Sentença
"Sempre Reerguendo-se e indo pra cima!
Um erro não é uma sentença!
Não adianta chorar no labirinto é melhor acha a saída e deixar a luz no fim do túnel te iluminar!"
Ruínas
A poesia se desfaz
Um nó se aperta
Garganta aprisiona
A sentença do sonho
Termina na angústia
Por ter amado a alma
Sereno coração segue
Recolhendo fragmentos
Soltos em suas ruínas
Amarga doces lembranças
O fim é o começo
A tragédia agoniza
Se torna tão comum
Arde em saudade
já não é o que mais dói
Quanto ao arrependimento...
Só o que foi vivido na alma.
O preço do pecado será pago pelo próprio pecador e esta sentença será aplicada diante dos seus amigos e inimigos quando lhe for cobrada por Deus o peso de suas ações.
Na minha cabeça tem uma sentença
Já não sei mais
Se é uma culpa ou uma absolvição
De algo que não sei sentenciar
Homenagem à memoria de Raimunda Enes.
"Como uma sentença, todos vivemos nossas vidas na sombra do inevitável e terrível desfecho que é a morte" uma certeza que sempre nos pega de surpresa quando nos atinge através das pessoas que mais amamos...
Haja Coração!
Falar de Dona Raimunda é fácil, difícil será viver com o vazio de sua ausência...
Um verdadeiro coração de mãe para seus 14 filhos, netos e bisnetos...
Foi sem dúvida uma grande guerreira e rica em sabedoria.
Durante toda a vida, teve um coração forte, amoroso e acolhedor. Às vezes dura nas palavras, mas sábia nas atitudes.
A todos que tiveram privilégio de conhecê-la, foi sempre um exemplo de força, coragem e alegria, mas, acima de tudo, foi uma Mãe de luta, fé e uma grande inspiração de mulher.
Ficou viúva aos 37 anos de idade e mesmo enfrentando tantas dificuldades, não mediu esforços para criar e educar sozinha seus 14 filhos( Ela sempre dizia que nunca esteve sozinha, Deus estava sempre ao seu lado...) Enfrentou todos os seus desafios com muita garra e foi vencedora, fazendo dos seus filhos homens e mulheres honestos e dignos de respeito.
Existe um antes e um depois de sua partida, e mesmo que nossas vidas não seja mais a mesma, seguiremos seu exemplo e conselhos e como ela, não deixaremos que as adversidades da vida nos derrote...
Seremos fortes por ela e buscaremos nos tornar sempre alguém de quem se orgulhasse pois, permanecerá sempre conosco os seus gestos, a sua alegria, o seu grande Legado de honestidade e humildade e o seu jeito forte de encarar a vida com coragem e muita fé.
A ela que foi Mãe, Avó, Bisavó, tia e amiga de muitos, esta singela homenagem que provavelmente gostaria que lhe fosse prestada, com boas lembranças, risadas, as músicas que gostava e o sentimento de gratidão de que ela foi e sempre será o grande pilar das nossas vidas.
Que privilégio ter uma mãe como a senhora!
Que honra conhecê-la dona Raimunda...
Somos gratos ao bom Deus por termos estado do seu lado em muitos dos seus dias! Agora a senhora é um anjo e vai cuidar de nós de um lugar muito especial! Espalharemos pelo mundo seu amor, sua alegria e sua bondade!
Não podemos contestar sua partida! Esse é um grande mistério que a Deus pertence. Ele a chamou à eternidade!
Agora é hora de descansar grande Guereira!
Em nós fica a certeza de que um dia iremos nos reencontrar...
Descanse em paz inesquecível e amada Raimunda Enes e HAJA CORAÇÃO para suportarmos tamanha saudade que deixastes em nós!
Que nossa Senhora das Graças interceda pela sua alma e que Jesus ande ao seu lado no Caminho de Luz junto a Deus, aos anjos e a todos os Santos. Amém!
☆18/11/1941
+ 16/11/2021
Cada cabeça uma sentença: só pensa se estiver fixa no pescoço, determinando uma ação no tempo correto.
Ainda que piegas aos dias me pareça...
Seria a sentença mil vezes melhor que essa, de viver sempre tensa com uma espada na cabeça.Amar de repente infinitamente é a melhor ideia.
Se amar fosse crime, eu aceitaria a sentênça sorrindo, porque amar você nunca foi excesso — foi destino.
Tenho inclinação para me destruir, sou o martelo e o muro que trinca. Cada falha vira sentença, cada pensamento uma marreta contra mim mesmo. Temo a força das minhas próprias mãos, que insistem em demolir o pouco que ainda permanece de pé.
A CLARIDADE DA TUA VERDADE.
Dizer a tua verdade, é um ato de resgate íntimo não uma sentença sobre o outro. É o momento em que a tua consciência decide deixar de viver nas sombras do não-dito para respirar na inteireza do que sente, percebe e compreende. A tua verdade nasce de dentro, moldada pelas experiências que só tu viveste, pelas sensibilidades que só tu conheces, pelas feridas e pela luz que só tu carregas.
Quando alguém expressa sua própria verdade, não está criando tribunais, nem ergue paredes morais que acusem o outro de falsidade. A verdade pessoal não tem vocação para arma; tem vocação para libertação. A tua verdade é tua e, por isso mesmo, não precisa desmerecer a história, o olhar ou a compreensão de ninguém. Cada consciência habita uma moldura distinta, e é dessa moldura que emergem percepções que podem convergir ou divergir.
Psicologicamente, dizer a própria verdade significa assumir responsabilidade pela própria visão de mundo, sem depositar no outro o peso do que se sente. É o ato de nomear emoções para libertá-las, não para condenar alguém com elas. É a coragem de não silenciar o que te fere, mas também de não transformar tua ferida em acusação. É assumir-se inteiro sem exigir que o outro responda à tua inteireza.
No âmbito introspectivo, expressar a verdade é um exercício de alinhamento. Quando permaneces calado por medo, receio ou prudências excessivas, tua alma se contorce num labirinto onde tu mesmo te perdes. Mas quando falas com honestidade, ainda que tua voz tremule, não se trata de desmascarar ninguém trata-se de te reencontrar. É o momento em que compreendes que a tua verdade não precisa da mentira alheia para existir: ela se sustenta por si mesma.
Atribui sentido galopante ao teor de alforria. A libertação que vem do gesto simples e profundo de dizer: “É assim que vejo, é assim que sinto.” A tua verdade não vai atrás de culpados; vai atrás de coerência. Ela não exige reverência; exige respeito por ti mesmo. Ela não aponta dedos; abre portas.
Quando dizes a tua verdade, tu te libertas e libertas também o outro. Porque tiras dele o jugo da interpretação, da adivinhação, da suposição. Permites que cada um permaneça no seu lugar de consciência, devolvendo a cada qual a dignidade de sua própria narrativa.
Dizer a tua verdade não transforma ninguém em mentiroso. Apenas te devolve ao território sagrado onde tua alma respira sem medo.
HIC EST HOMO:
A SENTENÇA QUE CONDENOU A CONSCIÊNCIA DO MUNDO.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro .
A expressão latina “Hic est homo” não é mero enunciado histórico. Ela é um veredicto metafísico. Ao apresentá Lo assim, o poder político não descreve um corpo ferido apenas, mas revela o retrato acabado da humanidade diante da Verdade. Não é o Homem idealizado dos discursos triunfais, nem o herói das epopeias bélicas. É o Homem real, exposto, vulnerável, silencioso, carregando em si o peso moral de todos.
Nesse instante solene, a multidão não contempla um réu comum. Contempla a própria consciência refletida. O açoite que rasga a carne é o mesmo que rasga o pacto ético da civilização. A cruz não é somente instrumento de suplício, mas eixo simbólico onde se cruzam justiça e covardia, fidelidade e abandono, espírito e matéria.
Ao libertar Barrabás e entregar o Justo, a história não comete apenas um erro jurídico. Ela inaugura um padrão recorrente. Sempre que a verdade incomoda, prefere se soltar o criminoso confortável à verdade exigente. Sempre que a consciência exige transformação, escolhe se crucificar o que denuncia.
“Hic est homo” torna se, assim, uma sentença eterna. Eis o homem quando abdica da razão moral. Eis o homem quando negocia princípios por aplauso. Eis o homem quando teme mais a perda do poder do que a perda da alma. Contudo, paradoxalmente, eis também o Homem que redime, pois mesmo sob escárnio, não amaldiçoa, não revida, não se corrompe. O silêncio dEle é mais eloquente que qualquer acusação.
Ali, entre dois culpados, encontra se o Inocente. Não por acaso no centro. O centro é o lugar do equilíbrio, do sacrifício consciente, da pedagogia espiritual. A cruz central não acusa apenas Roma ou Jerusalém. Ela interpela cada época, cada sociedade, cada consciência individual.
“Hic est homo” permanece atual porque continua a nos perguntar, sem palavras, se escolhemos Barrabás ou se reconhecemos o Homem que nos convida à elevação interior. E enquanto essa escolha for adiada, a cruz continuará erguida no íntimo da história humana, aguardando que a consciência desperte para a sua própria busca pela vida verdadeira.
Cada cabeça uma sentença, cada vida uma história diferente. Deus ensina no presente. Deus é artista, Deus é escritor. Quem espera tem sempre o que aprender e se alegrar. Quem estraga sofre no percurso que escolheu desviar.
