Sempre
PIANO
SEMPRE que eu ouço o aveludado som do Piano ao pé do meu ouvido
Eu me lembro do seu sorriso sincero,
E me dizendo coisas que eu nunca imaginei ouvir.
Sinto bem perto o calor do fogo que nos incendiava;
A pouca luz que alumiava a escuridão como uma vela.
Lembro dos teus olhos de anjo
Olhar que misturava paixão com prazer.
Doce amor de uma magia Divina.
Ainda sinto o amor que me movia naquelas noites com chuvas.
Posso ver esculpido no teu rosto a inocência de uma Flor;
E a malicia de uma menina;
Ainda me lembro bem das promessas daquela noite.
Ao som de Piano misturando o sabor do teu beijo com vinho e sedução;
Som que invade a alma, beijo que me enlouquece de prazer,
Amor de uma paixão incandescente;
Luz e calor de uma mulher.
Mulher que eu amo.
Mas ela já se foi;
Mas vive em mim, sempre.
Sempre que ouço o aveludado som do Piano.
Espero não me sentir assim para sempre...Tomara que tudo volte logo ao normal e que a realidade seja restabelecida. Não que o ontem seja melhor do que o hoje. Dele só me resta o esquecimento. Necessito que o dia de hoje faça sentido como fizeram os dias de ontem. Pois o propósito do passado é simplesmente ser esquecido. Sendo assim esse momento não será mais lembrado. Eu por minha vez, posso seguir em frente.
Senhor, dá-me alma para Te servir e alma para Te amar. Dá-me vista para Te ver sempre no céu e na terra, ouvidos para Te ouvir no vento e no mar, e mãos para trabalhar em Teu nome.
O que me impressiona em Jesus é este apelo a ir sempre adiante. Pode-se dizer que o elemento estável do cristianismo seja precisamente essa ordem de nunca parar.
Os elogios são como a moeda falsa, que não empobrece a quem despende, mas ilude sempre a quem recebe.
O que eles falam sobre o jovem não é sério, não é sério
Sempre quis falar
Nunca tive chance
Tudo que eu queria
Estava fora do meu alcance
Sim, já
Já faz um tempo
Mas eu gosto de lembrar
Cada um, cada um
Cada lugar, um lugar
Reflito sobre essas coisas, e como sempre, nosso tempo juntos retorna à minha mente. Relembro como tudo começou, pois agora essas memórias são tudo o que me resta.
Deverás tomar cada fracasso como princípio de triunfo, sempre que dele extraias o elemento que te faltou para vencer.
Sempre achei que o AMOR tinha o formato de um CORÃO
Mais na verdade, Ele tem o Formato de uma CRUZ ...
Se o meu travesseiro falasse ele te diria que sempre que a minha cabeça ali encosta é você que invade a minha mente.
Sempre há tempo, mesmo quando você acha que não há mais tempo… Há tempo para entender que a felicidade não está nas coisas que possui, e que ninguém é capaz de trazê-la até você. A felicidade é um estado do espírito que reflete toda a alegria contida na sua alma.
Há tempo para aprender que pedir perdão a alguém não é sinal de fraqueza; é um gesto nobre de quem sabe olhar para si e reconhecer os seus erros; e que os fracos são aqueles que não sabem pedir perdão, porque não admitem os seus erros e tampouco aprenderam a reconhcê-los.
Que amar não significa ter alguém, muitos têm alguém, mas nunca souberam o que é o amor verdadeiro. E com o tempo você aprende que na maioria dos casos o amor verdadeiro só acontece uma vez, mas que isso não significa contrato de casamento.
Há tempo para recomeçar, mesmo quando não se acredita em mais nada; às vezes é melhor recuar do que seguir a adiante percorrendo o caminho errado; para perceber que a vida é uma obra inacabada e que por isso é melhor viver da forma que se pode, mesmo que não vá muito longe, do que deixar as preocupações consumirem os seus nervos.
Sempre há tempo para perceber que não adianta medir forças para ter o domínio da razão; isso não lhe levará a lugar algum; e que há mais dignidade em unir as forças em prol dos objetivos comuns. Que o amor que você tem por alguém, não é maior nem melhor, é apenas uma das formas de expressá-lo. E que perder uma batalha, não significa perder uma guerra. As guerras são uma sucessão de batalhas e na vida um dia você ganha e no outro você perde, mas nem por isso vais fugir à luta. E não importa quão nobre sejam os seus sentimentos com relação aos outros. Algumas pessoas não sabem expressar o que sentem e outras, simplesmente não sentem. Mas isso não o impede de ser nobre e respeitar os sentimentos alheios.
Com o tempo você descobre que ninguém é tão bom ou tão ruim quanto lhe parece ser; muitas vezes nossos sentidos nos enganam. São apenas pessoas como você, tentando transitar pela vida. E o que determina o grau de cada coisa é o seu posicionamento diante dela. Lembre-se que posicionar-se não significa ser rude, intolerante e cruel. Há uma grande diferença entre autoridade e dominação. Os grandes diante da vida são aqueles que souberam se posicionar usando somente a amor e a generosidade.
E sempre há tempo para aprender a enxergar a vida como uma grande ponte para o autoconhecimento, mesmo sabendo que o passado já foi; o presente é agora, e o futuro é incerto. Não critique demais, não perca seu tempo se lamentando. Aja, reaja, lute e viva cada instante. Seja generoso sempre, saiba reconhecer seus defeitos porque, embora não pareça, ainda há tempo de transformá-los em virtudes. A ação modifica, a reação impulsiona, e a vida corre junto com o tempo. E o tempo? Ah… Esse sim é senhor de si mesmo e não pára esperando que você conserte tudo, para voltar a ser determinante. Ele é implacável. Mas mesmo assim, sempre há tempo…
"Te amo demais e sempre que precisar estarei aqui!"
95% é falsidade.
É por isso que poucas pessoas me encantam.
Não gosto de muitas pessoas, não consigo,
nem faço questão, o pouco que tenho me basta.
Tem gente que gosta, tem gente que não gosta.
E eu não consigo nem dormir de taaaaanta preocupação...
(...) todos os relógios estão parados, não sei se é ontem, se hoje ou amanhã, se é sempre, e nunca mais, estou solta aqui, completamente só, não há relógios, não há relógios e o tempo avança liberto, sem fronteiras nem limitações, uma bola de arame farpado, o sentimento vai se adensando em mim, transborda dos olhos, das mãos, sai pela boca em forma de fumaça, sinto meus lábios ressequidos, machucados, o gosto amargo, a bola cresce estendendo tentáculos, no meio dela eu me encolho cada vez mais, presa num círculo que cresce até explodir na vontade contida de gritar bem alto, bem fundo, rouca, exausta, correndo, esmagando as folhas de um outro outono, de um outro tempo, ainda este, o tempo, o outono, a tarde, o mundo, a esfera, a espera em que estou pra sempre presa.
Caio Fernando Abreu, in Inventário do ir-remediável
