Selar Amor

Cerca de 236652 frases e pensamentos: Selar Amor

⁠PEDINTE (soneto)

O verso pede poética. A poética pede casos
O amor pede o olhar, o sentimento sensação
Dos admiráveis enredos dos anelados acasos
Da enredada existência do reiterado coração
Quem se apaixona pede paixão, pede ocasos
O beijo pede relação, e pede, o afeto, junção
Pede o toque o arrepio. Carinhos sem prazos
E o amante pede pra ser amado com atração

Quem sonha pede imaginação. Pede loucura
Quem não? E pede na ternura aquela doçura
E o infeliz pede ao destino que não o reprima
O verso, também, mantendo o mesmo padrão
É sentimental a pedir o acréscimo de emoção
Fornecendo ao versejar emotiva pedinte rima.

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
25 junho, 2025, 18’51” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠“Lo confesso“ (soneto)

Os versos de amor que não lhe cantei
Aquele poema tão terno que não o fiz
Por achar que era sabido o que te dei
E que todo meu sentido lhe era servis
Passei pela saudade e de ti não serei
Vi que foi mesmice, pois teu olhar diz
Mas em cada verso no versar te porei
Registrando o quanto, então, te quis!

Mas agora é tarde, apenas sensação
Não mais sinto uma delirante paixão
Revelo-te sem quaisquer nostalgias
Leia-me com os olhos do sentimento
Pois, são confissões sem sofrimento
Que deixei abafadas noutrora poesias.

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
18 julho 2025, 20’09” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠AMOR QUE FREIMA (soneto)

Versos meus que chamei de ilusão
Devaneios, mas cheios de sentido
Suspiro, sussurro, na dor escondido
Versos meus a que chamei paixão
O ardor cultivei, tive sofreguidão
Também, de afeição fui servido
Nesta versificação estive aluído
Ora cá, ora acolá, varia emoção

Romantismo na rima foi colocado
Onde o meu versar fica debruçado
A espiar o existir a se movimentar
E direis, versos meus, ainda teima?
Como negar a um verso apaixonado
Se meu canto tem amor que freima.

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
24 julho, 2025, 19’56” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

As montanhas movem o amor. As montanhas derrubam o amor. As montanhas criam o amor. Resumindo: a essência está nas montanhas.

Inserida por risomarsilva

Para que o meu dia não seja totalmente perdido, escreverei um poema. Falarei de amor. Paixão. Solidão. Algo que deixe meu coração mais patético. Mais corroído. Mais solitário e banal.

Inserida por risomarsilva

O amor, mesmo que controverso, é a razão que move as pessoas.

Inserida por risomarsilva

Sempre tive minhas reflexões sobre o amor, mas de repente resolvi não mais fazê-lo. Há coisas que se explicada, perdem seu verdadeiro sentido.

Inserida por risomarsilva

'PONTO PARÁGRAFO'

O amor perde-se no vento e
as vicissitudes da alma afaga o coração.
A releitura da arte que criamos
vai desmaterializando às minguas até o ponto fulminante.
Identidade sem labirinto.
Período de sobejos,
sem beijos.
E as novas formas abrem uma cortina
dilacerada em preto e branco.

Época dos grandes sismos em
que gigantes descobertas chegam de rotina,
afunilando a luxúria,
a soberba, a arrogância.
Tempestades gritam ao ouvido
verdades rejeitadas.
A apreensão silencia a voz.
As noites ficam inquietas
falando dos desejos já amaldiçoados.

É a nova 'lei dos contrários' que chega de supetão,
águia sem visão,
indagando-nos dos zigue-zagues traçados.
Tudo passageiro!
O grande livro tornar-se inautêntico
com suas páginas rabiscadas.
E o tremor das mãos que não para,
interrompe as novas páginas que estão no porvir.
E o 'tudo' totaliza-se no utópico
com seus amores e injúrias, poemas mórbidos,
fragrâncias esquecidas: penúrias!

Inserida por risomarsilva

'INACABADO'

O amor passou.
Vertiginoso.
Modesto nas suas facetas.
Com ele,
Fomos juntos.
Escalamos montanhas.
Desafiamos o poder da admiração.
Olhamos nos olhos,
Recitamos palavras expressivas.

As lembranças
Que [ele] nos esculpiu,
Perpetuam um passado presente.
Falou tanto e,
Como um raio,
Partiu sem direção.
Construiu o impossível
E disse adeus,
Deixando nossas almas inacabadas,
Soltas aos ventos...

Inserida por risomarsilva

'PRECISAMOS DE UM AMOR'

Que venha com a neblina
Que venha sem perguntar
Que venha sem cortinas
Que venha equalizar

Do tamanho do pulsar
Do tamanho do mundo
Do tamanho peculiar
Do tamanho profundo

Que transforme vida
Que transforme solidão
Que transforme avenidas
Que transforme coração

Que deixe o 'eu' empirista
Que deixe o 'eu' jesuítico
Que deixe o 'eu' futurista
Que deixe o 'eu' místico

Que tenha degraus
Que tenha lucidez
Que tenha litoral
Que tenha solidez

Para colar na emoção
Para colar na geladeira
Para colar nas mãos
Para colar na lareira

Inserida por risomarsilva

Tempos atrás, José era infeliz porque não tinha um amor. Depois que conheceu Ana, seu único amor, José continuava infeliz.

Inserida por risomarsilva

'O amor é meio louco, meio lúcido. Nós o carregamos na intensidade que podemos compartilhar. Cada qual com seu peso, mas sem medida exata.'

Inserida por risomarsilva

'AMOR MACRÓBIO'

Sinto o amor de uma forma
tão errônea, tão moldada,
tão sonhada, tão tristonha.

O amor que outrora voou.
Outros estão florescendo.
Não cabem no peito da dor!

Mas sinto-o das formas tão
variadas. Redondo, quadrado,
túmido, medonho. Ah amor!

Sinto-te ainda sepultado.
Fulgente nas estrelas!
Antiquado nos enamorados.

Quero-te amigo, opoente,
dormindo, acordado! Tônico
e dormente. Hesitando as
tantas moradas em mim...

Inserida por risomarsilva

Reconhecer e cultivar o amor já é o suficiente, não precisas defini-lo.

Inserida por risomarsilva

'FALANDO DE AMOR...'

És sublime,
tornando-te árvores de ambições,
sensações,
almas.
Metamorfose na rotina infindável.
Chama nas incontáveis tempestades,
magias...

Custoso falar de amor.
Centenas de ramificações,
definições.
Como expressar o que tentamos definir por toda uma vida?
Inacabável na alma,
incitando poetas,
artigos,
poesias...

Inserida por risomarsilva

'TEMPO, AMOR E MORTE'

Era tão apaixonado. Inclinado por que o tempo não passava. Agora abestalhado, tudo relampeja. Contagem regressiva para os pulmões. Coração pragmático e tão irreal. A vida vai ficando no tempo, abstrato como o ontem...

O Senhor 'Tempo' trouxe tantos amores. As dores só após as partidas [que são muitas] e quando os olhos inclinarem. Dizíamos: 'temos todo o tempo do mundo e um amor para balançar a sorte.' Hoje, reduções vitais, recortes ...

Domingo. Oito da manhã! O amor está dormindo, ainda não acordou para alegrar o lar. Viverás até quando nessa cama? A madrugada ventura calafrios. Sem brio, presos num trânsito ininterrupto e fugaz...

Aprenderemos a lidar com a morte? Nessa recusa do próprio tempo, tínhamos sentimentos e amor, mas com o tempo, quase tudo esvaiu-se pela terra. Mudou. São as leis da natureza sentidas na pele...

No tempo de escola, aprendemos que tudo 'nasce, cresce e morre'. Faltou ensinarmos a amar, coragem para a aceitação do tempo e nas seguidas mortes que nos vêem. Pensava-se: é apenas uma questão de tempo...

Aprende-se: o amor é imortal! Sem nunca termos nascido para tal. O amor vai andando de mãos dadas no tempo. Até que a morte nos separe tênue. Nascemos com o choro e morremos agonizando. Precisamos aprender a viver e aprender a morrer pacificamente. Aceitar o amor no seu tempo, como se fossemos imortais...

Inserida por risomarsilva

'CONVICÇÃO'

Ele tem fé em dias melhores
Mosteiro e solidão
Virou elo falando de amor
Forte tal qual as correntes entrelaçadas
Não se precisa de templo para cultivar o que de melhor temos
Tampouco de falácias erguidos pelos homens
O amor está na alma serena
E ninguém tira-lhe essa imensidão para o mar...

Anda descalços e de mãos dadas
Sem importar-se com castelos de areia
Finca trilhas a cada amanhecer
E não se deixar levar tão fácil como as folhas soltas de verão
Areia molhada nos pés [é essa a sensação]
Desvenda caminhos com uma única razão:
A vida e os seus sinos!
Badaladas nas horas vãs [outras certas]...

Já não basta as convicções sem o frio cervical
A criança ainda chora adulta
E as estradas
jangadas para um novo mundo
Trás crenças
Mitos
Sorrisos
Procuras...

Inserida por risomarsilva

'FALTA...'

"José era infeliz porque não tinha um amor. Depois que conheceu Ana, seu único amor, José continuava infeliz."

Tempo frio. Lembrei da frase acima e estive me questionando: - para onde as pessoas caminham desenfreadas, e o que elas tanto procuram? Lembrei de um amigo professor que chegara ao topo da profissão, desabafando que 'estava meio perdido sem saber mais o que fazer!' E que 'faltava-lhe alguma coisa para preencher o vazio.'...

As pessoas, ou quase todas sentem algum tipo de falta. E nesse contexto, lembrei de uma frase de Marcel Proust que fala 'só se ama [aquilo] que não se possui completamente.' Em meias palavras, depois que se chega ao topo, os 'sentidos se perdem', seria isso? Aqueles cinco anos suado e o carro não faz mais sentido: a tinta esbranqueceu, arranhaduras tornaram-se perceptíveis..

José sentia falta de um amor. E quando falamos de falta, isso nos remete a certos sentimentos/sofrimentos. Ana não foi o suficiente? Sim! Talvez sim. Talvez não. A verdade é que ela preencheu um dos vazios, existem outras centenas a serem preenchidas. O lóbulo é temporal...

José continua a andar desesperado nas suas buscas. Depois de tanto tempo, percebera que outras brechas fora aparecendo. Ele não desiste! 'Sentir falta' faz dele 'José.' A infelicidade é só um ponto de vista e as faltas que tanto lhe corrói, faz parte do paradigma humano....

'A infelicidade caminha ao lado do homem. Isso faz dele brilhante, gigante, diamante, fértil e generoso..."

Inserida por risomarsilva

'SÍNTESE'

És síntese
Amor maior
Resumo e explicação...

Sorriso coerente
Parte que faltava ao coração
Brilho nos olhos...

Etimologia e paixão
Lógica e efeitos
Defeitos compreensíveis...

És perceptível
Imortalidade arraigada ao sol
Sonho de almas...

Latitude e esperança
Bonança nas tempestades
Apego e decisão...

Com suas alegrias e tristezas
É proeza suspirando mundos
Sibilante na alma...

Inclinação perfurante e calmaria
Doravante pequenino
Filho pródigo...

És esbelto
Franzino e afeto
Filho meu...

Inserida por risomarsilva

'OS ACENOS DO AMOR...'

A amor novamente acena cintilando os escombros
Lençóis embrulhados com nódoas
Tempos de assombros levando os amores de outrora.
O amor sucumbiu,
Despencando os olhares...

Decerto,
O Júbilo momentâneo perfurou corações
Navegando no antes [no agora e no depois]
Ele vai acenando
Nas suas ruas de granizos...

O Amor derrama seus novos espinhos nocivos
Coadjuvante subalterno manda flores
Tornou-se criança,
Cheio de esperança na escadaria de sabão
A visão o fantasma perfura-lhe...

A liberdade carcerária é imanente
O Amor corrói em todas as direções contrárias
E as almas se apaixonam novamente
Fervilhando prerrogativas no almoço,
No café da manhã...

O Amor sequioso agora ganha forças
Partilha alegrias extraordinárias
Mas novamente as maresias cristalizam mágoas,
E vem a solidão no almoço,
Outras fomes no café da manhã...

Inserida por risomarsilva

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