Sentir

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Sou um ser solitário e sonhador. E talvez por sentir medo pareça as vezes tão frio e cruel.

Preciso da tua mão, vem me levantar, faz-me teu servo, Senhor
Me livra do mal, quero sentir o teu sangue, curar-me agora, meu Senhor
Vem restaurar-me...

Assim como todo mundo, você nasceu em um cativeiro, preso em uma cela que você não pode sentir, provar ou tocar. Uma prisão para sua mente.

Morpheus
Matrix (1999)

Talvez eu nunca saiba por que vocês fizeram o que fizeram. Mas eu posso fazê-los sentir como foi.

Precisamos ser somente uma pessoa.
Precisamos sentir apenas uma existência.
Não precisamos fazer tudo a fim de ser tudo, porque já somos infinitos. Enquanto estamos vivos, carregamos em nós um futuro de possibilidades multifacetadas.

A Biblioteca da Meia-Noite (livro)
HAIG, Matt. A biblioteca da meia-noite. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2021.

Ela usa o corpo para se sentir poderosa e se ofende por não ser valorizada por sua inteligência!

⁠Desabafo: O medo silencioso de ser vista

Eu sei o que é se sentir refém de uma construção que fizeram de mim. Uma construção que, por muito tempo, me prendeu a um medo constante de ser quem eu sou, de ocupar os espaços ao meu redor. O medo de ser vista, de ser notada, e de como, ao estar em ambientes cheios, os olhares parecem pesados demais para carregar.

Sinto que, em muitos momentos, a insegurança me paralisa. É como se toda minha essência fosse transformada em algo que precisa se esconder. Tento desviar os olhares, encontrar os cantos mais discretos, aqueles onde posso me perder sem ser observada. Onde a pressão de ser vista não me sufoca.

E quem, entre nós, nunca se sentiu assim? Quem, entre nós, nunca se desconfortou com o peso de ser mulher, de ser vista e julgada? O desconforto de estar em um espaço cheio e, mesmo assim, se sentir sozinha, impotente.

Eu sei que esse medo não é só meu. Sei que há outras mulheres que também preferem a invisibilidade, que também buscam lugares silenciosos e discretos, longe dos olhares que nos desconstroem, que nos fazem sentir pequenas. Mas o que me dá esperança é saber que, ao escrever isso, estou falando em voz alta o que tantas de nós guardam. E, ao fazer isso, me permito ser verdadeira, e quem sabe, dar espaço para que outras também possam se permitir.

O que quero agora não é mais me esconder. O que busco é entender esse medo, aceitar que ele existe e, aos poucos, me fortalecer para que ele não me defina mais. E, talvez, juntas, possamos construir um espaço onde todas nós possamos ser vistas sem medo, sem julgamentos, sem a pressão de sermos algo que não somos. O mundo precisa entender que ser mulher, com todas as nossas complexidades e inseguranças, é, sim, uma força.

⁠O Peso de Sentir

Minhas palavras pesam. Às vezes, parecem lâminas afiadas, cortam no instante em que tocam o papel. Outras vezes, são vidro estilhaçado dentro de mim, cada tentativa de engolir me rasga por dentro. Dói tentar filtrar, tentar suavizar, tentar escolher apenas o que não assusta, o que não incomoda.

Mas a dor não desaparece só porque escolhemos ignorá-la. Ainda que eu me cale, ela continua aqui, latejando, sufocando, esperando o momento de transbordar. E quando transborda, incomoda. Porque falar sobre dor exige que o outro a enxergue.

"Não diga isso."
"Não pense assim."
"Apaga esse texto."

Como se a dor precisasse ser varrida para debaixo do tapete, escondida para não constranger. Como se o silêncio curasse. Como se não fosse exatamente esse silenciamento que nos adoece ainda mais.

As pessoas querem ignorar o sofrimento do outro para manter sua paz, para não se sentirem desconfortáveis, para não enfrentarem a própria culpa. Mas e eu? O que faço com tudo isso que insiste em existir dentro de mim? Com o que transborda, com o que escapa mesmo quando tento conter?

Eu sinto. E sentir, às vezes, pesa mais do que eu consigo carregar.

Não preciso humilhar ninguém para me sentir bem. Apenas preciso ver as pessoas bem, então me sentirei também.

⁠Às vezes, me perco
na imensidão do que sinto.
Há em mim um sentir que transborda,
que atravessa o infinito,
que ecoa em vazios desconhecidos.

Luto para me conquistar,
mas sou terra em tempestade,
vento que se dobra ao tempo
e ainda assim resiste.

Carrego o peso de mil batalhas,
a exaustão de quem sempre luta,
mas também a força de quem,
mesmo em ruínas,
se reconstrói.

⁠Para Quem Ousa Sentir

Eu sei que não sou para todo mundo. Nem todo lugar me merece, porque não sei estar sem presença, e nem todo sentimento merece minha atenção. Nem toda conexão vale o meu investimento, porque não entro pela metade.

Sou para aqueles que sabem reconhecer boas e raras companhias, para quem valoriza vínculos verdadeiros e sentimentos profundos. Fui feita para a leveza, para a paz, para a sensação de estar em casa—porque eu me faço lar.

Fui feita para quem tem coragem de sentir e demonstrar, para aqueles que ousam colocar o coração em mim, porque eu também o deixo ali. Minha companhia não é para preencher vazios, mas para tornar o caminho mais bonito, mais intenso, mais verdadeiro.

Que tudo o que combina com isso me encontre.

Amar não é simplesmente dizer eu te amo...
Amar não é pensar que ama sem sentir o amor...
Amar não é ser amado e não saber o que significa...
As vezes pessoas confundem o gostar com Amar..
E quem AMA de verdade sabe a diferença..
Eu te amo é muito forte pra ser dito a toa...
Eu te amo não se diz por dizer...
Não se fala por falar...
Temos que saber o que é gostar e Amar...
O que é dizer e sentir...

Dizer eu te amo qualquer um pode dizer...

Mas poucos vão saber realmente Amar!!!"

Gostava da maneira como ele a fazia se sentir. Gostava de ter percebido que ele a achava atraente, porém sem possuir nenhuma urgência ou desejo ansioso que os homens frequentemente demonstravam quando olhavam para ela. Pelo contrário, parecia feliz simplesmente pelo fato de estar ao lado dela, e, sem saber o motivo, era exatamente isso que precisava.

Nicholas Sparks
SPARKS, N. Um Homem de Sorte. São Paulo: Novo Conceito Editora, 2011.

Não basta que o seu estado civil seja “solteira”. Você tem que se sentir “solteira”. Isso significa que você se sente bem sozinha.

Engana-se quem diz que homem não gosta de carinho, não gosta de mimo, não quer se sentir amado. Um homem de verdade quer uma mulher pra chamar de sua, uma companheira pra dividir suas experiências, alguém para ligar de noite e contar como foi o dia. Um homem de verdade precisa de alguém que o faça se sentir vivo! Engana-se quem acha que só as mulheres sonham com um romance, com um amor pra vida toda. Homens também sonham. Talvez até mais. Homens gostam de se sentirem amados, de se sentirem importantes para alguém. Adoram atuar como super heróis para as mocinhas em apuros. Adoram ser adorados. Homens também tem sentimentos, uma confusão de sentimentos! Homens também ficam chateados após uma discussão e passam noites em claro pensando no que fazer para que tudo fique bem. Homens também choram. Choram sim. A diferença é que eles precisam ser fortes na frente delas. Mas no fundo? Sofrem. Têm medo de perder sua garota. Só sua. Têm medo de nunca mais ver aquele sorriso. Têm medo de que aquele cheirinho nunca mais fique em seu travesseiro. Têm medo de que aquelas noites cheias de sorrisos e beijos quentes um dia acabem. Homens de verdade não têm medo de parecerem idiotas. De rir de qualquer coisa com sua garota. De sair com ela por aí sem destino. De ligar pra ela só para dar boa noite e rir sem motivos. Não têm vergonha de dizer pros amigos que ela é a mulher da sua vida. Que ela é quem te faz feliz, só por estar ali, do seu lado. Um homem de verdade vai fazer de tudo para fazer sua garota feliz. Vai errar? Vai sim. Todos erram. Mas diferentemente de um canalha qualquer, esse homem vai correr atrás, pedir desculpas e merecer uma nova chance. Esse homem vai mostrar ao mundo que não tem medo de amar. Vai mostrar ao mundo que homens também amam, homens também sentem. Mas por favor, não se esqueçam: eu disse HOMENS, não moleques!

Quando você sentir que está se afogando num mar de problemas, tente pensar que você sabe nadar.

Quem é movido pela avareza não tem olhos nem coração para sentir o sofrimento dos outros, porque estes lhe são apenas um valor econômico. A avareza tira a capacidade de compaixão. E, com isso, nossa condição de seres humanos.

Quanto mais alta a sensibilidade, e mais sutil a capacidade de sentir, tanto mais absurdamente vibra e estremece com as pequenas coisas. É preciso uma prodigiosa inteligência para ter angústia ante um dia escuro. A humanidade, que é pouco sensível, não se angustia com o tempo, porque faz sempre tempo; não sente a chuva senão quando lhe cai em cima.

Fernando Pessoa
Livro do Desassossego

Eu adoro quando o céu noturno faz eu me sentir insignificante.

É uma loucura!
É louco ter que agradar as outras pessoas,
Se sentir mal por não se encaixar.
Esconder quem é, ou nem mesmo saber,
Pois se esconde na mentira que criou para estar no padrão.
E que padão é esse?
É loucura querer ser diferente?