Sempre
Sempre engendro
milhões de enredos
onde fugiremos
para um misterioso
paraíso perdido
no meio do oceano,
Juntos morreremos
de amores pela Lua
e acenderemos todos
os luzeiros da noite,
Para revivermos
a utopia romântica
dos beijos doces,
abraços quentes
e nas estradas
infindáveis do prazer,
Juntos em grandes
cenas sem platéia
e de dar inveja,
sei que iremos viver,
Não importando com
o tempo que for demorar:
esse luxo vou me dar
de para ti ser e pertencer.
Não tema o escuro,
sempre quando
o teu coração for puro,
possuirá a mais
sublime iluminação.
Na noite silenciosa
a galáxia próxima
desceu venturosa
ao alcance das mãos
e afagou a vegetação.
Não pare de sonhar,
e sempre quando
houver algum peso,
ele será o teu
divino aconchego.
Na noite enluarada
quando me tomares
por tua amada,
serei a tua galáxia
a brilhar alinhada.
Alamandas amarelas
nos meus cabelos,
são como sinais
de rebeldia e revolução,
porque o tempo passa,
e quem é de amor, não.
O poeta sempre
sabe o que fala,
mesmo quando cala,
A noite vem estrelada,
ela surge enluarada,
O cio poético rompe
o diligente e a noite silente.
Drummond que não é
nada bobo indica o caminho,
Ele estalou os dedos e provou
que o amor é bicho instruído,
Meu bem, não te aflijas,
todo poeta também
sabe ser companheiro.
Este desejo aqui em versos
é completamente faceiro,
esse teu ir embora
querendo voltar prova
que o amor bate na aorta,
Ele bate na porta sem
a gente sequer esperar,
e muito menos despertar,
O amor vem delicadinho
na ponta dos pés,
pronto para te amar.
Drummond veio ao mundo
como poeta para provar
como o amor é bom,
Na verdade todos cantam
e dançam essa cantiga
de eira nem beira,
Todos os homens
que usam óculos
deixam o amor tirá-los,
Todas as mulheres não
resistem em não deixar
de ficar com as saias suspensas.
O amor também não
deixa de ser um animal arisco,
Mantenha-no preso ao cangote,
e seduza-o com táticas feiticeiras,
Capriche no jardim
de alegrias suspensas,
e me vire do avesso com as tuas seduções intensas.
Toda a ditadura sempre
começa reprimindo
a liberdade de expressão,
povoando a sua mente
com duros espinhos,
cortando os laços afetivos
sociais e com a tua Nação.
A poesia rompe silêncios,
é caos, aquietamento
e vive andando pelada
rebolando na tua mente
sem nenhuma negociação.
Todo o poeta não deixa
de ser um iluminado pela Lua
quando ocorrem na vida
os mais obscuros tormentos,
é sempre aquele que quer
todo mundo andando
o tempo todo amado pela rua.
Se este poema te incomodou
é um sinal que tem alguma
coisa de muito errada
que por muito pouco
te fez perder a cabeça.
Quando você se sentir
sem paz ou sozinho,
a oração e a poesia,
são as únicas amigas
que silenciosas
nunca te abandonarão,
e em teu socorro elas virão.
Para manter-me com
o mel das palavras
até você vir a mim,
do repousar ao despertar
sempre tenho-me valido
de tão fino erotismo
no mundo que colocou
o amor em olvido,
e se esqueceu de como
tão bom é o romantismo.
Por isso vivo mantendo
o meu coração ardente
tal qual fogueira que
não se apaga em noite
de luar e de estrelas
até quando o destino
colocar nossos passos
reunidos e alinhados
no astronômico caminho.
Não tenho mais olhos
para ninguém na vida,
apenas para os teus
que valem pelo poente
deitado sobre a duna
do deserto inaugurando
o fascinante Universo,
e me fazem te esperar
em prosa e verso
o tempo que for preciso.
o compromisso há de ser
sempre com o nosso amor
e esforços concentrados
para buscar não tropeçar
nas armadilhas ocasionadas
pelas palavras mal empregadas
para que não haja distrações
na selva de pedra de distorções
silenciarei só para ouvir
nossos batimentos e respirações
voto firmado com o quê
é celestial e a maneira sutil
como fusionaram seis galáxias
não será difícil unir corações
como se fundam pátrias
na primavera das emoções
e enquanto você não vem
orgulho-me de unir casais
pela letra feita de fibra
provando intrépida e retinta
que amar nunca é demais
assim pactuando com o luar
todo dia e com a beleza
para quando a vida voltar
a nos encontrar para fazer
do teu coração lugar de morar
e do meu o teu refúgio ímpar.
Sempre acreditei naquele clichê de que nunca era tarde para nada na vida. Agora na maturidade desfiz a crença e hoje tenho a certeza de que o quê é tarde demais existe para vários setores da vida. Nunca permitam que o tarde demais bata na porta de vocês.
Crítica sempre. Desonesta intelectual nunca. Nacionalista e latinoamericanista romântica eternamente.
O ser humano tende sempre a contestação. O ser humano adora desafiar as proibições, para que tal não ocorra é preciso estratégia e muita educação.
Que ninguém se importe,
não veja ou não creia:
continuo sempre a mesma.
Sou a poesia desta cidade,
traçando rotas que tragam
você em alta velocidade.
Sei que você não é mais
o mesmo de antes,
e me deseja de verdade.
Vem em ti surgindo muito
antes do Ano Novo
Lunar imparáveis desejos.
Por adivinhação algo diz
que todo o dia você tem
me colocado no seu ritmo
para me colocar junto
ao calor do teu peito.
Em fascinante silêncio
desfruto em segredo
a sua capciosa sedução,
porque este romance
como o Sol está se erguendo.
Você escreve com todo o carinho um poema e sempre aparece um que elogia chamando ele de texto poético, quando não é a mesma pessoa, não me importo, até porque ninguém nasceu sabendo e a gente tem que ser tolerante.
Um poema é um poema, embora tenha o seu texto poético, só que existem textos poéticos que nunca serão poemas porque carecem da subjetividade que só a poesia é capaz de provocar te levando a transcender da simples leitura para a sua viagem interna onde a estação é o seu coração e os vagões são os teus sentimentos.
Quando identifico a insistente conduta de chamar os meus poemas de "texto poético"
como exemplo retribuo da seguinte forma:
"Obrigada por apreciar o meu poema composto de tetrassílabos e redondilhas menores".
Não gosto de fazer isso, mas quando percebo que tem gente que escreve isso para implicar, faço sim!
Fale de amor sempre
que for preciso,
Jamais abra a mão
de falar de amor
por mais que o seu
coração tenha sido partido.
A política quase
sempre é necro,
a poesia nunca;
Prefiram a poesia
porque a política
nunca deu certo.
Onde há poesia
sempre haverá
sonho e alegria,
Este poema não
é qualquer poema;
É um poema cheio
de fé na vida,
Com galope e rima.
É uma dedicatória
aos poetas da cidade:
Porque sempre
que houver poetas
haverá liberdade.
Com os olhos buscando
na imensidão do oceano
as crianças de Marrocos,
Sou sempre a mesma
contra a correnteza
num mundo que piorou;
A Lua das Flores floriu
sobre nossas cabeças
e caem frias as pétalas.
A espera de Saturno
choro o silêncio
dos órfãos do meu país,
Tem gente que crendo
nas próprias mentiras
faz outros escreverem
poemas de protesto;
O poder seja na Colômbia
ou no Monte Everest
se nutre do ódio a juventude,
Dos escombros da guerra
pavimento o regresso
as origens que algo me dizia
que algum dia as encontraria;
O nosso amor será a lei,
universo, éden e religião,
e contigo nele me encontrarei.
