Sempre Precisamos de um Amigo Brincalhao
Eu venho de terras distantes, e você na contramão.
Ao me ver, dá um sorriso, olho no olho, me estende a mão.
Já não importa de onde eu venho se de lá tu vens ou não.
Entendemos uma toalha, no chão da vida repartimos o pão. E a alma, a risada, a toada, a canção.
Para isso servem os amigos, pra nos lembrar que o lugar da gente é sempre onde somos aceitos e amados.
Casa de mãe depois que os filhos se vão
Casa de mãe depois que os filhos se vão é um oratório. Amanhece e anoitece prece. Já não temos acesso àquelas coisinhas básicas do dia a dia, as recomendações e perguntas que tanto a eles desagradavam e enfureciam: com quem vai, onde é, a que horas começa, a que horas termina, a que horas você chega, vem cá menina, pega a blusa de frio, cadê os documentos, filho.
Impossibilitados os avisos e recomendações, só nos resta a oração, daí tropeçamos todos os dias em nossos santos e santas de preferência, e nossa devoção levanta as mãos já no café da manhã e se deita conosco.
Casa de mãe depois que os filhos se vão é lugar de silêncio, falta nela a conversa, a risada, a implicância, a displicência, a desorganização. Falta panela suja, copos nos quartos, luzes acesas sem necessidade...aliás, casa de mãe depois que os filhos se vão vive acesa. É um iluminado protesto a tanta ausência.
Casa de mãe depois que os filhos se vão tem sempre o mesmo cheiro. Falta-lhe o perfume que eles passam e deixam antes da balada, falta cheiro de shampoo derramado no banheiro, falta a embriaguez de alho fritando para refogar arroz, falta aroma da cebola que a gente pica escondido porque um deles não gosta ( mas como fazer aquele prato sem colocá-la?), falta a cara boa raspando o prato, o "isso tá bão, mãe". O melhor agradecimento é um prato vazio, quando os filhos ainda estão. Agora falta cozinha cheia de desejos atendidos.
Casa de mãe depois que os filhos se vão é um recorte no tempo, é um rasgo na alma. É quarto demais, e gente de menos.
É retrato de um tempo em que a gente vivia distraída da alegria abundante deles. Um tempo de maturar frutos, para dá-los a colher ao mundo. Até que esse dia chega, e lá se vai seu fruto ganhar estrada, descobrir seus rumos, navegar por conta própria com as mãos no leme que você , um dia, lhe mostrou como manejar.
Aí fica a casa, e nela, as coisas que eles não levam de jeito nenhum para a nova vida, mas também não as dispensam: o caminhão da infância, a boneca na porta do quarto, os livros, discos, papéis e desenhos e fotografias – todas te olhando em estranha provocação.
Casa de mãe depois que os filhos se vão não é mais casa de mãe. É a casa da mãe. Para onde eles voltam num feriado, em um final de semana, num pedaço de férias.
Casa de mãe depois que os filhos se vão é um grande portão esperando ser aberto. É corredor solitário aguardando que eles o atravessem rumo aos quartos. É área de serviço sem serviço.
Casa de mãe depois que os filhos se vão tem sempre alguém rezando, um cachorrinho esperando, e muitos dias, todos enfileirados, obedientes e esperançosos da certeza de qualquer dia eles chegam e você vai agradecer por todas as suas preces terem sido atendidas.
Porque, vamos combinar, não é que você fez direitinho seu trabalho, e estava certo quem disse que quem sai aos seus não degenera e aqueles frutos não caíram longe do pé?
E saudade, afinal, não é mesmo uma casa que se chama mãe?
VITRAL, CERRADO (soneto)
O cerrado é tal um vitral multicor
Se olharmos do horizonte é sombrio
Se aproximarmos é denso e luzidio
Seivoso nas partes e cheio de fulgor
E, é assim no seu sagrado feitio
Ornado de diversidade, senhor
Desigual, mas nos causa ardor
Verão pluvioso inverno seco e frio
Cerrado, igual vitral, encanto maior
Vento ao vento orquestrando assobio
Súbito, misterioso, da flora mediador
Regulai os olhos, ao olhá-lo vadio
De repente é tudo aos olhos, sedutor
E ao encanto, presságio e arrepio
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
2017, junho
Cerrado goiano
APENAS UM VERSO (soneto)
Enquanto o dia no cerrado embotava
Em mim cavava o emotivo submerso
Dos porões dos medos que eu meço
Nas incertezas, que dá sorte brotava
Na aridez da saudade, ali disperso
No soluço d'alma a sofrência rolava
E na linha da recordação eu deitava
Aí, o sertão se tornava meu universo
Neste vazio a solidão por mim urrava
O destino rimava quimeras no averso
Então o coração amortecido chorava
Assim, eu com um olhar transverso
Devaneava sonhos, e lacrimejava
Pedaços de mim, forjando o verso!
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
2017, julho
Cerrado goiano
Sou mais que um biólogo, mais que um psicólogo, pois além de entender o seu corpo consigo mexer com a sua cabeça.
Você escreverá sua história de várias maneiras. Nunca se preocupe com a história. Você tem apenas uma.
Que não nos esqueçamos disso: existe de fato um ser humano dentro da farda dos soldados de ambos os lados da guerra.
A natureza é um luxo, mas acaba virando lixo nas mãos daqueles que abusam dela sem pensar no futuro.
Mister M
Um homem normal
Com uma vida normal
Em uma casa normal
Com uma família normal
Nada em especial
Mister M
Pobre criatura
Sempre tão normal
Sempre foi normal
Sempre e toda vida
Mais era feliz
Em uma vida normal
Infeliz daqueles que não dão valor a família com carinho, amor e respeito, e pensam que a vida é um parque de diversões, passam a vida brincando com os sentimentos das pessoas fazendo-as sofrer, por puro egoísmo, estes não se importam com as leis divinas e não amam a Deus, pois as vicissitudes é o que lhes mais importa, doa a que doer, e assim vão vivendo infrutiferamente, semeando espinhos por onde passam e no final da vida morrem sem ter florescido no amor de Deus.
Vai ser difícil vermos um mundo justo, na realidade quase que impossível, mas podemos ser justo em nossa vida...
Um grande beijo em seu coração.
Perazza.'.
A beleza o lado estético também existe em todos e qualquer um ate velhinhos saber ter seu lado estético essa coisa de prepara-se para o que é belo e para animal que vive em cativeiro e se tira raça cada um tem sua beleza e esta e infinita pois até as aves e flores tem sua beleza alguns vêem outros não.O valor do belo é saber de seu próprio.
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