Shakespeare sobre o Amor Soneto 7
Desde que te conheci, não houve um dia se quer em que não sonhei contigo; se houve não me causou importância. Tornou-se tão comum te encontrar em outra consciência, que quando não te vejo, sinto-lhe sua falta. Talvez, eu não esteja sonhando apenas enquanto durmo.
Amanhã o Sol irá raiar diferente, seu brilho sufocará todos os brilhos, sua luz iluminará toda a escuridão, e logo após, o Sol irá morrer. Pobre Sol, se esgotou em meio ao que era, e não pôde controlar o que seria, será morte ou ruína? Não se demore, pois, amanhã o Sol irá raiar diferente, seu brilho sufocará todos os brilhos, sua luz iluminará toda a escuridão, e logo após, o Sol irá morrer...
As circunstâncias me dizem todo dia que "não", mas teus olhos conseguem gritar mais alto, tão alto a ponto do "sim", se materializar em som. Por vezes, tentei esconder no baú do desinteresse e fechar com a chave do silêncio, mas meus olhos também me denunciam. Guardamos tão bem um para o outro esse segredo, mesmo que eu saiba do seu e você do meu. Espero um sinal maior, mas ele nunca virá, pois, enquanto espero por ele, você também espera por mim.
"Deve ser muito difícil, estar com alguém que já falou que não te ama, mais mesmo assim a pessoa está do seu lado! Não por amor, sinto que parece que é uma obrigação! Um amor... Um viver assim, isso não é vida!"
"Você está sendo infiel com você mesmo! Com Deus, comigo, com os seus filhos, seus amigos, com a igreja! Você está se auto sabotando!"
"Mesmo sabendo dessa traição, eu te perduei, te dei um voto de confiança! E mais uma vez você quebrou e destruiu o pouco que tínhamos!"
Às vezes quando eu fico no silêncio, tenho a impressão que você está por perto. Mas vejo depois que é apenas saudades.
Não há remédio maior para a cura de mágoas como o tempo: acessível e eficaz para todos os corações.
Por certo, não sei se sou açúcar ou sal. Não quero que você defina um dos dois como melhor! Pois, ambos são virtuosos. Posso ser açúcar e te amar, posso ser sal e também te amar, e por mais que brilhemos bem sozinhos, o equilíbrio dos dois é inexplicável. Te escolhi, pois, posso ser doce, mas sem sal, sou insosso. Te escolhi, pois, posso ser salgado, mas sem doce, sou insosso. Eu sei que posso viver, mas não quero. Eu posso ser doce ou salgado, eu posso desistir e não ser nenhum, eu posso fingir que não és conflituoso, mas não nasci para ser assim! Posso ser açúcar ou sal, mas não pretendo ser insosso.
