Sempre

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0181 "Sempre tive dúvidas (e continuo) sobre essa coisa de Extraterrestres querem mesmo se comunicar. Se quisessem, já teriam desembarcado em Copacabana, ao meio dia. Poizé!"

0204 "Geralmente sempre tem algo ainda pior. Exemplo: 'Crepúsculo ao cair da tarde' é ainda pior do que 'chover no molhado'... Muito pior!"

0213 "Sejamos ou 'sejemos' sinceros: Uma das nossas diferenças é que você sempre alega falta tempo, enquanto em mim o tempo sobra!' "

0220 "Sempre que alguém vem com a papagaiada do 'Imperdível', eu mostro, sem esforço, que não há 'Imperdível' para Mim. Nem papagaiadas semelhantes!"

0229 "Meu Cunhado reclama que está sempre na pindaíba porque o dinheiro não quer nada com ele. Já ele não quer nada com o trabalho, sou eu quem diz!"

0250 "Usufruam do convivio e estejam sempre com os poetas. Eles nos mostram a vida, como não a conseguimos ver!"

A Uruvalheira outubrina
em florescimento onde
a ventania faz cantiga
e a paz sempre convida


Anuncia a melífera
pretensão toda risonha
de não ser efêmera
de ser completa e sedutora

Tentadora e toda feita poesia
mais que o pão de cada dia
queiram uns e outros não
garantir a total satisfação
com o fiel compromisso
de trazer calor para o coração

Nem sempre a verdade
corresponde a realidade,
Nem toda a Taioba foi
feita para se alimentar,
Em tempos de disputas
de narrativas prefira ficar
com a poesia porque
com ela possível conversar,
O tempo é precioso demais
para permitir em vão gastar.


[[[Não insista ter razão;
melhor é parar de guerrear!]]]

Sempre que houver divisionismo
o poeta pelo fato de existir,
alguns com ele irão se incomodar,
sem mesmo por eles procurar.


Ele é quem tem a ousadia de fechar
a porta quando alguém fizer
a cortesia para a guerra entrar,
e muita inspiração para encorajar.


Ciente que a poesia é feita de pausa,
para a cada novo momento respirar,
o poeta quando cala a poesia vira mar.


Com ou sem licença poética,
não receia por nada a palavra partilhar:
como as sementes dos ipês a se espalhar.

Deus acima de tudo, de todos os lados


e em todas as nossas direções,


Ao recordar sempre o Rukun Negara,


ao respeitar a Constituição


e na lealdade ao Rei e à Nação,


Não há melhor caminho


a ser percorrido pelo coração


para preservar e construir


os sonhos com total retidão.

Enraizados na terra,
sabemos quem somos,
da onde todos viemos,
no final sempre ficamos,
e não nos impressionamos
com quem usa da ideia
de estar acima de nós.


Uns são aquilo o quê
deixaram para trás,
São sempre eles que
provocam apagamento
para ter como aliado
o nosso esquecimento.


O quê se comunica
nem sempre na vida
é tão profundo assim
ou é um Cajá-mirim
cheio de frutos doces.


Não se aceita a opção
que na foz é arriscada,
porque do dia para a noite
nunca cria ou se faz nada.


Por isso é importante
lembrar o quê se passou,
e o quê se conquistou.

Sempre que me calei
é porque fui calada,
e da mesma maneira
quando decidi partir
de alguma forma
é porque fui partida,
Não largo ninguém
no meio do caminho
ou até mesmo sozinho
a não ser que algo
tenha acontecido
ou tenha dado motivo
para não ir seguindo.


Depois do inverno
que me foi oferecido
ou quando não há
mais nenhuma opção
para permanecer,
Sempre elejo partir
para seguir inteira
e ao mesmo tempo
aparentemente presente,
Em nome daquilo
que não quero perder,
e por crer que tenho
ainda muito prá viver.


A minha natureza
íntima e enraizada
- nunca por nada -
deixou de ser cultivada;
Porque o meu espírito
é de Capinuríba nativa;
e renascerá ainda mais indomado,
todas às vezes que for quebrado,
e até pelo bico de um pássaro.

O sussurro que cruza e roça
a fantasia na madrugada alta
que jamais pode ser recusada;
Sempre que vir acompanhada
escorregadia com a mão-boba,
e uma boa proposta indecente.


Para que as auras entrelaçadas
a meia-luz cumpram afinadas,
brindando solenes e íntimas
o supremo, o indecoroso,
e o pio desejo incontrolável...;
por amor, concessão e eflúvio.


Para de delíquio em delíquio,
sem nenhuma ambiguidade,
sem dedos com a latência,
cumprir fielmente o pacto
com a tentação da boa colheita,
para obter o melhor sabor
de Jenipapo, sem pudor,
Sem tabu e sem nenhum véu,
tornar tudo em nós livre e permitido;
pela via plena da insinuação
conquistar e celebrar o afrodisíaco.

Quem tenta controlar todos os caminhos, quase sempre deixa de perceber para onde a vida está querendo levá-lo.

Pepita de Oliveira

Sempre que o Rio Itajaí do Norte
corteja a nossa Mata Atlântica,
é ali que me encontro no meio
da Santa Catarina romântica.


Ouço o seu nome nome Hercílio
no murmúrio da nascente
em Papanduva e na foz augusta
do Rio Itajaí-Açu sob o Sol ou a Lua.


Desde que me dou por gente
tenho neste rio o sustento,
e o sentimento pertencente.


Porque sou o Rio Itajaí do Norte,
e ele também me é por sorte,
é um amor sereno que dele só viverei.

Sábado de Aleluia


Eles já foram perdoados
porque não sabem o que fazem,
mas sempre fingem que não.
A memória da cruz vazia
querem forçar que
pela forca seja substituída.


É sábado de Aleluia!


Há quem confira confiança
em guerras movidas por
inimizades imaginárias.
Existe até quem ache
belo e moral cobrar
sobre o esterco taxa.
Não pense que estou
fazendo nenhuma piada.


É sábado de Aleluia!


Embora uns estejam vivos,
mortos estão por dentro
ao interpretar que existe
justificativa o suficiente
para acabar com gente.


É sábado de Aleluia!


Não há mil ressurreições
de Cristo que tragam luz
para quem entenda
que existe aplicação
de pena de morte
em territórios ocupados.
Permanecer entre
os cúmplices e os acovardados
daqui pra frente
não será difícil de prever
o futuro — infelizmente.


E ainda só é sábado de Aleluia!

Nasce ali em Pomerode
e encontra o Itajaí-Açu
sempre em Blumenau,
É o Rio Testo que leva
o nome das cerâmicas
partidas encontradas,
e beija com muito amor
as amorosas matas
trazendo vida abundante
para toda a nossa gente.


O Rio Testo é testemunha
viva da história da gente,
quero honrar cada gota
com gratidão eternamente.


Quanto mais cuidamos
do rio mais ele retribui
com amor infinitamente,
ele merece o melhor fielmente.

Cascata do Salto


Com o espírito amoroso
que caminha por Rodeio,
continua sempre intenso,
Mantendo o coração alegre,
e não tem nenhum segredo.


Segue por São Pedro Novo
cantando as canções
de outrora das Nonnas
relembrando as emoções,
até a Cascata do Salto
no mais quente dos verões.


Eis a poesia de queda d'água
com mil razões e inspirações
concedidas pelas estações,
pertença, amores e paixões,
por morar em muitos corações.


Orgulho de ser você mesmo.

O firmamento do céu de abril
ilumina para demonstrar que
nem sempre é regra ou flâmula
de deterioração o silêncio
mesmo diante do que é grave,
A bondade e a tolerância
não são diferentes de tudo
o que têm os próprios limites.


No final tem mesmo a ver
com o histórico injustificado,
prolongado e sistemático
de hostilidade contínua,
que tem a capacidade
de manter viva a simpatia.


Embora buscando a tentativa
de cavar uma culpa moral,
Onde nem nunca houve
na realidade o porquê
nem nunca foi sequer real.


O distanciamento protetivo
e a dívida moral invertida,
levaram à tona e sem disfarce
para serem publicamente lidos
que entre os interessados
não mais sequer existem idos.


Não aprenderam com o passado,
ignoraram efetivamente o ditado:
"Quem procura acha",
Perdendo a autoridade da queixa,
ao terem desfeito da boa fé alheia.


Florescidas como laelias de outono
a apatia reativa e a erosão da empatia,
fazem parte do ciclo natural,
Principalmente quando a linhagem
arriscou a própria vida,
e em troca a ingratidão e a ofensa
se transformaram de forma sistemática
e ofertaram como banquetes prolongados.

Sentir a brisa do Oeste Catarinense
sempre que cruzar a estrada,
Não esquecer da resiliência
da imigração italiana;
do que Nossa Senhora mostra,
e jamais nos engana.


Enlevar a memória da sobrevivência
do Vale do Contestado,
das lavouras às criações;
Viver de sol a sol com o peito
apaixonado pelo povo,
e festejar com quando
chegar a Festa do Colono.


Sob a benção do Rio do Peixe
lembrar que um dia foi Capinzal,
e se ergueu como Ouro;
Banhar-se nas águas termais
valiosas como um tesouro,
e derreter-se de orgulho.


Agradecer constantemente
por ter chegado, nascido
ou escolhido neste lugar
viver n'amplidão das aves a voar,
que é todo feito de beleza,
para amar, respirar, serenar
e com tranquilidade para morar.