Shakespeare sobre o Amor Soneto 7
Declarar amor eterno é tão falso quanto parece ser. Você pode amar, só não pode decidir quando vai começar e nem por quanto tempo vai durar.
O amor se multiplica nos roubos. Porque cada segundo pode ser o seu último. A adrenalina faz você viver a vida ao máximo. Você não quer deixar nada para depois.
Você chegou e acabou com essa minha terrível mania de desacreditar no amor, logo eu que odiava mudanças.
Disseram que o amor tinha cheiro de rosas, mas na verdade é de cloro. E de hospital, e de medo. E raiva. E impotência. Ainda assim, não consigo esquecer tudo que vivemos até aqui.
Não confundir o amor com a paixão dos primeiros momentos, que pode desaparecer. O verdadeiro carinho cresce na medida em que os dois estão mais unidos, porque partilham mais. Mas para partilhar é preciso dar. Dar é a chave do amor. Amor significa sempre entrega, dar-se ao outro. Só pelo sacrifício se conserva o amor mútuo, porque é preciso aprender a passar por alto os defeitos, a perdoar uma e outra vez, a não devolver mal por mal, a não dar importância a uma frase desagradável, etc. Por isso o amor também significa exceder-se, fazer mais do que é devido.
Os amores modernos nunca irão saber o que é um amor intenso e verdadeiro, daqueles que rasgam a alma pela manhã, fazem as pazes ao longo do dia e vão dormir mais apaixonado que o dia anterior.
E não foram o primeiro amor um do outro. Conheceram-se depois de terem amado outras pessoas. E talvez não dessa forma. Talvez seja necessário viajar antes de compreender qual é a meta certa para nós. Talvez a primeira vez seja cada vez que amamos.
