Ser Capaz de ser Feliz
Disseram que eu deveria ser firme, previsível, inteira.
Mas escolhi ser movimento.
Entre certezas prontas e verdades impostas, prefiro a dúvida que ensina e o caminho que se refaz.
Não carrego o passado como âncora, nem o futuro como promessa.
Aprendi que existir é atravessar, não permanecer.
O erro me molda mais do que o acerto, porque nele há aprendizado, humildade e humanidade.
Não busco aplausos, nem lugares de destaque.
Meu valor está na travessia silenciosa de quem entende que chegar nem sempre é o objetivo.
Há beleza em não possuir, em não reter, em não se prender.
Enquanto o mundo cobra perfeição, escolho transformação.
Enquanto pedem raízes fixas, escolho asas conscientes.
Desapegar não é descuido, é maturidade.
É saber que algumas coisas passam porque cumpriram seu papel.
No fim, não sou feito de certezas,
sou feito de escolhas.
E a mais honesta delas é continuar mudando.
O homem é um ser que cria.
E a alegria com o movimento do objeto de seu pensamento como palavras
inventadas para leva-lo ao sempre presente ainda não dado aos olhar como a poesia que mora no encontro de palavras que convida para a frase que diz uma imagem presente no que se sente — na estadia da frase que empolga, a mente se acomoda no luxo de pensar uma frase nova, palavras compram a atenção e pagam com imaginação seus interessados que encontram a alegria sempre presente
na casa do imaginário...
Leonardo Mesquita
A conclusão de um poema espreita
o bobo poeta entretido com o ser criança das palavras convidadas pra
brincadeira de serem emoção em vez
da coisa catada do alfabeto, elas entram na brincadeira fluindo nos versos dizendo olha tio, pro poeta,
a catada não cata ela veste essa, e de
fantasia em fantasianesse universo
de repente o Booo! no começo longe da tia chata da norma padrão...
a explosão da palavra criança
o que é um fantasma?
e um dinossauro?
Leonardo Mesquita
Expressamente proibido de ser lido às pressas; esse poema quer ser percebido com o franzido da testa!, quando a voz do córtex pré-frontal se levanta no calor da leitura e pede licença pra voz da fala, para entender se isso ou aquilo...
(Leonardo Mesquita)
Eu já desmoronei em silêncio,
já me levantei cansada e tremendo.
Mas aprendi a ser muralha e flor,
vento e raiz.
Porque dentro de mim mora uma força
que não faz barulho,
mas que me reconstrói todas as vezes.
E sigo — bonita, quebrada, inteira.
O significado do Pré-escolar
O Pré é a ponte.
É onde a criança deixa de ser apenas pequena
e começa a se reconhecer como aluna, amiga e protagonista.
Se o Berçário é o acolhimento
e o Jardim é a descoberta,
o Pré é o despertar.
No Pré, a criança:
aprende a esperar a sua vez
entende regras com afeto
começa a expressar ideias e sentimentos 🗣️
desenvolve autonomia (“eu consigo!”)
se prepara emocionalmente para o Ensino Fundamental
Não é sobre saber ler ou escrever perfeitamente.
É sobre estar pronta por dentro.
"Projeto Gotinhas de Amor que Acolhem "
Relatos sobre escola e as dificuldades de ser diferente
Na escola, ser diferente nem sempre é fácil.
Heitor sabia disso todos os dias.
Enquanto algumas crianças falavam rápido e riam alto, ele precisava de tempo. Cada palavra sua parecia carregar um peso maior. E, às vezes, o silêncio dos outros machucava mais do que qualquer risada.
Muitos não entendiam.
Confundiam dificuldade com incapacidade.
Silêncio com desinteresse.
Mas a verdade é que, dentro de crianças como Heitor, existem mundos inteiros — cheios de ideias, sentimentos e coragem.
Assim como o Sussurrador, muitas crianças também carregam histórias invisíveis.
Às vezes, quem machuca… já foi machucado.
Quem se isola… já tentou se encaixar e não conseguiu.
A escola pode ser um lugar de dor — quando falta empatia.
Mas também pode ser um lugar de transformação — quando alguém escolhe acolher.
Lucas fez essa escolha.
Ele ouviu. Esperou. Caminhou junto.
E isso muda tudo.
Porque inclusão não é fazer todos iguais.
É permitir que cada um exista do seu jeito — e ainda assim, pertença.
No fim, Heitor descobriu algo poderoso:
sua voz não precisava ser perfeita para ser importante.
E o Sussurrador aprendeu que nunca é tarde para recomeçar.
Heitor e o Segredo do Sussurrador .
Heitor é um garoto com dificuldade na fala que descobre ter superpoderes. Ao enfrentar o Sussurrador, um vilão que desperta sua insegurança, ele percebe que o inimigo na verdade é alguém ferido pela exclusão. Com a ajuda do amigo Lucas, Heitor escolhe o caminho da empatia, transformando o vilão em aliado. Juntos, eles aprendem que coragem não é falar perfeito, mas se expressar com o coração.
Ser Geração "X"
Aparenta ter menos quando o coração manda.
Aprendeu a escrever à mão
e ainda gosta de papel, lápis e tesoura.
Já viveu o tempo sem internet,
sem celular e sem Google.
Sabe que nem tudo se resolve
com um “tutorial” de 30 segundos.
Tem experiência de sobra,
mas continua aprendendo todos os dias.
Valoriza respeito, palavra e afeto.
Não tem paciência para falta de educação
e muito menos para gente sem noção.
Criatividade?
Tem de sobra.
Se der um pedaço de papelão,
ela transforma em uma história.
Geração X:
cresceu brincando na rua,
aprendeu na vida
e hoje ainda acredita
que educar também é um ato de amor.
E se disserem que já passou da idade...
ela responde:
“Eu ainda estou começando
Quando a literatura infantil também precisa ser olhada com carinho
Como professora, muitas vezes vejo doações de livros e materiais chegando às escolas. E toda doação que amplia o acesso à leitura merece ser valorizada.
Mas também me pego pensando: será que todo livro oferecido às crianças realmente contribui para sua formação?
Nem sempre uma história traz uma experiência significativa. Às vezes, encontramos contos que repetem os mesmos valores, as mesmas fórmulas e as mesmas mensagens, enquanto tantas outras possibilidades de infância continuam esperando para serem contadas.
E é aí que penso nos professores e autores que estão diariamente observando as crianças, ouvindo suas perguntas, percebendo suas dificuldades, seus medos, suas descobertas e suas diferentes formas de aprender.
Há muita gente produzindo literatura infantil com cuidado, pesquisa, sensibilidade e experiência pedagógica — mas que ainda encontra dificuldade para ser vista, publicada e reconhecida.
Talvez o que falte não seja talento.
Talvez faltem oportunidades, caminhos acessíveis, espaços de escuta e, algumas vezes, aquela pessoa que ajuda a abrir a primeira porta.
Também precisamos conversar, com serenidade, sobre o mercado editorial. Publicar um livro pode ser um sonho, mas nem sempre é um caminho simples para quem está começando. Existem modelos de publicação, custos e contratos que podem tornar o autor dependente de estruturas nas quais seu trabalho recebe pouco retorno.
O que é injusto pra mim pode ser justo pra outro, mas se atingir a dignidade, não é justo pra ninguém.
Existe prioridades, fato! Nem tudo pode ser como você deseja. Querendo ou não, em sua vida sempre vai existir o primeiro, o segundo e o terceiro lugar. Antes de qualquer escolha, seja o primeiro lugar em sua própria vida, para que no final não se arrependa por ser o último a saber
Tenha fé, porque tudo aquilo que você almeja na vida pode ser alcançado através do esforço, da dedicação e da perseverança.
Ouça palavras que possam inspirar seus sonhos e fortalecer o seu coração.
Como diz uma sábia palavra:
Quem estuda, sabe.
Quem vê, entende.
Quem faz, aprende.
Tudo é possível para aquele que se esforça e luta.
Não permita que o medo e o desânimo sejam maiores do que os seus sonhos.
Acredite em você, persevere e continue caminhando. Porque muitos sonhos começam apenas com uma coisa: a decisão de não desistir.
A aparência nunca deve ser julgada nem interpretada pela expressão de um rosto.
Aquele que julga reflete, sem perceber, as próprias palavras como um espelho: diante da sua face, elas revelam o peso do seu próprio coração.
A história de uma pessoa não está na capa de um livro. Ela é vivida e deixa seus rastros gravados nas páginas da vida.
UM BRASIL QUE AINDA PRECISA APRENDER A ESCUTAR
Há riquezas que podem ser medidas em toneladas, hectares, barris ou cifras. E há outras que não cabem em nenhuma contabilidade. Vivem na memória de um povo, atravessam gerações e sobrevivem na maneira como alguém chama a chuva, nomeia uma árvore, conta uma história ou ensina uma criança a compreender o mundo.
O Brasil possui uma dessas riquezas: sua extraordinária diversidade indígena.
Muito antes de existir um país chamado Brasil, antes de nossas fronteiras, nossas cidades, nossas instituições e até mesmo da língua portuguesa chegar a estas terras, diferentes povos já habitavam este território. Não formavam uma única cultura, não falavam uma única língua e não possuíam uma única maneira de compreender a existência. Eram e continuam sendo muitos povos, com histórias, cosmologias, conhecimentos, organizações sociais e identidades próprias.
Talvez esteja justamente aí um dos grandes equívocos que ainda carregamos: falar dos povos indígenas como se fossem uma única realidade.
Não são.
O Brasil abriga centenas de povos indígenas e uma diversidade linguística impressionante. Cada língua preservada representa muito mais do que um conjunto de palavras. Dentro de uma língua existe uma maneira particular de organizar o pensamento, compreender a natureza, transmitir conhecimento, estabelecer relações e guardar a memória dos antepassados.
Quando uma língua desaparece, portanto, não desaparecem apenas palavras.
Desaparece uma biblioteca que talvez nunca tenha sido escrita.
Desaparecem histórias, conhecimentos sobre plantas, animais e territórios; desaparecem cantos, mitos, formas de educar, maneiras de interpretar a vida e experiências acumuladas durante séculos.
Por isso, preservar uma língua indígena não significa conservar uma curiosidade do passado. Significa proteger uma parte do patrimônio humano.
E talvez precisemos reconhecer algo ainda mais incômodo: durante muito tempo, o Brasil aprendeu a enxergar os povos indígenas através dos olhos de quem chegou depois deles.
Criamos uma imagem simplificada do “índio”: alguém distante, parado no tempo, vivendo exclusivamente na floresta e obrigado a corresponder a uma representação construída séculos atrás.
Mas um indígena não deixa de ser indígena porque frequenta uma universidade, utiliza um telefone celular, escreve livros, participa da política, exerce uma profissão ou vive numa cidade.
Nenhum de nós precisa permanecer preso ao século de seus antepassados para provar sua identidade.
Por que exigiríamos isso justamente dos povos originários?
Tal preconceito revela algo profundo: muitas vezes aceitamos a presença indígena enquanto ela permanece confinada ao nosso imaginário. O problema começa quando essas pessoas deixam de ser personagens do passado e aparecem no presente estudando, ensinando, produzindo conhecimento, ocupando espaços públicos e falando por si mesmas.
E é exatamente aí que precisamos aprender a escutar.
Durante séculos, muita gente falou sobre os povos indígenas.
Talvez tenha chegado o tempo de ouvir mais os próprios povos indígenas.
Ouvir suas línguas.
Seus professores.
Seus escritores.
Seus artistas.
Suas mulheres e seus homens.
Seus jovens e seus anciãos.
Suas diferentes maneiras de compreender território, comunidade, natureza, ancestralidade e futuro.
Isso não significa transformar culturas indígenas em algo intocável ou idealizado. Povos indígenas são sociedades humanas, diversas, contemporâneas e em permanente transformação. Respeitá-los verdadeiramente significa justamente abandonar tanto o preconceito quanto a romantização.
O Dia dos Povos Indígenas, celebrado em 19 de abril, pode servir para isso: não apenas homenagear, mas questionar o modo como aprendemos a contar a história brasileira.
Porque os povos indígenas não são um capítulo introdutório da história do Brasil.
Eles atravessam a história inteira.
Estavam aqui antes de o Brasil receber esse nome. Estiveram presentes durante a colonização, o Império e a República. Resistiram a epidemias, expulsões, escravização, deslocamentos e inúmeras tentativas de assimilação cultural. E continuam aqui, participando da construção do país no século XXI.
Talvez, portanto, a maior homenagem que possamos fazer não seja olhar para os povos originários como lembrança de um Brasil antigo.
É reconhecê-los como parte indispensável do Brasil presente.
Um país que perde suas línguas empobrece sua memória.
Um país que ridiculariza seus povos originários ridiculariza uma parte de sua própria história.
E um país que aprende a respeitar suas diferenças começa, finalmente, a compreender a própria riqueza.
Valorizar os povos indígenas não é voltar ao passado.
É impedir que o futuro seja construído sobre o esquecimento.
E talvez o Brasil ainda tenha muito a aprender com aqueles que estavam aqui muito antes de começarmos a chamá-lo de Brasil.
Por que sempre ensinam a mulher a se defender, mas nunca ensinam o homem a não ser agressivo ou abusivo?
Por que, quando uma mulher se impõe em uma relação, ela é chamada de ciumenta, louca ou maluca?
Mas, quando acontece o contrário, ele é elogiado ou dizem que “é da natureza do homem”?
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