Seja humilde
"Você corta e modela o seu cabelo, e sempre se esquece de modelar o seu ego.”
-Albert Einstein-
Há pessoas assim, obcecadas em dizer “eu tenho razão e você está errado”. Possuem uma necessidade extrema de sempre estar com razão. São mentes com o ego muito grande e uma empatia miserável. São hábeis em criar disputas constantes, acabando com a harmonia do ambiente.
É gratificante demostrar que temos razão, que temos conhecimento da coisa em questão. Não podemos negar que, estar certo, é algo que nos satisfaz, é como uma mola propulsora para a autoestima, e também uma forma para equilibrar a discrepância entre nossas crenças e comportamentos contraditórios.
No entanto, um dos grandes males da humanidade continua sendo essa terrível necessidade de ter sempre razão. É o que vemos em grupos políticos, em países que procuram vender seus ideais: "A minha verdade é a única que importa"
Precisamos expandir nossa consciência, saber que estamos lidando com uma situação séria e critica e que deve haver limites para tudo. Que é fundamental aplicar atitudes construtivas, ter uma visão humilde e um coração empático capaz de apreciar e respeitar os pontos de vista das outras pessoas. Porque, afinal, estamos todos conectados.
Um castelo cheio de medalhas, tesouros e títulos sempre estará vazio sem amor e fraternidade. Não existe rei sem rainha, não existe sucesso sem humildade, é egoísmo guardar para si só o tão magnífico que podemos ser.
Devemos sempre buscar aprendizados novos de áreas variadas, pois é justamente a postura de primeiros passos, no saber, que poderemos administrar com humildade o restante da bagagem que possuímos
Nem sempre o Silêncio é resposta, as vezes a falta de um contato demonstra intransigência, ausência de humildade, de admiração, de respeito e de desejo do Perdão.
Alguém sempre se incomoda quando alguém expõem o que pensa,
por isso são poucos os alguéns que se arriscam.
Se tudo está sujeito a múltiplas interpretações e
nenhuma regra está imune a exceções então vemos como são
sutis as razões e fúteis as competições.
Nossas percepções são únicas, compostas por experiências diferentes,
Elas são como um tecido, uma camada sobre camadas formando noções,
expandimos conforme esse discernimento se desenvolve, mas
de nada valem as noções sem a humildade.
Enquanto não se respeita esse princípio não há como sair do princípio,
o crescimento será uma ilusão cheia de pretensões confundindo os conhecimentos.
A rainha
Conta-se a lenda de uma rainha que viveu num país além-mar há muitos séculos. Sempre coberta de jóias e adornos preciosos que enfeitavam sua vestimenta valiosa, ela não media esforços para atormentar seus servos em prol do aumento da produtividade para saciar seus desejos de ostentar ainda mais a riqueza, ser admirada por todos e tornar-se um exemplo, embora o povo sequer conhecesse o sabor do pão que, em enormes recipientes, eram jogados no lixo todos os dias daquele castelo em que a rainha vivia e de onde raramente saía.
- Nada de útil esse povo pode oferecer-me além do ouro e da seda - dizia ela - para que possa ser dado o tratamento que eu, majestade, mereço. Muitos têm que sofrer para que poucos, como eu, desfrutem do prazer de viver. Essa é a lei! Tenho tudo que preciso: jóias, sedas e um mundo de facilidade e felicidade por isso.
Certa noite, enquanto todos dormiam, um de seus servos bateu à porta de seu aposento e deixou uma carta que dizia:
"Vossa majestade, por favor, com todo seu conhecimento e poder, peço que dê ao povo o que é do povo." Surpresa, a rainha ordenou que os servos trabalhassem mais uma hora por dia e aumentou os impostos da população.
Aproximadamente quinze dias depois, novamente outra carta fora deixada com os mesmos dizeres. A rainha, dessa vez, dobrou a sanção imposta aos servos e ao povo. Assim, passaram-se dois meses; cartas seguidas do aumento de horas e impostos, até que um dia a rainha subitamente sentiu-se mal, sendo constatado por médicos que não resistiria muitos dias devido à sua gravíssima condição.
Em seu leito, reuniu os servos e perguntou quem, durante aqueles dias, deixara cartas solicitando para dar ao povo o que é do povo, bem como o que deveria ser dado. Um dos servos tomou a dianteira do grupo e disse:
"Majestade, sempre acreditei que o que torna um homem rico e um exemplo de vida é o seu trabalho honesto, o reconhecimento de seu esforço e a dedicação com amor àqueles que o cercam. As jóias, os tecidos, nada disso levaremos em nossa trajetória. Gostaria apenas que vossa majestade desse ao povo o que é do povo: respeito enquanto ser humano, admiração enquanto trabalhador e amor como um irmão, pois somente isso nos faz crescer e nos tornarmos admirados, além de ser tudo o que realmente precisamos na vida para alcançarmos a felicidade".
Então, a rainha quase sem forças entregou a ele sua coroa dizendo em tom baixo de voz: "Irmão, vos faço meu sucessor, pois demonstrastes que dentro de ti reina os mais nobres sentimentos! Não fui digna da coroa, mas és digno desse povo!"
Com um delicado desejo de sucesso fechou os olhos e adormeceu para a eternidade.
Ande sempre alegre e bem vestido, cuide das aparências sim, mais se preocupe com o interior também, humildade, prudência e paciência.
Vigiando a necessidade de uns e a caridade de outros, a exploração oportunista busca sempre seus proveitos.
"Você jamais se afastará daquilo que insiste em evitar, porque a existência sempre nos reveste com a mesma tessitura das lições de que fugimos. A verdadeira transformação começa quando deixamos de temer aquilo que nos revela."
