em pequenas doses de amor e euforia...
Brinda-se ao desassossego e agonia
derramados sobre a soberba da qual
me fez desnudo em covardia.
E amando assim não sou mais eu, mas
desolado como estou, sem nada dizer
tendenciosamente fico mais desconsolado.
O que o tempo fez, faz perecer, e o que fez
de mim, faz parecer que logo estou perdida-
mente apaixonado...
ouço mil palavras gentis a meu respeito
e não faz nenhuma diferença
mas ouço um só insulto
e toda a confiança se despedaça
quando me enterraram viva
cavei meu caminho
de volta do chão
com o punho e a mão
gritei tão alto
que a terra se agitou de medo
e a poeira levitou no espaço
minha vida foi um ato de resistência
um enterro após o outro
o que a gente faz agora meu bem
quando acabou e eu fiquei no meio da gente
para que lado eu corro
se por você todo músculo do meu corpo pulsa
se só de pensar já fico com água na boca
se você me puxa para perto sem precisar fazer nada
como é que dou meia-volta e escolho a mim mesma
– Qual foi a sua maior descoberta?
– Que basta ser do jeito que eu sou.
– Seu copo está meio cheio ou meio vazio?
– Acho que sou grato por ter um copo.
quando o mundo desaba a seus pés
não tem problema deixar que as pessoas
ajudem a recolher os pedaços
se estamos presentes para partilhar a plenitude
quando o momento é próspero
somos mais do que capazes
de compartilhar seu sofrimento
fronteiras
são criação do homem
só nos separam fisicamente
não deixem que elas nos
coloquem uns contra os outros
O meu grande amor
Enchia meus olhos de amor e desejos
Adoçava meus beijos
Parecia uma flor
O meu grande amor
Sabia entender todos os meus sentimentos
Lia os meus pensamentos
Nos momentos de dor
O meu grande amor
Parecia uma santa, uma louca
Mordendo o meu corpo
E eu me atirando
Sem medo no fogo
Daquele olhar se entregando para mim
O meu grande amor
Também respirava a vida comigo
Mas toda paixão tem amor e perigo
Nem vi que meus sonhos chegavam ao fim
Até que um dia alguém te levou
Para nunca mais voltar
Outra paixão teu sorriso tocou
E fez nossa história mudar
Talvez esse cara,
por simples capricho, te ame uma vez
Só uma aventura, um beijo roubado
Nem mesmo você sabe o mal que me fez.
porque me julgam antes de me conhecer?
Quando você carrega um grande coração,as pessoas sentem coisas inexplicáveis até sentir o toque do amor que você carrega em seu peito.
O amor de Cristo
O amor de Cristo é como luz
que irradia iluminado onde dela precisa.
Se tens esse amor,
então és capaz de buscar nos rostos mais sofrido
o rosto de Cristo.
Transformando ainda mais teu ser.
Como conseguiria falar de algo que eu não sinta ? É só fecha os olhos e meu peito arde ,meus olhos falam por mim ...
Soneto torto sobre flores e desespero
Nosso quarto sem você é um mar de solidão
Onde me afogo na cama vazia
As flores do jardim, uma a uma na escuridão
Também esperam o raiar do novo dia.
A aurora renova a esperança
Que o sol que nos move e ilumina
Porto feliz onde meu coração descansa
Presenteie-nos com sua silhueta divina.
O crepúsculo vespertino no horizonte que venero
Recolhe mais um dia de espera, de dor lenta que lacera
Ao meu suave modo me desespero.
As ondas da noite fria
Me carregam novamente para o mar de solidão
Onde me afogo na cama vazia na espera do novo dia.
TRAIÇÃO (soneto)
Sobre o meu ser, como sobre o poetar
Tirano fado, cai o senhor brutal engano
Como numa tarde de outono a desfolhar
Tomba a decepção num recital ao piano
Oh! dor do falto no silêncio a embalar
Solitário, tão sem sonho, no abandono
Minha trova, no pesar põe-se a chorar
A perfídia, acordando o inquieto sono
Oh! lastimar aqui neste meu ensejo
Que me vejo, nesta madrugada fria
Ter a alma como uma fé sem oração
Deixando a paixão sem amor e desejo
Tristonha, cabisbaixa, desiludida, vazia
Aos desmandos da desatinada traição...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
22 de janeiro de 2020, 04’55”
Cerrado goiano - Olavobilaquiando
- quem nunca!
SONETO DE LUZ PÁLIDA
Pálida à luz da ofensiva tão sombria
Sobre a desfeita no peito reclinada
Como malícia na falta embalsamada
Grita lágrimas secas, ardidas e fria
No horizonte a luz poente desmaiada
Refletia o amor que na ilusão dormia
Era tal a ventura que ali se obstringia
Aflita, que pela afronta era embalada
Um desprezo que dia após outro dia
Me despia a alma, tão ferida e calada
Na dor se banhava e que nada alivia
Não gargalhe, ó cerrado, desta lufada
Se vim pela devoção, outras eu faria
Afeto, não tem distinção nem morada
Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
Março de 2017
Cerrado goiano
