Sempre Precisamos de um Amigo Brincalhao
Pode ser que em um futuro próximo
(bem próximo!!!)...
as pessoas que depredam
a Mãe Natureza
venham a ser depredadas por ELA...
✍©️@MiriamDaCosta
@miriamdacostamiry
Fazer tempestade
em um copo d’água?!
Não é para mim.
Quando é hora de ser furacão,
eu me torno um Tsunami
servido numa simples xícara de café...
Tempestade em copo d’água?
Dispenso essas fraquezas domésticas.
Quando o mundo exige minha fúria,
não borbulho, transbordo.
Viro um Tsunami aceso,
espremido numa xícara de café
que mal contém o terremoto
que me atravessa...
Tempestade em copo d’água
nunca coube em mim.
Quando o destino pede vento forte,
me ergo inteira,
e o que deveria ser só furacão...
vira Tsunami silencioso,
agitanto a superfície mansa
de uma xícara de café
que me acolhe e detêm
como pode...
Não sei fazer tempestade,
com chuvas, raios,
relâmpagos, trovões,
trovoadas, ventos e etc...
uma única Onda
é o que sou capaz de fazer.
Afinal,
aprendi a ser Tsunami
com as tempestades.
✍©️@MiriamDaCosta
2026 será um Ano de
Ogum 🗡🛡⚔ e Iansã 🌬 ⚡⛈
EITA LASQUEIRA, SÔ!!!
SE PREPAREM!!!
Ogum abre caminhos,
com lâmina afiada,
verdade nua,
ação sem hesitação.
Iansã varre o que apodrece,
com ventos fortes,
tempestade justa,
derruba o que se sustenta na mentira.
Não será ano de covardias,
nem de máscaras confortáveis.
Será tempo de movimento,
ruptura...
coragem em estado bruto.
Quem caminha na retidão, avança.
Quem vive de engodo, cai.
✍©️@MiriamDaCosta
* Um ano de Ogum e Iansã (como o previsto para 2026) é um período de ação intensa, coragem e grandes transformações, com Ogum abrindo caminhos, cortando demandas e impulsionando a luta por objetivos, e Iansã trazendo mudanças rápidas, renovação e ventos de renovação, varrendo o que não serve mais, exigindo decisões fortes e agilidade para avançar, sendo um ano para agir com ética e não ficar parado para colher frutos. *
Entre o Príncipe e o Cavalo Branco
Se aparecesse um príncipe
montado num cavalo branco ...
sem sombra de dúvida,
eu escolheria o segundo.
Diria ao príncipe que descesse
do exemplar equino,
montaria no cavalo
e sairia cavalgando 🐎
livre, leve e dona do meu galopar.
Não por desprezo ao conto,
mas por lucidez.
Não nasci para ser resgatada,
nasci para desbravar os desertos,
os mares e os montes
com as rédeas nas próprias mãos
e o vento reconhecendo meu âmago
nas galopadas
dos meus versos e poemas.
✍©️ @MiriamDaCosta
Num futuro muito próximo,
viveremos das memórias de um passado
em que as pessoas lutavam por aquilo
em que acreditavam, criavam
e acreditavam naquilo que criavam
e pelo que lutavam.
No presente,
a banalização, a futilidade
e a emulação reinam.
A escassez de conhecimento
e de consciência histórica,
de talento, sacrifício, estudo,
leitura construtiva, criatividade,
originalidade e idealismo
faz com que essas palavras
já pertençam ao passado.
✍©️@MiriamDaCosta
Hoje, bem cedo,
um trio de evangélicos
bateu ao meu portão
oferecendo salvação
em forma de convite.
Respondi com educação:
— Irei, com prazer.
O sorriso acendeu nos olhos deles
como promessa cumprida.
Completei:
— Mas só depois
de visitarem o terreiro de Umbanda
que eu frequento.
O brilho apagou.
Os olhos, antes luz,
encheram-se de indignação
como quem vê o proibido.
Afastaram-se do meu portão
com a pressa dos vampiros
diante do sol e do alho.
✍©️@MiriamDaCosta
Lembranças da Infância 🌺 Hibisco-Colibri 🌺
Houve um tempo
em que entre uma brincadeira e outra,
pegávamos uma florzinha fechada
de hibisco
para sugar o mel dela.
Era um tempo
onde o mundo escondia doçuras
e a natureza era companheira generosa
nas descobertas.
Éramos pequenos colibris
aprendendo o sabor da vida
direto da flor, sem pressa,
sem medo e sem saber que aquilo
também era felicidade.
✍©️@MiriamDaCosta
Quanto maior a bravura e valentia
que um homem demonstra ter...
maior é a COVARDIA
que tenta esconder.
✍©️@MiriamDaCosta
Minhas palavras nascem do nada
e ao nada retornam.
No intervalo entre um silêncio e outro,
você lê os meus versos,
esse espaço nu,
onde, sem defesas,
tudo o que sou se revela.
Minhas palavras rasgam o nada
e sangram até o nada.
No meio do corte,
você lê meus versos,
sangue, suor,
lágrimas, vísceras,
âmago e silêncios
que eu não soube calar.
Ali estou,
eu inteira,
sem pele,
sem metáfora de defesa,
descrita não pelo que digo,
mas pelo que já não consigo esconder.
Minhas palavras não começam,
explodem do nada.
Não terminam,
implodem no nada.
Entre uma explosão e outra,
você lê meus versos
como quem abre um corpo vivo
sem anestesia.
Ali estão meus nervos expostos,
minha carne em estado de verdade,
meus silêncios suplicando forma.
Nada foi poupado,
nada foi simbólico.
Tudo sou eu,
visceral,
em hemorragia
de linguagem.
✍©️@MiriamDaCosta
Fiz um pacto com a Saudade
Abri-lhe
as portas escancaradas
do coração
e da minh’alma.
Prometi
nunca expulsá-la,
nunca anestesiá-la,
nunca pedir trégua.
Em troca,
que Ela me esmague as veias,
estrangule as artérias,
e sugue, sem piedade,
o pulso vivo do meu ser,
até que eu sangre
não feridas,
mas palavras,
expressões ternas
como a dor
que reconhece,
fundas como abismos
que respiram
e versos que escorrem,
coagulam,
e fixam na carne da escrita
a sua essência.
✍©️@MiriamDaCosta
Houve um tempo em que a ignorância envergonhava-se de si mesma,
tanto que se recolhia à timidez e ao pudor.
Nos tempos atuais, não.
A ignorância converteu-se em espetáculo:
exibe-se por todos os meios possíveis e imagináveis, ostentada com um orgulho desmedido.
Houve um tempo em que a ignorância ao menos tinha vergonha de existir,
recolhia-se, constrangida, à sombra da timidez e do pudor.
Hoje, não.
A ignorância perdeu o constrangimento,
aboliu a vergonha e transformou-se
em virtude pública com direito
à fanáticos seguidores.
Exibe-se ruidosamente,
disputa holofotes,
exige aplausos e se orgulha
da própria miséria intelectual.
✍©️@MiriamDaCosta
Existem momentos
em que o meu âmago,
tão visceral,
como um vulcão,
entra em erupção,
jorra intensidade,
expele profundidade
e minhas veias
pulsam versos,
poesia
em estado de lava,
palavras incandescentes
que golpeiam,
sem pedir licença,
a delicadeza desse meu sentir
forte e violento.
✍©️@MiriamDaCosta
15 de Janeiro — Dia do Compositor ✍🎶
Ode ao Compositor ✍🎶
O compositor
é um alquimista do invisível.
Traduz silêncios em melodia,
feridas em harmonia,
abismos em acordes possíveis.
Carrega no peito
um relógio descompassado com o mundo,
mas perfeitamente afinado
com o sentir humano.
Escuta onde ninguém escuta,
sente antes que o sentimento tenha nome.
Com notas,
costura memórias alheias
como se fossem suas,
e são.
Porque toda canção nasce pessoal,
mas só vive quando se torna coletiva.
O compositor sangra sons,
transpira emoções,
e transforma o caos da existência
em abrigo sonoro
para almas cansadas.
Seu ofício não é entretenimento:
é resistência sensível.
É oração laica.
É cura sem bula.
É sobrevivência em forma de música.
Hoje, celebramos
quem ousa sentir demais
e ainda assim oferecer beleza.
Quem faz do próprio coração
instrumento.
Salve o compositor
(seja de letras ou de melodias),
esse arquiteto do afeto,
esse poeta do ar,
que nos ensina a respirar
em dó, ré, mi, fá e …
e continuar na composição
do sentir a vida ✍🎶
✍©️@MiriamDaCosta
A Medalha Ajoelhada e Profanada
Não foi um gesto de paz.
Foi uma reverência.
Maria Corina não ofereceu uma medalha,
ofereceu-se.
Despiu-se da dignidade
e a deixou no mármore frio
da Casa Branca,
ajoelhada diante de um homem
que nunca carregou a paz
nem no discurso,
nem nas mãos.
Uma medalha do Nobel
(símbolo que deveria arder
como consciência)
foi reduzida a adorno político,
a chave dourada
tentando abrir portas
que se movem por interesse,
não por justiça.
Há algo de profundamente indecente
em entregar a “paz”
a quem cultiva muros,
ameaças, sanções
e guerras travestidas de ordem.
A medalha não caiu das mãos:
foi arrancada da ética.
Não houve altivez,
não houve soberania,
não houve respeito ao próprio povo.
Houve submissão encenada,
gesto calculado,
dignidade trocada
por um aceno imperial.
Quando a paz é usada
como moeda de barganha,
ela deixa de ser símbolo
e se torna farsa.
E quem a entrega assim,
sem pudor, sem vergonha,
não "enobrece" o destinatário,
empobrece a si mesma,
perdendo cada vestígio de dignidade,
e trai o sentido da palavra
que fingiu honrar.
Vergonha para todo o Universo feminino!
✍©️@MiriamDaCosta
Nos teus braços
eu fui um esturrar
mas parte de mim
foi um querer fugir
e desflaldar...
Desculpe... mas a minha sina ,
sempre foi querer
seguir o Mar.
✍©️@MiriamDaCosta
Entre um extremo e outro…
De 40° ☀️🥵 a 22° 🌧🥶
(🌡marcando agora no meu celular📱 )
o corpo aprende a dialogar com o clima,
a pele negocia com o excesso
e a alma busca um ponto habitável.
Há dias em que o sol queima por dentro,
incendeia pensamentos,
derrete certezas.
Noutros, o friozinho assenta,
organiza o silêncio,
e a chuva constante
pede recolhimento.
Entre um calor
que exige resistência
e um frio
que convida à introspecção,
eu existo e resisto,
humana,
oscilante entre extremos
e aprendendo que o equilíbrio
não mora nos extremos,
mas nesse intervalo instável
onde a vida respira,
o pensamento repousa,
o coração aquieta
e a alma transborda versos
entre o banho de suor
e as gotas de chuva...
✍©️@MiriamDaCosta
Um conto conta o conto
descontado de outros
contos contáveis.
Na contagem dos contos,
subtrai-se o supérfluo
no resumo
do que realmente conta.
✍©️@MiriamDaCosta
Assim, ela externou o seu desejo mais profundo:
— Deem-me um mundo de caneta e papel,
onde eu possa escrever,
e vos darei um universo de palavras.
Riram. Risos fáceis, largos,
e alguém, com gosto de deboche
na boca, interrogou:
— E que diabos fazemos com palavras?
Os risos cresceram, ecoaram como pedras ocas.
Até que ela respondeu:
— Eu sei!
São só palavras.
Mas quando ditas com alma,
tocam fundo,
como vento na chama.
São só palavras,
mas bordam silêncios,
desatam nós antigos,
selam destinos sem retorno.
São só palavras,
mas algumas ficam,
e viram abrigo
no peito que abriga.
“São só palavras”,
dizem os distraídos
ou os insensíveis.
Mas quem sente o peso delas
sabe do que são feitas:
de lume,
de lâmina,
e de laços infinitos.
São só palavras,
e ainda assim estremecem
como o toque súbito
de uma lembrança
na pele arrepiada da memória.
Carregam silêncios ancestrais,
promessas nunca ditas,
e às vezes,
orações disfarçadas de verso.
São só palavras,
mas movem marés interiores,
resgatam alguém do abismo
ou empurram, sem aviso.
Frágeis como sopro,
constroem catedrais
dentro de quem ouve.
São só palavras,
e mesmo sem cor ou matéria,
pincelam a alma de quem as recebe:
ferem ou curam,
prendem ou libertam.
São só palavras…
e por serem só isso,
tudo nelas é possível.
Entre olhares cabisbaixos e curiosos,
os risos cessaram.
E deram lugar a uma campanha improvável
de arrecadação de canetas e cadernos,
nunca antes vista na pequena aldeia.
Já se falava em mutirão, em paredes,
em mesas, em um espaço onde os escritos
pudessem respirar e ser lidos em voz alta.
Porque, afinal, quando alguém compreende
o peso das palavras, o mundo começa
a pedir caneta e papel..
✍©️@MiriamDaCosta
O que é, afinal, a emoção?
Desprenda-se das definições comuns: a emoção não é um pensamento, tampouco uma escolha deliberada da vontade.Ela não nasce da arquitetura cognitiva, pois o pensamento é incapaz de gerar a emoção. Ela não é um defeito de caráter, nem um fardo que se carrega na alma. Contrariando o senso comum, as emoções não habitam o corpo como substâncias, nem residem no cérebro como objetos; elas não possuem o poder de adoecer o organismo. Crer nisso é render-se a uma superstição.
Ela não nasce da arquitetura cognitiva, pois o pensamento é incapaz de gerar a emoção. Ela não é um defeito de caráter, nem um fardo que se carrega na alma. Contrariando o senso comum, as emoções não habitam o corpo como substâncias, nem residem no cérebro como objetos; elas não possuem o poder de adoecer o organismo. Crer nisso é render-se a uma superstição.
A emoção deve ser compreendida como uma conversa. Ela é um dialeto humano intrínseco, uma forma de comunicação primal cuja velocidade de compreensão transcende a palavra. É a linguagem do "outro" que ressoa em nós de forma instantânea.
Observe: essa compreensão manifesta-se no verbo ou na expressão do ser. Imagine alguém que se aproxima após uma corrida exaustiva de trinta minutos; o corpo verga-se sob o cansaço, a respiração é profunda e errática, o coração pulsa visivelmente contra o peito. Imediatamente, você decifra a mensagem. Esses gestos, essa entrega do corpo ao momento, são a própria emoção em curso.
O cérebro humano não é apenas um órgão funcional, mas uma interface adaptada para reagir à alteridade. Reflita: seria possível sentir alegria ao testemunhar o pranto de tristeza de uma mãe? Certamente não. Isso ocorre porque a emoção é a própria reação visível do corpo, uma manifestação fenomenológica que nada tem a ver com conceitos abstratos de "energia".
A emoção é a nossa língua universal. É o código mais veloz da humanidade, um sistema de sinais onde o sentido é captado no instante em que é emitido.
A emoção é, em sua essência, adaptação.
Ela surge como a resposta imediata a um estímulo externo. Quando o corpo reage, ele não está apenas sentindo; ele está se moldando. Emoção é o movimento contínuo de ajuste do ser ao ambiente. É a vida, em sua urgência, adaptando-se ao mundo.
A emoção, em sua gênese, não constitui uma entidade metafísica autônoma, mas sim um repertório comportamental aprendido, invariavelmente modelado no seio da coletividade. Sob uma análise crítica da racionalidade contemporânea, urge desmistificar a concepção da emoção como um "guia interior" ou um ente ontológico que dita estados de alegria, tristeza ou raiva. O que vulgarmente denominamos "sentimento" é, rigorosamente, um conjunto de respostas complexas forjadas pelas contingências do meio social.
Para ilustrar a falácia da causalidade interna, consideremos o fenômeno biológico do espirro: seria um contrassenso punir o nariz pelo sintoma, quando a inteligência analítica exige a investigação das variáveis ambientais — seja uma janela aberta, a sujidade do recinto ou a oscilação climática. O nariz não é o culpado, mas o canal de uma reação a um estímulo externo. Analogamente, os afetos não são causas em si, mas efeitos de uma história de interação.
Dessa forma, o riso ou o pranto não emanam de instâncias espirituais, nem de entidades místicas que habitariam a biologia humana. É imperativo rejeitar as nomenclaturas arbitrárias e os estratagemas de "pseudo-terapeutas" ou gurus que prometem a manipulação da realidade através de léxicos de autoajuda. Afirmações de "positividade tóxica" — como as fórmulas de poder "eu posso" ou "eu venço" — são meros placebos linguísticos que ignoram a raiz do comportamento.
As emoções não são território da crença, da prática mística ou da retórica da cura instantânea; elas são reações aprendidas, indissociáveis do ciclo societário. O sujeito não é movido por forças transcendentes, mas sim condicionado pelas tensões e influências do ambiente que o circunda, revelando que a mudança real não reside no "querer" místico, mas na alteração das condições concretas da existência.
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