Shakespeare sobre o Amor Soneto 7
Tenho essa mania, anormal nos dias de hoje, de olhar nos olhos, falar o que sinto, demonstrar sentimentos e não temer a verdade, ainda que ela me dilacere o peito, ainda prefiro as verdades ditas olhos nos olhos. Ainda que eu esperneie, entre em dramas e queira sumir do mundo, prefiro as verdades, os sentimentos expostos, as claras. Depois costuro meus retalhos e sigo. É minha maneira usual de ser, de fazer, de sentir... meu costume, minhas regras. Mas se você já sabendo, desviar os olhos, deixar tuas juras mentirem para mim, vai saber que eu também sei fazer uma grande confusão: você nunca vai saber se me odeia ou me adora. Você nunca vai saber o que foi real ou ilusório.
Com os baixos eu aprendo, com altos me surpreendo, equilibrando essa balança os meus dias vou vivendo.
Eu falo pra mim mesma, se controla, não demonstra tanto afeto, aí depois eu tô amando sem limites, não consigo mudar .
"Eu prefiro abrir mão de ser eu mesmo se esse meu eu ferir o próximo de alguma forma. Abro mão dessa identidade ruim pelo outro e por mim. Daí alguém diz: isso é hipocrisia. Pode ser, mas eu ainda prefiro ser um hipócrita do bem, do que ter o orgulho de ser um autêntico do mal."
Mesmo sabendo que eu precisava de você, mesmo sabendo que eu te amava, você foi e eu não sei o porquê
Acho que amar alguém seria como a beleza... Seu significado é relativo, do mesmo modo que a demonstração dele...
Eu imagino que o maior desespero de um pai é saber que depois de morto seu filho não irá lhe tratar como um herói; como um justo, belo, sábio.
