Ser Capaz de ser Feliz

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"Abrir os olhos e lembrar de você é a certeza de que o dia vai ser bom. Acorda com a certeza de que tem alguém aqui querendo ser o compasso calmo do teu abraço hoje e sempre."
— Anjinha Sensual

Exagere...
Na gratidão, nos sorrisos e nos abraços.
Não espere o momento perfeito para ser feliz.
O hoje é a única certeza que temos;
agarre as oportunidades e faça valer a pena cada segundo.

Amar de verdade é dar ao outro
o poder de ser quem ele é,
com todo o respeito que ele merece.


Anjinha Sensual

Ser intensa é o meu maior poder;
quem não soube receber, apenas não soube amar
— Anjinha Sensual

Um dia me disseram que o maior feito de um professor é ser esquecido. Esquecido o motivo, não a presença. Esquecida a data da prova, não a sensação de alívio ao entregar a folha. Esquecido o conteúdo exato da matéria, mas jamais o timbre da voz que disse confiar num aluno que às vezes nem tinha essa confiança dentro de casa. Ser professor é, de fato, virar memória afetiva. É instalar-se na alma do outro como uma mobília invisível. Ninguém aponta para o peito e diz: “Devo minha felicidade àquela aula de história do dia 15 de maio”. Não. A gratidão é mais sutil, mais entranhada. É um tempero. O aluno se transforma e, anos depois, não saberá dizer onde começou a metamorfose, mas o professor estava lá, no casulo. Nas minhas palestras para professores, eu sempre ressalto essa herança, esse valor que não cabe no holerite. A gente nunca pode esquecer o nosso tamanho, mesmo quando tentam nos diminuir. É uma profissão de solidão assistida. Os pais podem não valorizar, afobados em educar os filhos para o sucesso, esquecendo-se do ser. O poder público pode não valorizar, míope, preocupado com as estatísticas que apagam os indivíduos. A sociedade pode não valorizar, com sua pressa e sua idolatria ao que é instantâneo. Mas um professor... ah, um professor sempre saberá reconhecer a importância de outro professor. É um reconhecimento de trincheira. Um olhar cúmplice que atravessa o pátio da escola e diz tudo. Um professor vê no outro a voz rouca no fim do dia, a mancha de caneta nos dedos, a paciência remendada com afeto, a esperança teimosa de acreditar num futuro bom. Dos futuros que carrega no coração. Porque ser professor é ser um artesão do tempo. É ter a coragem de ser a ponte. E é no olhar de quem escolheu no presente a tarefa de explicar o passado, que mora o brilho inconfundível desse futuro que muitos nem sabem que desejam. Feliz dia do professor.

Edgard Abbehusen, escritor, pedagogo e palestrante.

Quanto maior o poder de punir, maior deve ser a exigência de contenção jurídica desse poder.

A verdade processual não pode ser construída pela supressão das garantias que tornam legítima sua própria busca.

O contrato deixa de ser puramente livre quando a desigualdade transforma a liberdade formal em dependência material.

A justiça contratual começa quando a autonomia deixa de ser confundida com simples ausência de coerção.

O processo pode ser lento, mas desistir te faria voltar ao zero.

Toda instituição deve ser analisada não apenas pelo que declara fazer, mas por quem efetivamente consegue utilizá-la.

As instituições podem ser modernas na forma e antigas na lógica que orienta seu funcionamento.

Gatilho
Por Roseli Ribeiro (2026)
Ansiedade. Pânico.
Dizem ser frescura,mas é silencioso.
Um barulho qualquervira gatilho.
Falta o ar, o peito sofre a punhalada.
O choro transborda, a razão some.
O emocional quebra.
A raiva consome.
Reza, chora pede discernimento.
Respira fundo!
Tenta distrair a mente.Ninguém entende.
O peso é só teu.O "outro" é muita gente para compreender.
Procura-se um refúgio,uma fuga da crise.Você acha que passou,mas nunca cessa: é contínuo.
O respeitar o próximo é apenas uma palavra bonita para muitos, não é atitude!

O trabalho enobrece o ser humano, nos dá asas, coragem e destino. Sem ele, vagamos em vão, um vazio no meio do caminho. Sentimo-nos como o zero à esquerda, invisíveis no mar de gente, ignorados na própria incerteza, sem valor para quem não nos sente. Somos vistos só como um número, quando o mercado nos dá o valor; mas sem ele, caímos na sombra, no meio da multidão sem amor. Perdidos, carentes, distantes, como alguém que ninguém quer notar. Somos vidas, não meros instantes, que precisam do mundo abraçar.

Não importa fazer algo de maneira inadequada; você não é escravo dos desejos. Ser livre é importante para seguir o próprio caminho ao longo da vida. A exigência forçada não importa; ela apenas prende a pessoa a fazer algo.

Seguimos a vida entre aprendizados e recomeços, buscando ser melhores a cada dia. Afinal, o presente é nosso bem mais precioso, e cada gesto de bondade que ilumina o caminho de alguém torna também mais leve e luminoso o nosso próprio caminhar.

Uma das diferenças entre os humanos e a IA, é que a IA nunca conseguirá ser "marcada pelo esquecimento".

A IA sabe ou não sabe.
Os humanos não sabem ou sabem,
esquecem mas não esquecem.

Aliás, este pensamento nem é meu, é de um autor que nunca vi chamado Jean-Pierre Changeux... ou seria a Anny Cordié?

Enfim, o que ele escreveu, eu esqueci,
pois quando o li,
meu pensamento estava em outro lugar.

"O filtro medroso de um ser é o que o limita e delimita seu constante".

Imagine que Maria é uma pessoa mal casada com um homem bem peludo.
Bem mal casada. Bem peludo.

Maria odiará pelos em todas as circunstâncias.

Ela tentará falar de pelos em todas as conversas.

É assim que ela cospe, diariamente, o que a incomoda. Ela tenta tirar isso de si mesma a todo instante.

Ela fala pra tirar de si, ela fala para entender, ela fala para se sentir menos sozinha.

Maria se abastece de ódio toda noite com o maridão peludo, e Maria se esvazia durante o dia.

E ainda mais, como odiadora de pelos, ela será reconhecida por todas as pessoas ao redor dela.

Suas amigas Lulu, Elisa e Mônica também tem seus nojinhos por pelos.

Maria é a líder do ódio. A identidade de Maria se constrói e se consolida nisso.

"Maria, a odiadora de pelos !!!"

O maridão peludo pode até morrer, mas Maria não, Maria não abrirá mão.

Enfim, até mesmo se enfiarmos a 9ª Sinfonia de Beethoven numa conversa, Maria irá se segurar em seu medo e gritará que os pelos do peito de Ludwig são asquerosos.

Ludwig, o asqueroso !!!

Quem não conhece a verdade pode ser enganado. Mas quem conhece e escolhe ignorá-la se torna prisioneiro da própria mentira.

Falarei que a verdade pode ser mentira e as mentiras podem ser verdade. Isso tudo depende de quem chegou primeiro com mais convicção.