Shakespeare sobre o Amor Soneto 7
Mas eu não consegui deixar a minha vida de lado, não consegui deixar minha bagagem no caminho, as minhas pegadas continuaram comigo, todas as dores e mágoas que ganhei nessa minha vida continuam comigo, pois esse sou eu, ou era eu, um conjunto de derrotas e acertos, de medos e incertezas de edificações interiores e grandes certezas.
Eu nunca fui bom em fazer as coisas certas, sempre gostei do que não está escrito, prefiro escrever minha própria história, que parece irreal e fora de padrão, e tentar fazer as coisas certas do meu jeito. Escolhi me arriscar e escrever a nossa história, mesmo sabendo que ela estava fadada a não passar de um sonho bom, mesmo sabendo que tudo seria uma daquelas histórias com finais dramáticos e repleta de clichês.
Com você meu paraíso é aqui, minha escudeira, meu sonho bom, com você penso delirantemente ir do céu ao inferno num breve instante. Com você eu atravessaria barreiras, enfrentaria meus piores medos e venceria alguns deles. Reinventei-me muitas vezes de forma mais simples, mas não consigo ser tão doce, coisa de instinto, sou assim às vezes, acho que isso é amor, ou está perto de ser.
Antes que a efemeridade do tempo, roube o que de mais precioso te dei, envolverei-o nesse sudário de encanto, e o sepultarei aos pés do sagrado altar, das minhas mais doces memórias.
Tua saliva é orvalho vespertino, em cálice de cristal, borbulhando sandices em minha boca perfumada por seus pecaminosos desejos, florescências e meiguices.
Todo dia ao acordar somos uma nova pessoa. Lá fora, no exterior de nossa alma, há uma nova aurora. Vambora.
Difícil perceber verdades,é muito fácil conviver com mentiras. E como é fácil fazer a guerra, o quão difícil é pavimentar a paz. O quanto é tranquilo emudecer o perdão em contra partida de compartilhar o amor.
Estamos visitando este planeta, então é nossa obrigação deixá-lo limpo, tranquilo, em paz, exemplo para os viajantes do amanhã - nossos descendentes.
