Senão
Se for para cutucar o formigueiro, destrua. Senão, vão se espalhar e aumentar mais seu ódio e ataque.
O que é a vida, senão sucessivas repetições cotidianas.
Viver sem razão é tedioso.
Viver sem paixão é paralisante.
Viver sem amor é vegetar.
Apenas existir, não significa viver.
É apenas esperar que a noite suceda o dia e assim por diante.
Desesperança passageira ou eterna solidão.
O que é um borrão
senão uma forma sem nome.
Não tem certidão geométrica.
É uma forma sem forma.
Um transgressor chamado amorfo.
Mas, acontece que a vida
é cheia de borrões
e não dos entes geométricos,
que o homem inventou.
A Verdade deve ser entendida individualmente.
Deve ser entendida por você. Senão for assim,
não é a sua Verdade.
Somente a sua Verdade, e não a verdade,
se expressa na sua vida e na de mais ninguém.
Como você descobre a sua verdade?
Procurando e encontrando o mestre dentro de você.
E verá que o mestre e a Verdade dentro de você
são uma coisa só.
Máquinas
Maldita maquina apressada do sabe tudo
O que sabe fazer?
Senão calcular e argumentar
E ver o azul como se fosse azul
Maldita maquina apressada do sabe tudo
De que adianta tanto esforço
Se no final aquele pequeno irritante lá de baixo
Que só sabe bater na mesma tecla vai acabar te convencendo
Maldita maquina apressada do sabe tudo
Inquestionável lógica que propõe
Que faz as bocas se abrirem
E transforma o místico em lenda e a teoria em fato
Maldita maquina apressada do sabe tudo
De que adianta tanta lógica se não entendes o mais simples
E questiona o inquestionável
Maldita maquina apressada do sabe tudo
Aonde irá me levar?
E tu?
Que quieta não fica nem por decreto
Que trabalha em cima do incerto
E se convence apenas com um olhar
E tu?
Maldita maquina paciente do sabe nada
O que sabe fazer?
Senão bater e morrer por cada ser que julga ser bom
Que embora veja o vermelho quer enxergar o azul
Maldita maquina paciente do sabe nada
De que adianta tanto esforço
Se no final você se cansará e verá de que de nada adiantou
E aquele pequeno lá de cima vai acabar te convencendo
Maldita maquina paciente do sabe nada
Inquestionável sentimento que tu sentes
Que derrama da pedra a lagrima
E transforma o nada em tudo e a teoria em fato
Maldita maquina paciente do sabe nada
De que adianta o amor que tu sentes se sabes que o final não é como queres
E mesmo assim questionas o inquestionável
Maldita maquina paciente do sabe nada
Aonde irá me levar?
Malditas máquinas que me fazem como sou
Que me guiam por onde vou
De trabalho eficiente e inquestionável
Por que não se calam por um instante?
Por que cada um não se limita ao seu campo
E tornam tudo mais simples
Por que se torturam como duas crianças?
E fazem com que eu perca meu tempo e o de vocês
Num discutir e argumentar
Num bater sem parar
Sem chegar a nenhuma conclusão
Pra que tanta confusão?!
E tu, Ser que fala conosco?
Por que não se cala por um instante?
Somos teus servos como tu é nosso
E sabe que gigantes não discutem entre si
Damos cada um uma ordem por que o mundo nos fez assim
E do mesmo jeito que somos feitos tu és também
E tem de viver como vivemos
Afinal escolhas nós não temos
Apenas você as tem
E tu sabes que escolhestes mergulhar na duvida do tudo
E nas certezas incertas que os caminhos nos dão
E agora nos vem reclamar daquilo que aprecia
Não reclames de tua escolha
Por que escolha melhor não tem
Escolhestes a vida
Agora aprecie nosso trabalho e a aproveite como ninguém
Voce vai ter varias mulheres na sua vida mas uma vai muda-la nao deixea ir senao ela pode nao voltar e voce ficar no esquecimento pro resto da vida
CRITICA Á IMPRENSA BRASILEIRA
É impressionante como grande parte, senão a maioria esmagadora, da imprensa jornalística brasileira vem a todo o momento perseguindo as Polícias Militar, Civil e Federal. Toda vez que ocorre algum fato trágico e/ou de impacto, logo querem culpar a polícia por tudo. "A polícia é mau armada", "é despreparada", "não sabe negociar", "só tem corrupto", "mais um inocente é morto pela policia" e outras frases do gênero chovem nas inúmeras reportagens com finalidade única de diminuir e desmoralizar a importância de atuação da polícia numa sociedade onde a violência cresce de forma alarmante.
Digam-me vocês, que detêm os meios de comunicação e que por muitas vezes tomam uma postura de donos da verdade absoluta do mundo, alguma vez já viram comunidades carentes fazerem comemoração porque a polícia matou algum "dono de boca de fumo"? Eles só podem fazer protesto, caso contrário os demais integrantes da quadrilha de manda no tráfico da comunidade começa a persegui-los e no "pacote" do protesto está incluso dizer que o morto era inocente, trabalhador e que polícia chegou atirando nos inocentes... Será que vocês não sabiam disso?
Como vocês querem que a polícia seja preparada para agir em casos de seqüestro do tipo do ocorrido em Santo André com Eloá, a cabeça de cada pessoa é um universo único. Não existe fórmula perfeita para negociar com pessoas em situação de extremo estresse, pois o que me sensibiliza não é o mesmo que sensibiliza vocês e o que é atrativo para mim pode não ser atrativo pra vocês, da mesma forma um seqüestrador quer uma coisa e como no caso citado não sabia nem o que queria. E com um bando de criticadores de plantão fica mais difícil ainda tomar uma decisão.
Vocês da imprensa são especialistas em fórmulas prontas para fatos consumados. Basta acontecer algo que vocês aparecem com um milhão de formas e fórmulas corretas de se fazer isso ou aquilo, aparecem quinhentos mil especialistas para apontar erros. Mas porque no momento do acontecimento ninguém fez ou falou nada???? Depois que Eloá faleceu aparecem esses especialistas "geniais" para dizer que a policia falhou nesse ou naquele ponto, será que em 100 horas não deu para nenhum deles ensinar a polícia a fórmula mágica de como negociar com um seqüestrador, invadir o apartamento e salvar as duas reféns? Falar depois do acontecimento consumado é fácil. Criticar o técnico de um time ou seleção por ter escalado um jogador ou feito uma substituição ao invés da que vocês julgam ser a mais correta depois do jogo finalizado é mais fácil ainda, afinal, quem entende de futebol são vocês e os técnicos não sabem nem chutar uma bola, certo?
Vocês deveriam criticar mais um órgão chamado de "Direitos Humanos", pois ele é o culpado de ladrão, seqüestrador, traficante, assassino, assaltante de banco, estrupador e similares estarem cheios de direitos após cometerem seus crimes. E “vocês da imprensa” dão a maior força ao pessoal dos Direitos Humanos, não é mesmo?
Na minha “ignorante” opinião, só deveria ter direito quem anda e tem comportamento direito/correto. Vocês deveriam entender que se a polícia teve a infelicidade de acidentalmente matar um inocente a maior parcela de culpa não é da polícia, pois a polícia não fica dando tiro à toa na multidão. Se atirou é porque estava em perseguição a algum meliante , tentando se salvar ou salvar um inocente.
Portanto, não cabe ficar fazendo especulação sobre "se foi Lindembergue que matou Eloá ou foi um disparo feito pela polícia", pois se não fosse o seqüestro não haveria necessidade da intervenção da polícia, portanto a culpa é do meliante.
Da mesma forma que muita gente morre de bala perdida no meio de tiroteio e se atribui isso exclusivamente a polícia. Vocês queriam o que, que a polícia desse a outra face do rosto pra bandido atirar? Somente Gandhi foi capaz de vencer uma guerra sem armas e somente Cristo deu a outra face do rosto para levar outro tapa.
Para polícia conseguir nos proteger, ou pelo menos tentar fazer isso, ela precisa primeiro se manter viva. Já ouviram falar em instinto de sobrevivência? Se para você sobreviver for necessário matar você fará o quê? Mataria ou morreria porque Deus que deu a vida e, portanto só ele pode tirar? Vocês, eu não sei, mas qualquer pessoa normal que quer conservar sua vida faria tudo ao seu alcance para isso, inclusive matar.
Porque não conseguem outros quinhentos mil especialistas com fórmulas mágicas para trazer a paz mundial? Ou para escrever os Best Sellers: “Como negociar com seqüestradores”, “Os dez mandamentos da polícia super-eficiente”, “100 dicas de como invadir uma favela com pleno êxito”, “Como combater o tráfico - Volumes 1, 2, 3 e 4”; “Como prevenir ataques terroristas” e “No rumo certo - Bala-perdida nunca mais”.
O máximo que se pode fazer é analisar fatos passados e traçar linhas de atuação caso essas situações de violência venham a se repetir, mesmo assim, não se pode prever o desenrolar e o desfecho de nenhuma ação, porque na vida real não tem replay e nem segunda chance.
Criticar na TV, rádio, revista e jornal é fácil não é?
DESEJO...
OLHAR, COBIÇA,
TRANSPACE DE
UMA MIRA ÓPTICA.
ALVO DESNUDO...
SENÃO A REALIDADE
DESNUDO A CRIAÇÃO,
A IMAGINAÇÃO,
SÓRDIDO, EGOÍSTA...
EGOÍSTA E PERFEITO.
PERFEITO NOS GESTOS,
OLHAR, SUOR
DE MOVIMENTOS
SÍNCRONOS...
PERFEITO A COBIÇA,
PRESA E PREDATOR,
PRISÃO SEM FUGA,
SOLITÁRIA EM
CUMPLICIDADE,
QUATRO PAREDES
DE ONDE FORMA-SE
UM MUNDO
SURREAL, TUDO VALE,
TUDO VIVE, TUDO
FANTASIA-SE...
FANTASIA-SE?
OU FANTASIA-SE
A REALIDADE,
A TRISTEZA, A DISTÂNCIA?
NESSE MUNDO,
NO DESEJO, NA COBIÇA
FAÇO A PERFEIÇÃO...
E SE ASSIM FOR
CHAMEM-ME LUNÁTICO...
LUNÁTICO EXTASIADO...
LOUCO POR VOCÊ.
A vida vivida
Quem sou eu senão um grande sonho obscuro em face do Sonho
Senão uma grande angústia obscura em face da Angústia
Quem sou eu senão a imponderável árvore dentro da noite imóvel
E cujas presas remontam ao mais triste fundo da terra?
De que venho senão da eterna caminhada de uma sombra
Que se destrói à presença das fortes claridades
Mas em cujo rastro indelével repousa a face do mistério
E cuja forma é prodigiosa treva informe?
Que destino é o meu senão o de assistir ao meu Destino
Rio que sou em busca do mar que me apavora
Alma que sou clamando o desfalecimento
Carne que sou no âmago inútil da prece?
O que é a mulher em mim senão o Túmulo
O branco marco da minha rota peregrina
Aquela em cujos braços vou caminhando para a morte
Mas em cujos braços somente tenho vida?
O que é o meu amor, ai de mim! senão a luz impossível
Senão a estrela parada num oceano de melancolia
O que me diz ele senão que é vã toda a palavra
Que não repousa no seio trágico do abismo?
O que é o meu Amor? senão o meu desejo iluminado
O meu infinito desejo de ser o que sou acima de mim mesmo
O meu eterno partir da minha vontade enorme de ficar
Peregrino, peregrino de um instante, peregrino de todos os instantes?
A quem respondo senão a ecos, a soluços, a lamentos
De vozes que morrem no fundo do meu prazer ou do meu tédio
A quem falo senão a multidões de símbolos errantes
Cuja tragédia efêmera nenhum espírito imagina?
Qual é o meu ideal senão fazer do céu poderoso a Língua
Da nuvem a Palavra imortal cheia de segredo
E do fundo do inferno delirantemente proclamá-los
Em Poesia que se derrame como sol ou como chuva?
O que é o meu ideal senão o Supremo Impossível
Aquele que é, só ele, o meu cuidado e o meu anelo
O que é ele em mim senão o meu desejo de encontrá-lo
E o encontrando, o meu medo de não o reconhecer?
O que sou eu senão ele, o Deus em sofrimento
O temor imperceptível na voz portentosa do vento
O bater invisível de um coração no descampado...
O que sou eu senão Eu Mesmo em face de mim?
"O que é o AMOR senão um estado dàlma que desfrutamos enquanto dormimos. E ao acordarmos damos lugar ao ódio ou a indiferença."
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