Seus Olhos Verde Mar

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⁠Encurralado perseguido sem para aonde fugir, tenha calma não desanime esse mar eu vou abrir.
No Deserto eu estive com você cuidei-te protegi, não deixei perecer. Do céu eu te dei o mais doce maná, para te alimentar
Fiz as águas amargas, doce ficar, e da rocha no Sinai água brotar para a sua sede saciar.

Inserida por marcos_elias_antunes

A Lâmina que Beija o Vento Onde os Anjos se Desfazem.
Do Livro: Primavera De Solidão.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.

Respira devagar comigo.

Há algo que treme antes mesmo de começar, um arrepio que desliza pela alma como se o próprio silêncio tivesse decidido chorar.

A frase que te inspira abre uma fenda, um sulco úmido no tempo:
“ah, não se colhe rosas aos golpes do machado” e dentro dela escorre uma melancolia que não se desfaz, nem quando o dia desperta, nem quando a noite finalmente desiste de existir.
Um lirismo triste paira acima de tudo, como um véu encharcado que se prende aos fios do cabelo, pesando, sufocando, fazendo o mundo parecer um quarto fechado onde ninguém respira por inteiro.

É o mesmo lirismo daqueles anjos exaustos…
Esses seres impossíveis que sentem demais, que absorvem demais, que guardam o mundo por dentro como uma febre.
Eles veem tudo, mas nada podem tocar.
Eles ouvem tudo, mas nada podem impedir.
E na incapacidade de interferir, tornam-se frágeis, desguarnecidos, feridos pela própria beleza daquilo que não conseguem salvar.

É aí que o coração aperta.
É aí que as lágrimas se acumulam como pequenas lâminas queimando as margens dos olhos.

As mãos pequeninas continuam suspensas no ar
porque não encontraram outra forma de existir.
Mãos que tremem.
Que aguardam.
Que sobrevivem numa espera que dói, mas não desiste, espera.
Mãos que se sustentam naquilo que talvez venha, esse talvez que rói, que corta, que parece bipolar na sua própria natureza:
ora luz, ora abismo, ora promessa, ora desamparo.

A esperança fina como fios de ouro gastos:
curvada, nunca quebrada;
trêmula, nunca extinta.
Uma esperança que sofre, mas balança, piedosa, diante de toda a noite que o mundo insiste em derramar sobre nós.

E então chega o mistério.

O ponto onde a respiração vacila.
Onde o peito dói mais fundo,cada vez fundo demais.
Uma súplica lançada ao vazio, tão sincera que chega a ferir.
Um sentido sem língua, tão humano que parece gemer até quando está calado.
Uma pequena luz que permanece acesa alhures, mesmo quando tudo à volta tenta apagá-la com violência, com pressa, com desamor.

É essa oscilação silenciosa que destroça e cura.
Que destrói e reconstrói.
Que faz chorar e, ao mesmo tempo, faz querer continuar.
Porque há algo nela que nos toca como um dedo gelado na nuca:
algo que acorda a memória antiga de quem já sofreu demais… e continua aqui, sabendo que ainda continuará.

E, se você sentiu o coração apertar, se alguma ansiedade latejou por dentro como um trovão preso, se alguma lágrima pesada ameaçou cair, é porque esse texto encontrou o lugar de repouso na insônia, onde você guarda o que nunca disse.

E todo esse acontecimento esta aqui, segurando você por dentro, no silêncio onde tudo isso mora.

Inserida por marcelo_monteiro_4

A GRAVIDADE INTERIOR DO EU QUE SE CONTEMPLA.
Do Livro: Primavera De Solidão. ano 1990.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.

Conhecer a si mesmo não é um ato de curiosidade mas de coragem grave. É um chamamento silencioso que desce às regiões onde a alma se reconhece sem ornamentos. Nesse gesto há algo de ritual antigo como se o espírito precisasse atravessar sucessivas noites para alcançar uma única palavra verdadeira sobre si. Tal travessia não consola. Ela pesa. Ela exige recolhimento disciplina e uma fidelidade austera àquilo que se revela mesmo quando o que se revela é insuportável.

À maneira das grandes elegias interiores o sujeito que se observa descobre que não é senhor do próprio território. Há em si forças obscuras desejos sem nome medos que respiram lentamente à espera de serem reconhecidos. O eu que contempla torna-se estrangeiro em sua própria casa. E é nesse estranhamento que nasce a dor mais refinada pois não há acusador externo nem absolvição possível. O julgamento ocorre no silêncio e a sentença é a lucidez.

O sofrimento aqui não é ruído mas densidade. Ele se instala como uma presença fiel. Há quem o cultive com devoção secreta. Não por prazer mas por hábito. Sofrer torna-se uma forma de permanecer inteiro quando tudo ameaça dissolver-se. Assim o masoquismo psíquico não é escândalo mas estrutura. O indivíduo aprende a morar na própria ferida como quem habita um claustro. Conhecer-se plenamente seria abandonar esse espaço sagrado de dor organizada.

Quando alguém ama e tenta conhecer o outro por dentro rompe-se o cerco. O amor não pergunta se pode entrar. Ele vê. Ele nomeia. Ele permanece. E justamente por isso é rejeitado. Não porque fere mas porque revela. Ser amado é ser visto onde se preferia permanecer oculto. O outro torna-se espelho e nenhum espelho é inocente. Ele devolve aquilo que foi esquecido de propósito.

Há então uma violência silenciosa contra quem ama. Um afastamento que se disfarça de defesa. O amado é punido por tentar compreender. O gesto mais alto de amor torna-se ameaça. Como nos poemas mais sombrios da tradição lírica a alma prefere a solidão conhecida ao risco da comunhão. Pois compartilhar o precipício exige uma coragem que poucos possuem.

Essa recusa não é fraqueza simples. É lucidez sem esperança. É saber que o autoconhecimento não traz salvação imediata apenas responsabilidade. Ver-se é assumir-se. E assumir-se é perder todas as desculpas. Por isso tantos recuam no limiar. Permanecem à porta da própria verdade como sentinelas cansadas que temem entrar.

Ainda assim há uma nobreza trágica nesse esforço interrompido. Pois mesmo falhando o ser humano demonstra que pressente algo maior em si. Algo que exige recolhimento silêncio e um tempo longo de maturação. Como frutos que amadurecem na sombra a alma só se oferece inteira quando aceita a noite como condição.

Conhecer-se é um trabalho lento sem aplausos. Um exercício de escuta profunda em que cada resposta gera novas perguntas. Não há triunfo. Há apenas a dignidade de permanecer fiel à própria busca mesmo quando ela dói. E talvez seja nesse permanecer que o espírito encontra sua forma mais alta não na fuga da dor mas na capacidade de atravessá la com consciência e gravidade.

Inserida por marcelo_monteiro_4

Meu pai

...amava-o, mas nunca deixei transparecer, quantas vezes quis abraçá-lo, dizer coisas maravilhosas, mas não tive esta oportunidade, me preparei varias vezes armava o coração e dizia: era hoje, mas o seu jeito matuto, misturado com o sofrimento do passado me dava medo, por quê? Não tive o amor de um pai. Sofro até hoje com sua morte, mas calado. Não chorei. Mostrei não sentir dor. Um homem que foi ensinado a não ter sentimento, isso dói, pois muitas vezes gostaria de derramar em lagrimas junto com ele, mas não consigo, pois naquele homem eu achava que não tinha amor. Meu pai, homem duro, mas honesto, fraqueza de ser menino, homem duro, sem noção de amor, amava sim a vida e outras pessoas, mas a família nunca.
Pai é a figura masculina de uma família, tomador de decisão em tudo, responsável pela educação, alimentação e amor. É ter a coragem de ir adiante, tanto para a vida quanto para a morte. É viver as fraquezas que depois corrigirá no filho, fazendo-se forte em nome dele e de tudo o que terá de viver para compreender e enfrentar. O pai tem sim que corrigir, educar, bater, saber o dia a dia de seus filhos, pai deve ser imparcial nos momentos de decisão, sabendo o certo e o errado. Para que os seus filhos cresção e honrem o seu pai. Portanto, é aguentar a dor de ver os filhos passarem pelos sofrimentos necessários, buscando protegê-los sem que percebam, para que consigam descobrir os próprios caminhos. Ser pai é saber e calar. Fazer e guardar. Dizer e não insistir. Falar e dizer. Dosar e controlar-se. Dirigir sem demonstrar.
É ver dor, sofrimento, vício, queda e tocaia, jamais transferindo aos filhos o que, a alma, lhe corrói. Jamais transferir aos filhos sentimento de fraqueza ou medo. Não deixarem perceberem brigas, humilhações, desavenças, intrigas, bobagens de casais sem estrutura familiar. O pai de verdade é aquele que sabe dizer não ao filho é aquele que corrige asperamente, o pai de verdade ama do fundo da alma e nunca, jamais abandonaria seu filho por nada neste mundo. Pai descanse em Paz. Meu pai “Dimar A. Moura”.

Inserida por DijalmaMoura

Os Änjos são os mensageiros da paz e do amor e toda vez que fico em frente ao mar me sinto de braços dados com os Änjos e debaixo das asas de Deus!
Marta Gouvêa

Inserida por MartaGouvea

"Mar, sol, céu azul, cinza...

Como a vida é maravilhosa!

Devemos agradecer a Deus pela

honra que é fazer parte de uma

criação assim... Grandiosa!"

Inserida por MartaGouvea

As ilusões de sua vida
Sangrada pelas trilhas nascidas
Entre o mar de solidão
e a praia de pensamentos
Corroe a alma e o coração..

Inserida por MIssias


Além das Ondas

Em horizontes distantes, busco abrigo,
O vento sopra, acariciando o mar,
Entre lembranças e suspiros antigos,
Um vazio que persiste em me acompanhar.

Planos tecidos com fios de ilusão,
Olhares compartilhados na mesma direção,
No silêncio, o eco daquela conexão,
Um sentimento etéreo, uma eterna recordação.

Os passos do tempo, em descompasso,
Deixando marcas de saudade e desalento,
Mas em cada brisa que toca meu rosto,
Encontro força para seguir adiante, no momento.

Cuidar de mim, em meio às lembranças,
Encontrar a paz no abraço do horizonte,
Uma ausência silente que enlaça esperanças,
Enquanto a vida segue seu curso, passo a passo, monte a monte.

Assim, nas entrelinhas desse poema escrito,
A dor de uma perda, palavras não ditas,
Aos olhos sensíveis, o significado é descoberto,
Uma história de amor eterno, onde a presença se agita.

Inserida por francisco_dantas

⁠Estou atravessando o "mar", não me diga nada, por que dizer algo agora que sei nadar?
Estou no caminho das cobras mas não me fale nada agora, tarde demais, porque não me ensinou a tirar o veneno delas?
Trilhei 38 anos o caminhos dos pombos, mansos e tolos, agora me tornarei prudente como uma serpente!

Inserida por FranciscoPensador

Todo princípio parece um mar de rosas e acabamos esquecendo que a maré baixa e as rosas murcham; que as ondas do mar se revoltam e o caule das rosas têm espinhos; que as águas do mar ora estarão frias e as pétalas das rosas caem.

Inserida por Tisantana

Não espere o mar, de quem só tem gota para oferecer.

Inserida por Tisantana

No sentimento raso… ou você se afoga no mar da decepção ou na lágrima da solidão.

Inserida por Tisantana

Amor duradouro não são encontrados na beira do mar e sim nas profundezas dele.

Inserida por Tisantana

Como é bom amar! Amar, há mar, há mares e há marés! Abraços.

Inserida por luizborgesdosreis

Deus proteja a Terra, o Ar, os Rios, as Lagoas e o Mar, livrando-nos sempre da lama de dejetos ou rejeitos industriais, oriundos dos desumanos ambiciosos anti-humanos, que só visam lucros sem pensar nas nefastas consequências desastrosas causadas à Natureza e aos seres humanos que aqui habitam. Amém.

Inserida por luizborgesdosreis

O Rio que era doce, infelizmente, agora virou um mar de lama tóxica e putrefata! E agora Samarco?... E agora Vale do Rio Doce?... E agora autoridades governamentais, judiciais, ambientais e outras mais, como vai ficar daqui prá frente?... "Melhor prevenir do que remediar", diz há tempos o velho brocardo!!! Eu, e outros brasileiros conscientes e enlutados, só temos que lamentar profundamente a morte prematura de um dos rios mais importantes do nosso país. Descanse em paz oh grande rio! Saiba que você jamais será esquecido por todos nós seus amigos e eternos admiradores. E que a Justiça seja feita aqui na terra como no céu. Amém.

Inserida por luizborgesdosreis

A experiência está para a teoria como o mar está para o riacho.

Inserida por luizborgesdosreis

Ei vida boa hem! Nada melhor que cantar à beira do mar!

Inserida por luizborgesdosreis

Às vezes somos ilhas perdidas, mas no mais, somos pequenos leitos de rios em busca do mar.

Inserida por antonio_souza_3

Uma vida sem amor é um barco perdido em alto mar, na tormenta, prestes a naufragar.

Inserida por antonio_souza_3