Sentir a Natureza
DAS FALHAS HUMANAS
"Cometer erros é coisa comum
à natureza humana imperfeita,
mas só um verdadeiro homem
é capaz de admitir,
voltar atrás, e corrigir."
Qual o homem ideal a ser alcançado?
O homem é de uma só natureza, humana, carnal, mas o espírito, que é o reflexo do seu caráter
moral e intelectual difere entre todos.
Uns são céticos, outros científicos, outros crédulos,
com respeito ao seu modo de viver.
Os céticos dizem: "Deus não existe, então tudo é permitido."
Os científicos procuram respostas para tudo que não compreendem na ciência, e estão dispostos à pesquisa
e, não raro aceitam mudar de ponto de vista.
Os crédulos responsabilizam Deus por tudo, até por coisas ruins que lhes acontecem...
SE O MEU AMOR FOSSE CANÇÃO
Se o meu amor fosse canção
Seria música de Tom Jobim
De natureza, bela, de luz e de sol
Seria pra mim a nona perfeita
Divina, sem início nem fim.
Se o meu amor fosse canção
Seria ópera de Wagner
Romance de Isolda e Tristão
Eclipses de Caetano
“Qualquer Coisa” vã
Travessia de Milton
Sina de Djavan.
Se o meu amor fosse canção
Seria assim, cheia de defeitos
Melodia incompleta
Rascunho de poeta
Poema sem som.
Evan do Carmo
Não se muda a natureza das coisas
Dizer para um ser humano que ele não deve falar o que pensa, que não deve desenvolver sua autocrítica ou que ele não deve protestar contra o que lhe oprime, é o mesmo que esperar raciocínio lógico de um animal ou querer transformar a natureza das coisas, e esperar que uma pedra fale, ou que um burro cante, toque um instrumento, coisas desse tipo.
Portanto, lutar contra a natureza do homem é impedir que ele seja de fato um ser pensante e livre. Mas o que querem as ideologias, crenças e costumes? É justamente isso, enquadrar todos os homens em um molde ideal. E são tantas as formas de limitar o pensamento: Por meio de crenças, especialmente os sistemas universais, que têm como base a dicotomia entre bem e mal ─ assim, por força tentam impedir o pensamento livre, fora do padrão estabelecido, por lei ou código moral. Parece-me uma grande tolice insistir nisso, pois não se muda a natureza do homem, assim como não se muda a natureza das pedras, pedras são pedras e homens são homens.
Mesmo que ocorra algum evento coletivo, aparentemente bem- sucedido, e isso é comum, sobretudo nas religiões, onde parece que todos pensam igual, porém a realidade é bem diferente. Há uma minoria que resiste ao cabresto, e mesmo que seja de forma discreta emite suas próprias ideias e impressões de mundo.
Mas, com que objetivo escrevo isso? É especialmente para relatar o que tenho observado por anos. Com as vivências que tive, pude fazer um estudo pessoal sobre pessoas bem próximas de mim, além do fato de que analisando minha conduta neste contexto, posso afirmar que nunca nenhum sistema aos quais me expus foram bem-sucedidos em mudar meu modo de viver, de olhar e entender as coisas. Não abro e nem abrirei mão do que sou, sou livre para pensar, viver e dizer muito do que sei a respeito do homem. Como pensador ou não todos têm direito à fala. Penso que o respeito pelo outro envolve deixar que ele se expresse, que diga o que sente, não importa se concordamos ou não.
Sou imortal na minha arte,
Inspirado pelos astros,
pela natureza e pela vida,
Com minhas palavras,
encontro o caminho
para a eternidade.
Meu coração pulsa,
minha mente cria,
Cada verso
uma nova história,
um novo universo,
Compondo um poema
vivo e imortal.
E mesmo que a morte bata
à minha porta,
Minha poesiacontinuará a viver,
Preenchendo corações,
iluminando mentes,
Eternamente imortal.
Não espere holística plenitude dos relacionamentos com as pessoas… Humanos são por natureza imperfeitos, todavia, exija:
Dos amigos, perfeita lealdade.
Do conjugue, perfeita cumplicidade.
Da Família, perfeita fraternidade.
Das pessoas boas, irretocável empatia e compaixão.
Dos demais, ao menos o necessário respeito.
De si mesmo exija-sempre Dignidade, manifestando-a através da serenidade, retidão, e reciprocidade ao relacionar com o próximo
Mesmo diante das maiores dificuldades, permanecerei fiel à minha natureza otimista e esperançosa. Posso me arrepender de muitas coisas nesta vida, mas nunca de ter escolhido o caminho da esperança. É através dela que encontro forças para enfrentar os desafios, enxergar a luz no fim do túnel e seguir adiante, com a certeza de que o melhor ainda está por vir...
- Edna Andrade
Buscar a aprovação das pessoas ao nosso redor é algo natural e faz parte da nossa natureza social. Queremos ser aceitos, reconhecidos e apreciados pelos outros. Muitas vezes, para isso, nos esforçamos para agir de forma correta e fazemos o possível para contribuir para uma causa nobre.
No entanto, mesmo que consigamos conquistar a aprovação dos outros, é fundamental nunca deixarmos de valorizar a nossa própria aprovação. A opinião que temos sobre nós mesmos é aquela que realmente importa e que traz uma verdadeira satisfação e felicidade.
Ao se esforçar pelas causas que acredita, é importante lembrar-se de que agir bem não se resume apenas a agradar aos outros, mas principalmente a fazer o que é certo e justo. É essencial que tenhamos a convicção de estarmos no caminho correto e que as nossas ações estejam alinhadas com os nossos valores e princípios.
A aprovação dos outros pode ser um incentivo e uma confirmação de que estamos no caminho certo, mas não podemos depender exclusivamente dela para nos sentirmos bem conosco mesmos. A validação externa é passageira e volúvel, enquanto a aprovação própria é duradoura e genuína.
Devemos buscar constantemente o equilíbrio entre agir para agradar os outros e agir para nos sentirmos bem com nossas escolhas. A opinião dos demais pode ser valiosa, mas deve estar em harmonia com a nossa própria voz interior.
Avaliar nossas ações, comportamentos e decisões com cautela e reflexão é essencial para a construção de uma autoimagem positiva. Valorizar nossos esforços, reconhecer nossas conquistas e aprender com nossos erros são atitudes que nos fortalecem e nos aproximam da nossa própria aprovação.
Buscar a aprovação dos outros é válido e pode trazer benefícios, mas não podemos esquecer que a nossa própria aprovação é o verdadeiro tesouro. Ela é o reflexo da nossa integridade, das nossas convicções e do nosso amor-próprio. Valorize-a, cuide dela e faça o seu melhor para sempre honrá-la.
- Edna Andrade
Quando a consciência humana compreender a natureza das forças que movem o universo, o verdadeiro poder estará na vontade — não em armas, mas em sua própria vibração e intenção.
A natureza não precisa ser dominada com armas, mas com a compreensão profunda de suas leis, transformando o que parecia sólido em pura energia controlável.
O que chamamos de 'forças da natureza' não são mais do que ondas interligadas que podemos aprender a manipular com sabedoria e precisão.
A chave para manipular a natureza não está na luta contra ela, mas na aceitação das leis naturais e na habilidade de sincronizar nossa energia com as vibrações do cosmos.
O botânico é o guardião do equilíbrio ecológico, decifrando os códigos da natureza para preservar a biodiversidade e enfrentar as mudanças climáticas.
A natureza do tempo é passar, levar muitas coisas e trazer muitas outras mas, acima de tudo nada fica oculto debaixo de suas asas, ele é implacável com as mentiras, com as inverdades e principalmente com as pessoas duas caras.
Não fujo da minha essência, pois é da minha natureza a busca pela chama da alma que pode queimar as frágeis pontes para o trivial, mas revelar a solidez do que verdadeiramente importa.
Me aparelho aos detalhes das coisas miúdas
Me visto com a poesia delas.
Eu pertenço a natureza,
Como obra que pertence ao mesmo criador.
A Vida e Suas Surpresas”
A vida é, por natureza, surpreendente. Às vezes, ela nos golpeia de forma tão inesperada que nos deixa em silêncio, perplexos… Há momentos em que tudo desmorona, e nos vemos lançados num abismo tão profundo, que até o eco dos nossos próprios gritos parece se perder no vazio.
Você grita por socorro, luta com o pouco que ainda resta de força, tenta alcançar o topo… mas não consegue. A esperança se apaga, o corpo se rende, a alma se cala. Você apenas… existe.
E então, de repente, alguém aparece. O coração, ainda machucado, se enche de esperança. “Será que agora alguém vai me salvar?” — você pensa. A pessoa joga uma corda. Você se agarra com toda a força, a ponto de ferir as mãos, cega pela vontade de ser resgatada. A subida começa. E junto com ela, uma emoção silenciosa brota lá do fundo, como um sopro de vida. Você começa a acreditar.
Mas, quando está a poucos passos da saída, esperando aquela mão final para te puxar… ela te solta. Sem piedade. Sem explicação. E você despenca de volta pro fundo. E dessa vez, algo muda. Algo dentro de você esfria. Seu coração se fecha. A dor vira armadura. E você passa a desacreditar das pessoas.
Você se pergunta: “O que fiz de errado? Por que me feriram tanto, se eu só queria ser amada?”
A escuridão vira sua companhia. O tempo passa. Você ouve barulhos, mas já não espera que algo bom aconteça. A dor endureceu sua fé. Talvez seja o vento. Um animal. Ou nada. Os dias viram meses. Talvez anos. Você se acostuma a viver no escuro.
E então, um dia, você desperta. Os olhos ainda cansados enxergam algo diferente: uma rampa… um caminho para fora do buraco. Mas você não acredita. Tenta se mover, mas o corpo não obedece. Já sem forças, apenas espera o fim.
E então, uma sombra se aproxima. O medo surge de novo. Você não quer ver mais ninguém. Não acredita mais em mãos estendidas. Grita para que se afastem. Diz que não precisa, que não quer, que não confia.
Mas essa pessoa não reage com dureza. Apenas para. Suas mãos estão cobertas de barro. E mesmo assim, há uma serenidade no gesto. Sem insistir, ela se afasta e sobe a rampa. Você não entende. Qual era a intenção?
Outras pessoas aparecem. Algumas te ignoram. Outras te ferem com palavras e julgamentos. Mas ajuda verdadeira? Nenhuma. Até que alguém diferente se aproxima. Limpo, calmo, com mãos tão suaves que quase brilham. Mais uma vez, você grita. Rejeita. Mas essa pessoa não recua. Apenas se aproxima, em silêncio.
Ela te olha com ternura. Sem dizer muito, apenas te estende as mãos. Você tenta caminhar, mas não consegue. E então, sem dizer uma palavra, essa pessoa te acolhe nos braços e começa a subir contigo.
No meio do silêncio, ela diz algo que te toca profundamente:
— “Eu estive aqui o tempo todo. Tentei te ajudar. Mas você, assustada, não quis ser resgatada.”
Você então se lembra… daquela outra presença. Daquelas mãos sujas de barro. E pergunta:
— “Era você aquele que veio antes? Aquele que fez tanto barulho por tanto tempo?”
A pessoa sorri com suavidade, mostra as mãos ainda marcadas, e responde:
— “Sim, era eu. Durante todo esse tempo. Fiz barulho, espantei os perigos, cavei com as próprias mãos essa rampa. Não joguei corda porque sabia que você não estava pronta… ela poderia se enrolar no seu pescoço e te ferir ainda mais. Preferi cavar, pouco a pouco. Porque você vale esse esforço. Você merece.”
E então, você entende.
Nem todos que têm as mãos sujas são ruins. Às vezes, estão sujas por cavar caminhos para te salvar. Nem toda corda lançada é para resgatar. Algumas servem só para manipular, prender, machucar.
A vida nem sempre será justa, e nem todos estarão ao seu lado por amor. Mas um dia, alguém vai aparecer e fazer o possível — e até o impossível — para te tirar do buraco. Em silêncio, com paciência, com amor verdadeiro.
E esse alguém vai te carregar no colo, quando você não puder andar. Vai cuidar de você. E te mostrar, pouco a pouco, que ainda existe confiança, que ainda existe esperança.
Vai chegar a hora de você acreditar de novo. E, principalmente, vai chegar a sua vez de ser imensamente feliz.
Porque você merece. Merece mais do que pensa
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