Sempre Precisamos de um Amigo Brincalhao
É SÓ UMA REFLEXÃO I
As pessoas do passado sempre tiveram as mesmas expressões e comportamentos de hoje. O mesmo jeito de franzir a testa diante de uma notícia inesperada no rádio da padaria, a mesma curva nos lábios ao sentir o cheiro do café passado na cozinha da infância ou aquela paçoca pilada na hora pela avó. O tempo não apaga o ser estranho que somos, nem o muda na sua essência; ele apenas desbota as bordas da fotografia, mas o sorriso, aquele, continua sendo o mesmo...
Todos caminhamos pelas mesmas veredas do ontem, com aquelas flores sem cor que margeiam o asfalto dos nossos dias junto aquelas fotos sorridentes. E, de repente, sem aviso, sempre encontramos pessoas que nos fazem lembrar de quem fomos, de quem somos, como se o espelho do passado surgisse na fila do supermercado ou na pressa do ponto de ônibus. O reflexo somos nos mesmo. Somos os responsáveis pelos nossos atos...
Ventos balançando os cabelos, trazendo aquele cheiro de terra molhada que anuncia a chuva ou o aroma distante de um jasmim. Expressões com aquela mistura de sons e tristeza no olhar, como se a pessoa guardasse dentro de si o eco de uma música antiga e a poeira de um caminho há muito não percorrido. Os olhos fixos nos retângulos da vida, nas telas que brilham, nos livros abertos sobre a mesa, nas janelas dos prédios que testemunham silenciosos nossas alegrias e derrotas...
Às vezes um sorriso atravessa o cansaço do rosto, ou quem sabe um momento bobo, um riso solto no almoço de domingo, misturado com as lembranças dos bons momentos que teimam em ecoar. Estamos, hoje, debaixo das mesmas árvores das milhares existentes no mundo, sentindo a mesma sombra que acolheu nossos pais e amigos que se foram. Elas estão ali, silenciosas ou espantadas com o vento, fazendo parte de um dia de chuva, suas folhas sendo o único teto para os pássaros e nossas memórias mais antigas forçando uma lágrima embaixo de tanto poderio...
Às vezes, passar um tempo longe de um lugar ou de um rosto vira sinônimo daquela saudade que só sentimos poucas vezes no ano, como alguns feriados da alma. Adoro, simplesmente adoro ver essas expressões que se distraem em meio a tantas, um olhar perdido no horizonte enquanto o corpo parado espera o sinal abrir. E saber, com uma certeza calma, que sempre estivemos lá, na essência do mundo, correndo em meio às árvores dos parques, da selva, na pressa da juventude que fomos um dia, e na calmaria dos ventos que, ainda sopra em nós o cheiro de uma saudade que sempre vem...
--- Risomar Sírley da Silva ---
A verdade é que, o choro é reconfortante, sempre faço-o escondido, como se tivesse roubando algo que sempre me pertenceu...
--- Risomar Sírley da Silva ---
ANGOLA, A MÃE DESALOJADA
Ao longo da história da raça humana, o homem sempre esteve ligado à sua comunidade e procurou viver em paz e segurança dentro da sociedade, pelo fato de encontrar-se e viver em comunhão com o seu semelhante. Esse comportamento fez com que o homem criasse leis, princípios e regras impostas a todos os residentes da comunidade.
O mesmo aconteceu com o surgimento e a divisão de países dentro de um continente, a partir de reinos, tribos e clãs. O homem nunca se sentiu totalmente satisfeito e realizado, pelo fato de suas necessidades serem ilimitadas.
A interligação entre o homem e o seu semelhante fez com que tribos, povos, línguas e nações permutassem e cooperassem em prol de interesses comuns que ambos os lados compartilhavam ao formarem e firmarem suas diplomacias.
O mesmo aconteceu com Angola e com os angolanos, tanto no período pré-histórico quanto no colonial e pós-colonial. O povo angolano teve a graça de contar com homens e movimentos que sempre pautaram pelos interesses nacionais e patrióticos, em prol do bem-estar comum. O povo participou dessas incursões de forma indireta, pois, naquela época, lutar, protestar, revolucionar e defender a nação era considerado crime contra o regime colonial e as potências opressoras que se encontravam na África.
Por isso, muitos foram acusados, condenados e perseguidos pela PIDE. Fazer revolução, protesto ou incursão em prol de Angola, naquela época, tinha como prêmio a pena capital.
Ao longo dos tempos, muitos homens lúcidos — intelectuais, acadêmicos, autodidatas, revolucionários, nacionalistas e patriotas — já lutavam por uma Angola justa, pacífica e livre, onde todos os angolanos teriam direito à educação, saúde, habitação e, acima de tudo, à dignidade e ao respeito de seus direitos enquanto cidadãos, sem termos que olhar para a cor da pele ou para a cor partidária de um indivíduo.
Sonhavam com uma Angola onde todos nos veríamos como irmãos, filhos da mesma terra. Onde a bandeira do partido não seria mais importante do que ser angolano e filho desta terra. Esses homens — militantes, militares e líderes — não lutavam por interesses pessoais, mas sim pela pátria-mãe chamada Angola.
Durante as lutas e a guerra contra o regime colonial, muitos foram iludidos e cegados pelo orgulho, ódio, ambição e separatismo, agindo de forma parcial e xenófoba contra seus próprios irmãos angolanos.
O sacrifício foi árduo e a luta foi longa. Mas, em vez de paz, ganhamos guerra fria; em vez de união, ganhamos divisão; em vez de reconciliação, ganhamos tribalismo; em vez de imparcialidade, ganhamos parcialidade; em vez de família, ganhamos adversários; em vez de irmãos, ganhamos inimigos. Em vez de amor, promovemos o ódio contra o próximo, apenas por pertencer a um partido ou religião diferente da nossa.
Esses males foram plantados ontem, numa Angola desavinda, onde irmãos matavam-se entre si, guerreando violentamente contra o próximo e o seu semelhante.
Angola foi alvo da orfandade e viuvez causadas pela política ocidental e imperialista. Foi através dessa política que começamos a nos matar, por acreditarmos na hegemonia política e partidária, sem sequer usarmos o senso crítico.
Hoje, Angola encontra-se nômade, desalojada, vagando por terras férteis e aráveis, levando apenas consigo: trouxas, roupas, panos, panelas, chinelas e lenços. Está vestida apenas com roupas das cores das bandeiras partidárias e nacional.
Apesar das riquezas que o nosso solo oferece, ela continua a vagar pelas ruas das cidades, pedindo esmolas, comida, dinheiro e socorro àqueles que passam por ela.
Enquanto Angola passa fome, sede, vergonha e humilhação diante de seus filhos, sobrinhos, netos e bisnetos, o estrangeiro explora, rouba, saqueia e aliena seus filhos, cidadãos e povos — reduzindo-os à condição de mendigos, e transformando-os em fonte de rendimentos e enriquecimento por meio de doutrinação (alienação religiosa), cegueira e reprodução de teorias políticas alheias.
Hoje, em vez de nação, vivemos no exílio; em vez de cidadãos, tornamo-nos refugiados; em vez de patriotas, somos taxados de inimigos públicos; em vez de nacionalistas, somos chamados de terroristas; em vez de filósofos, somos considerados malucos.
É por causa desses e de outros males que transformamos o partido no poder em religião, o presidente em divindade, políticos em salvadores, revolucionários em demônios, críticos em adversários, artistas em papagaios, filósofos em malucos e ativistas em frustrados.
Essa ideologia foi promovida por aqueles que sempre quiseram se perpetuar no poder a todo custo, mesmo que para isso fosse necessário lutar e guerrear contra os ventos do progresso.
Nós, angolanos, tornamo-nos inquilinos dentro da nossa própria terra e pagamos renda a quem não é filho legítimo desta nação chamada Angola.
Nossos direitos foram consagrados na Constituição, mas, infelizmente, a realidade os nega. E o governo nos reprime quando exigimos e clamamos diante dos órgãos competentes e de direitos.
Nossa mãe já não tem voz, nem poder sobre aqueles a quem ela confiou o poder e a administração dos recursos e riquezas do país.
Nós — revolucionários, ativistas, nacionalistas, patriotas e filósofos — tentamos resgatar a dignidade, o respeito, o valor e a consideração que Angola tinha diante de outras nações, mas, até hoje, sem sucesso.
Só nos resta chorar, lamentar e morrer, porque nossas forças se esgotaram, nossas garras e nossa esperança se desfizeram diante dos obstáculos, barreiras e oposições que nossos inimigos e opositores colocaram em nosso caminho...
Foi como se estivéssemos sendo degolados, executados e fuzilados em um campo de batalha.
Cansados, esgotados e partidos, vimos nossa mãe — Angola — deambulando pelas ruas, cidades e estradas, e, acima de tudo, desalojada dentro da sua própria terra.
Foi aí que eu vi, caí em mim e disse comigo mesmo:
"Em vão foi termos lutado por uma Angola livre, pacífica, justa e independente..."
Autor: Jack Indelével Wistaffyna
Eu sempre acreditei que o amor era uma espécie de salvação, que, ao encontrá-lo, tudo faria sentido e as peças do quebra-cabeça da vida se encaixariam. Acreditei nisso com a pureza de quem ainda não havia sentido as dores que o amor também pode trazer. Minha avó, com sua sabedoria de anos, me dizia que ninguém é feliz depois de ter amado uma vez. Eu discordava, achava que o amor era algo eterno e puro, que jamais poderia ser fonte de infelicidade.
Mas hoje, com o coração mais marcado pelas experiências, começo a entender o que ela queria dizer. O amor, por mais bonito que seja, também é transformador — e nem sempre para o lado que esperamos. Ele nos faz crescer, sim, mas às vezes esse crescimento vem com dor, com perdas, com despedidas. E, depois de amar, nunca mais somos os mesmos. Não é que a felicidade se torne impossível, mas ela muda de forma. Ela deixa de ser aquela felicidade leve e despreocupada para se tornar algo mais maduro, talvez mais pesado, mas também mais profundo.
O amor me ensinou que sentir intensamente é também se expor à vulnerabilidade, às fraturas que podem nos fazer duvidar de quem somos e do que acreditamos. E, mesmo assim, eu continuo acreditando no amor. Não de forma ingênua como antes, mas com uma aceitação de que ele faz parte de quem somos, tanto nas alegrias quanto nas dores.
Minha avó tinha razão em parte — talvez depois de amar, nunca mais voltemos a ser os mesmos. Mas o que ela não disse, e que eu só descobri vivendo, é que essa transformação não precisa ser o fim da felicidade. Ela pode ser o começo de uma nova compreensão sobre o que é viver, sobre o que é sentir, e sobre o que significa amar com todas as suas cores — as claras e as sombrias.
Autora: Nayra Sousa
"Quando me olha com esses olhos, eu já sei.
E quando me beija com essa boca, eu sempre sinto.
Quando me toca com esse toque, eu esqueço o mundo.
E quando vai embora por essa porta, eu quase morro."
Hoje senti sua faltaaa, como sempre sintooo.
Senti saudades de mim, saudades de vocêee,
saudades de nós, saudades da minha felicidade,
do seu sorrisooo, do seu viver.
Hoje mais do que nunca senti sua faltaaaa
Falta dos teus olhos,
falta dos meus olhos nos seus.
Falta do seu olhar,
falta da alegria no meu olhar.
Hoje senti que preciso de vocêee,!!!
senti sua falta. Falta de ouvir "amor ",
falta de ser o amor seuuuu.
Falta de
ter com quem falar,
falta de ter você comigoooo!
Sinto saudades, saudades de você.
Saudades do seu carinhooooo...
Saudades da sua certeza...
Saudades da menina, da mulher.
Saudades de você, amor meu...
Senti falta de ouvir que sou o amor seu...
Hoje senti sua falta, como sempre sinto...
Saudade de você, meu anjooooo!!!!
Parece um texto carregado de saudade, emoção e intensidade — uma declaração profunda de falta, de amor e de desejo de presença.
Para eu te ajudar da melhor forma, me diz:
• Você quer uma revisão do texto?
• Quer que eu reformule em outro estilo (mais poético, mais formal, mais curto, mais intenso)?
• Quer que eu transforme em carta, mensagem, poema, música?
É só me dizer o que você deseja fazer com esse texto e eu preparo para você.
eformule em outro estilo (mais poético
Aqui está uma versão mais poética, suave e fluida do seu texto:
Hoje, a saudade veio cedo
e veio forte, como sempre vem.
Senti falta de mim em você,
e de você em tudo o que ainda sou.
Senti falta do “nós”,
da alegria que morava no meu olhar
quando se encontrava no brilho dos seus olhos.
Hoje, mais do que nunca,
faltou o seu sorriso,
faltou o som da sua voz chamando “amor”,
faltou o abraço que acalmava o mundo.
Faltou ter você por perto,
faltou ter alguém para dividir o silêncio
e todos os pequenos instantes.
Senti saudades do seu carinho,
da sua certeza,
da menina que existe em você,
da mulher que me encantou.
Senti saudade do amor que era nosso,
do amor que ainda vive em mim.
Hoje senti sua falta —
como sempre sinto —
e a saudade disse seu nome
em cada canto do meu peito.
Saudade de você,
meu anjo.
deixar mais romantico e lirico
Aqui está uma versão ainda mais romântica, mais lírica, mais delicada e profunda:
Hoje, meu amor, a saudade pousou em mim
como um vento manso que, ainda assim, dói.
Veio dizendo seu nome em cada sopro,
veio lembrando o quanto minha alma
ainda procura pela sua.
Senti falta de nós —
do encontro doce dos seus olhos nos meus,
do sorriso que nascia só de ouvir sua voz,
do brilho que você acendia no meu mundo.
Senti falta do amor que você me dava
sem pedir nada,
como quem oferece o próprio coração
em forma de abraço.
Hoje, mais do que em qualquer outro dia,
faltou seu riso que me curava,
faltou o calor da sua presença,
faltou o “amor” dito baixinho,
como um segredo que só nós entendíamos.
Faltou ter você aqui,
respirando perto,
fazendo o tempo caminhar devagar
só para não acabar o momento.
Sinto saudades do toque suave das suas mãos,
da certeza doce do seu carinho,
da menina que brinca no seu olhar,
da mulher que ilumina tudo em volta.
Sinto saudades de amar você
e de ser amado por você.
Hoje senti sua falta —
essa falta cheia de ternura e de eternidade —
e meu coração, teimoso, repetiu seu nome
como um poema que nunca termina.
Saudade de você,
meu anjo, meu amor,
minha poesia viva.
Inconsistências humanas
Agilson Cerqueira
Se estás a falar sempre com incoerências,
Mentiras e distúrbios emocionais: logorréia!
Sem prosopopéia, carecerá soliloquiar!Pois no eco do próprio desatino,Onde o verbo é raso e o brio é escasso,O mentiroso traça o seu destino:Um nó cego no próprio abraço.
Melhor o mudo que se reconhece,Do que o orador que se esvazia;Pois quem na língua o mal oferece,Na própria voz se asfixia.Em pântanos de frases mal tecidas,Onde a verdade é sombra que se esconde,Perdem-se as pontes, sobram as feridas,
E o eco da razão já não responde.
Quem faz do sopro apenas ventania,
Sem o lastro do ser, sem o prumo,
Descobre, enfim, na própria agonia,
Que a palavra oca é só fumaça sem fumo.
É antes o deserto e a mudez profunda,
Onde o pensamento se faz luz e trilha,
Do que a torrente falsa que inunda,
E no próprio lodo se amordaça e humilha
Sempre me colocaram no topo e eu quis descer de lá; quero viver a minha vida e não às expectativas dos outros.
"A saudade as vezes
vem, faz bagunça
e vai embora mas
sempreolha pra traz.
Vem sorrindo na chegada
mas na partida ela chora"
"Não espere que amor
te encontre, ele não vai
te procurar, mas quase
sempre aparece na hora
eonde você não imagina"
"Palavras nem sempre traduzem
verdades nunca teremos o
poder de entrar na mente de
alguém para ter a certeza
Olhe para os olhos, e eles
mais sinceros do que a boca"
"O otimista sempre acredita
que tudo dará certo
O confiante sempre acha que
se nao der certo conseguira
outra solução"
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