Ser Humano
A serpente conhecendo a natureza curiosa do ser humano e sua especial atração pelo proibido disse: "coma não morrerás"
Quando vejo uma grande construção eu sei que é um projeto do ser humano, projeto do Sapiens, mas à noite quando olho para o firmamento e vejo um céu estrelado, aí eu tenho certeza que é obra divina, obra de Deus.
"Muitas vezes o ser humano, acostumado com as mazelas da vida, assusta-se com a possibilidade real de um mundo melhor."
“O ser humano destrói a natureza e toda a beleza da terra, e depois busca nos céus a paz que ele mesmo expulsou.”
"Um espelho reflete o seu exterior, e suas virtudes refletem o ser humano que você é. Portanto, reflita sempre a melhor versão ao mundo."
"Só Deus ama perfeitamente e sem limites. Como ser humano, a pessoa escolhe a quem se doar, dedicando o seu porto seguro a quem ela possui profunda consideração. Embora o mundo falhe, e as pessoas esqueçam a consideração merecida, o amor verdadeiro é uma renovação diária. Sem buscar se igualar a Deus, ela apenas decide dar o seu melhor para fazer a vida de quem lhe importa ser mais feliz, enquanto ela estiver por aqui."
Quando o ser humano perceber que a bola, ainda que chutada, agarrada, liberada, agredida e até acolhida, tem mais voz que o “livro mais vendido” e 'menos vivido do mundo', não haverá mais brigas nem trapaças no futebol.
Há algo de profundamente humano no destino da bola.
Buscada e tocada de todas as formas, e ainda assim continua rodando, unindo pessoas que, fora do campo, talvez jamais se entenderiam.
A bola não julga quem a toca. Ela gira para todos, sem distinção de credo, cor ou fronteira.
E é justamente nesse movimento, tão simples e tão leve, que mora uma lição que o ser humano parece ter esquecido.
Enquanto o mundo se curva diante do livro mais vendido — e, ironicamente, menos vivido —, a bola segue pregando seu evangelho silencioso: o da partilha, da alegria e da verdade do instante.
No gramado, não há espaço para disfarces; o que se é, se mostra.
A bola não aceita trapaças por muito tempo.
Quem tenta enganá-la, mais cedo ou mais tarde, tropeça no próprio engano.
Talvez, quando o ser humano perceber que a bola fala muito mais alto que muitos púlpitos, que seu giro é mais honesto que muitos discursos e que seu jogo é mais limpo que muitas pregações, o futebol voltará a ser o que sempre foi: um espelho do que temos de melhor.
E então, quem sabe, já não haverá mais brigas nem trapaças — apenas o som puro da bola correndo livre, leve e solta, ensinando em silêncio aquilo que tantos livros gritam sem entender.
Talvez, quando descobrirem a cura do câncer, o ser humano descubra que terminal é a falta de senso coletivo.
Doenças são permissão divina, falta de bom senso é escolha humana.
Enquanto há doenças que acometem o corpo, existem outras que adoecem a convivência.
Em hospitais, lugares onde a fragilidade humana se apresenta sem máscaras, espera-se no mínimo encontrar compaixão, respeito e compreensão.
No entanto, não é raro presenciar situações nas quais o individualismo ocupa mais espaço do que a empatia.
Compartilhar um ambiente hospitalar é um exercício bastante silencioso de humanidade.
Ali, cada pessoa carrega sua própria dor, sua ansiedade, seus medos e suas esperanças.
Ninguém está ali por lazer.
Ainda assim, muitos parecem incapazes de perceber que o espaço, o silêncio, o descanso e até a atenção dos profissionais precisam ser divididos de forma equilibrada e respeitosa.
A dificuldade em compartilhar esses espaços revela algo bastante preocupante sobre nossa vida em sociedade.
Estamos cada vez mais acostumados a enxergar nossas necessidades como prioridade absoluta, esquecendo que ao nosso lado há alguém enfrentando uma batalha tão difícil quanto a nossa — ou talvez ainda mais dura.
Um quarto hospitalar, uma sala de espera ou um corredor não são apenas locais físicos; são territórios onde a solidariedade deveria ser tão presente quanto os medicamentos.
O senso coletivo não significa abrir mão da própria dor, mas reconhecer a dor do outro.
Significa compreender que pequenas atitudes — falar mais baixo, respeitar horários, preservar a privacidade alheia e a limpeza do ambiente, colaborar com as regras comuns — podem aliviar o peso de quem já está sobrecarregado pelo sofrimento.
Talvez a verdadeira evolução da humanidade não esteja apenas nos avanços da ciência, mas na capacidade de desenvolver uma consciência coletiva mais madura.
Afinal, de pouco adianta prolongar a vida, se continuarmos incapazes de conviver com respeito, consideração e empatia.
Porque, no fim, um hospital nos lembra daquilo que passamos a vida tentando esquecer: somos todos vulneráveis.
E justamente por isso, deveríamos ser também mais humanos uns com os outros.
Quase na mesma proporção que o ser humano domou e domesticou os animais, ele se deseducou.
Aprendeu a controlar a natureza, mas perdeu o controle sobre si mesmo.
Construiu máquinas capazes de atravessar continentes em horas, mas já não encontra tempo para atravessar o silêncio de uma conversa verdadeira.
Acumulou informações, mas nem sempre sabedoria.
Multiplicou conexões, enquanto enfraqueceu vínculos.
Na tentativa de dominar tudo o que estava ao redor, acostumou-se a acreditar que também podia submeter o tempo, as pessoas, os sentimentos e até os limites da própria existência.
Confundiu progresso com pressa, liberdade com individualismo e inteligência com acúmulo de dados.
A educação que antes acontecia no exemplo, na convivência e na contemplação foi sendo substituída pelo imediatismo, pelo consumo e pela necessidade constante de ter razão.
Pouco a pouco, desaprendemos a ouvir, a esperar, a pedir perdão, a reconhecer nossa ignorância e a aprender com aquilo que é diferente de nós.
Talvez a maior ironia seja que os animais, tantas vezes considerados inferiores, continuam obedecendo ao equilíbrio da natureza, enquanto o homem, que se considera racional, frequentemente age contra ela e contra si mesmo.
E agora, quem irá reeducá-lo?
Não será uma tecnologia, uma ideologia ou um algoritmo.
A reeducação começa quando cada pessoa aceita voltar a ser aprendiz.
Quando reconhece que caráter vale mais que aparência, que consciência vale mais que conveniência e que nenhuma transformação coletiva acontece sem uma profunda transformação individual.
O ser humano só reencontrará seu caminho quando compreender que educar não é apenas ensinar a fazer, mas, sobretudo, aprender a ser.
Porque o verdadeiro progresso não está em dominar o mundo, e sim em governar a si mesmo.
Quem se relaciona baseado em aparência e status social é bicho! Ser humano deve procurar dedicação, esforço, cuidado, companheirismo e compreensão.
A maior batalha do ser humano não é contra o mundo, mas contra os conflitos que carrega dentro de si. Quando aprendemos a compreender nossas dores, deixamos de ser prisioneiros delas e começamos a viver com mais liberdade.
-Jouberth Toffoli
"Diante de líderes cruéis e multidões que os aplaudem, percebo que 'ser humano' nunca foi um contexto geral. É um título raro, disputado desde o início da existência, e que poucos realmente merecem carregar."
"A história e a política provam: 'ser humano' não é a nossa espécie, é um título de dignidade que a maioria das pessoas ainda não conseguiu conquistar."
O ser humano e sua eterna mania de achar que é fiscal de existência. É palpite na vida alheia, na roupa alheia, na postura alheia... Um verdadeiro PhD em cuidar do quintal dos outros enquanto o seu tá pegando fogo. Alguém avise a essa gente que "alheio" significa "não é da sua conta". O outro vai continuar sendo exatamente quem ele é, restando ao fiscal apenas aceitar que perdeu tempo com o que nunca vai conseguir controlar.
"A maior miopia do ser humano é gastar a própria existência tentando revisar o rascunho da vida alheia. Vigia-se a postura, julga-se a roupa, condena-se o comportamento. No tribunal da mediocridade, a prioridade é o outro. Esquecem-se de que a individualidade é um território sagrado e intransponível. O alheio continuará sendo exatamente o que é: independente, imutável e distante da nossa jurisdição. Deixe o alheio ser. No fim das contas, focar no outro é apenas uma forma covarde de não ter que olhar para si mesmo."
Os animais tendem a comer com o estômago; o ser humano, com o cérebro.
