Shakespeare sobre o Amor Soneto 7
E quando o sol descia no horizonte,
ela cerrava os olhos
Viajava longe
Aquietava a alma
e no íntimo dizia:
"Um dia a menos".
Paz no íntimo, enquanto o luar
subia as escadas do firmamento.
Eu vejo trilhos... ferro fundido e a engenhosidade
Há muita ferrugem, qual coração não teria por resistir intempérie por anos
Ao que não foge a percepção as linhas de ferro por mais distantes que vão sempre há um destino, uma chegada. O que me faz considerar, até que ponto estamos sozinhos?
Recordo - me de uma historia que repetidas vezes contei a mim mesmo. Um garoto que nasceu de duas pessoas que se amavam e que as perdeu pela pura frieza humana. O menino seguiu trilhos tortos, frios e enferrujados, sempre a lidar com a asperidade que o rodeava.
Vejo fumaça no horizonte, escuto ruídos e continuo som que estala e aumenta
O trem de ferro vem vindo, saiam do caminho! Não há paradas enquanto houver trilhos. E como será o término? A chegada? O destino?
Prefiro achar que todo trem parte do amor, e que sempre o destino final é esse mesmo.
(Desilusão)
Ser poeta é uma chatice
Incompreendido
Compreende a tudo em redor
Mas não consegue
Se compreender
Solidão de ideias
Quase sempre
vê a poesia sozinho
Vegeta em meio a utopias internalizadas
Caminha de costas
Sozinho
Na contramão
Ninguém quer saber o que senti o poeta
Ninguém quer saber de nada
Que flua do oceano das ideias
Esse papo de ser
Sentir
E blablablá ...
É tão distante
Tão obscuro
Tão platônico
O amor pela poesia.
Biblioteca
Um furacão?
Um vulcão?
Tudo é tormenta no meu interior
Turbulência de curiosidade
Insaciável sede de conhecer
Nesta dimensão de conhecimento
Abre-se um universo surreal
Em estantes enfileiradas
Tem poeira
Necrópole de autores
Contradição?
Não.
Pois tem vida!
Têm manancial de saber
Tem tesouros escondidos no oceano do aprender
Quero me perder neste labirinto sapiencial
E adormecer com um livro ao peito
E sonhar nas narrativas de amor...
Seja onde for
Na floresta de livros quero me encontrar
E na fonte do saber me saciar.
“O que determina sua força
não é sua capacidade de estar sempre
de pé, mas a sua humildade pra
se levantar sempre que for necessário”
A POESIA E EU...
Eu não sei porque escrevo minha poesia
Não precisava escreve-la...
... Mas se não escreve-la
como posso contempla-la?
Minha alma já a sente
Fiz-me poesia desde sempre
e de repente.
Mas no poema vejo-a fora de mim
E sinto que ao vê-la,
outros, ao lê-la
veem à mim.
E eu,
sou apenas a poesia que transcrevo.
Ser negra é orgulho de vida
ser negra é ser linda.
Eu tenho orgulho de mim,
pois sei valorizar a cor que tenho...
Sou negra, sou linda, sou morena do poder...
Eu sou meio pacata, as vezes
Impulsiva, eu sou muito sensata,
As vezes emotiva, eu sou um tanto
chata, um tanto positiva, louca de fato,
Complicamente viva.
'Seja tudo mais seja VC mesma."
Eternidade
Nascemos UM,
Nos unimos em DOIS,
Nos multiplicamos em TRÊS, QUATRO, ...
E nos tornamos ETERNOS.
Alex Sanjeri
Eu sinto saudade.
Não sei se é do passado, ou, do que passou.
Talvez do que passou.
Mas passou, então é do passado que sinto saudades.
Mas no passado, havia coisas que não me agradavam.
E por quê sentir saudades do passado
se posso sentir apenas do que passou.
Em meio às pedras...
Em meio às pedras havia um caminho
E no meio desse caminho havia mais pedras
E por entre essas pedras no caminho, mais caminhos
E dentre esses caminhos, sobre pedras no caminho,
Havia mais caminhos além pedras em seu caminho.
Homenagem ao poema: No meio do caminho.
De Carlos Drummond de Andrade.
Ajustando as velas
Ajustando as velas
Desvestindo um santo para vestir outro
Apagando incêndios
É a vida
Sob todos os seus
Desalentos
Contratempos
E encantos
Ela é um poema brega que ninguém se cansa de ler.
Tudo o que ela fala
Parece um poema
Tudo o que ela faz é arte
Tudo o que ela sonha é magia e encantamento
Mas tudo o que ela realiza
É desalento
Tudo o que ela dança
É sereia flutuando na água
São ondas no mar
Doce liberdade
Acrobacias no ar
Tudo o que ela respira
É o seu oxigênio
É aroma de flor
Tudo o que ela expira é medo e dor
Mas tudo o que ela inspira
É canção de amor
Tudo o que ela ama
É arco-íris
São mil cores, mil coisas para fazer, mil coisas para se dedicar,
Mil coisas para se apaixonar
E, enfim, descobrir o seu pote de ouro.
Tudo o que ela mais quer
É aprender a voar
Ser livre
Sem culpa e castigos
Sem medo de amar.
Sempre achei que amar alguém exigisse a presença
Exigisse que a pessoa amada estivesse ao alcance
Achei que amar estivesse ligado à alma
Mas na verdade não está
Porque as almas não se comunicam
Os sentimentos sim
Eu já sabia amar quando te encontrei
Só não sabia que descobriria novas formas de fazê-lo
Descobri que amor é tão gratuito
Que não exige nada para existir
É como diz o Wikipédia:
"Amor é uma emoção ou sentimento que leva uma pessoa a desejar o bem a outra pessoa"
E se desejar o bem é amar
Então te tenho amor por essa e outras vidas
Até que em uma delas seu coração se abra para mim!
