Seja Criança

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O significado do Pré-escolar
O Pré é a ponte.
É onde a criança deixa de ser apenas pequena
e começa a se reconhecer como aluna, amiga e protagonista.
Se o Berçário é o acolhimento
e o Jardim é a descoberta,
o Pré é o despertar.
No Pré, a criança:
aprende a esperar a sua vez
entende regras com afeto
começa a expressar ideias e sentimentos 🗣️
desenvolve autonomia (“eu consigo!”)
se prepara emocionalmente para o Ensino Fundamental
Não é sobre saber ler ou escrever perfeitamente.
É sobre estar pronta por dentro.
"Projeto Gotinhas de Amor que Acolhem "

O aprendizado não é só da criança — é do adulto também, que aprende a persistir, perguntar e continuar mesmo quando o caminho parece difícil.

Entre marés e silêncios,
cada criança, cada jovem,
aprende a navegar.
E quando encontra acolhimento,
descobre que pode florescer
mesmo em meio ao mar.

“Nem toda criança consegue falar o que sente…
Mas toda criança mostra.
Eu transformei histórias reais em práticas pedagógicas para ajudar educadores a enxergar além do comportamento.
Esse é o projeto Gotinhas de Amor.”

Versinho da Autora

Cada criança é uma gotinha,
Brilhando em seu próprio mar.
Umas chegam como ondas fortes,
Outras aprendem devagar.

Há quem navegue em calmaria,
Há quem enfrente a imensidão.
Mas todas carregam consigo
Um tesouro no coração.

Se o amor for nossa bússola,
E o cuidado, nosso farol,
Toda infância encontrará caminhos
Para florescer sob o sol.

Com escuta, afeto e respeito,
Aprendemos a compreender:
Que a diversidade é a beleza
De cada criança ser quem é.

Rosana Figueira
Pedagoga, Escritora Infantil e Especialista em Estudo Infantil

O Espaço Lúdico a Diversidade
No espaço lúdico a alegria tem lugar,
Cada criança pode sonhar e brincar.
Não existe pressa, nem jeito igual de ser,
Cada um tem seu tempo para crescer.
Tempo de aprender, descobrir e criar,
Tempo de sorrir, imaginar e cantar.
Tempo de alimentar o corpo e o coração,
Cultivando afeto, amizade e união.
Entre cores, histórias e muita emoção,
A diversidade floresce em cada mão.
Pois quando o respeito caminha junto ao amor,
Todo espaço se transforma em jardim de valor.
🌻 No seu tempo, no meu tempo, no tempo de cada um,
Brincamos, aprendemos e fazemos do mundo um só jardim comum.

O coração da criança recebe e acolhe as diferenças com mais naturalidade, afinal desde pequeno percebe que na vida, ninguém é igual.

Sempre alerto para o perigo do diagnóstico precoce, de uma criança com um suposto transtorno do espectro autista TEA, para não se tornar uma "sentença" que apaga toda a subjetividade e por seguinte uma melhor comunicação e uma maior compreensão do comportamento inclusivo. O "isolamento" autista não deve ser visto necessariamente como um déficit social, mas como uma forma particular de gerenciar as fronteiras de suas emoções sensíveis na permissão, contato e retirada. O objetivo, não é forçar o contato do autista para com pessoas a seu meio, mas sim respeitar o ritmo individual de cada pessoa e ampliar cada vez mais as possibilidades de contato, quando cada qual, se sentir seguro.

A maternidade de uma criança com transtorno do espectro autista TEA, desde que se percebe, cria uma genuína e intrínseca cumplicidade divina, uma cumplicidade intra-uterina, de mãe e fruto de seu ventre, muito além da compreensão linear, que vai acompanhar a vida toda, mesmo que muitas vezes, a inicio, esteja despercebida ou inconsciente. Como eu já disse uma vez, e continuo dizendo, com a mesma opinião. " Não se busca outro igual para viver a cumplicidade, mas alguém que verdadeiramente, nas palavras da alma, nos complete." A chave mestra da superação está no amor de mãe, e mesmo depois de sua ausência, é pela certeza deste amor que a vida segue em frente.

Faça amizade com uma criança e saberá o significado da pureza de um coração.
As crianças nos lembram do mundo sem máscaras, sem julgamentos, sem pressa. Em seu riso, aprendemos a leveza; em sua curiosidade, descobrimos a maravilha do simples. Ao nos aproximarmos de uma criança, tocamos a essência da inocência e da sinceridade, e redescobrimos dentro de nós mesmos a capacidade de amar com transparência e alegria genuína.

EU - PARTE I


Jovem ainda... talvez...
Ouvi tantas histórias quando criança
Rezei, senti medo, cresci...
Ganhei feridas , perdi tantas vidas
E ainda, vivo, estou aqui.


Jorge Floriano.

A Mãe e o Olhar

Edineurai SaMarSi

Quando eu era criança, a vizinha perdeu o único filho — quase homem… ainda menino.

Eu a observava.
Sempre fui boa nisso.

Depois disso, ela nunca mais foi a mesma.

A casa seguia arrumada,
as portas abertas,
o café no horário.
Mas os olhos…
ah, os olhos…
Eram fundos.
Vazios.

Fazia tudo como antes.
A vida seguia.

Mas, em seus olhos, algo havia mudado.
Não tinham mais alma, não tinham mais vida…
As tentativas de sorriso eram falsas, assim como a vontade de continuar.

Eu me lembrava de antes — da sua alegria, da família feliz — e, com a minha inocência de menina, pensava:
“Logo isso passa.”

Não passou.

O tempo andou.

Cresci.
Tornei-me adulta.
Ela se mudou, mas, quando a via, mesmo de longe, aquele olhar continuava o mesmo — parado naquele dia.

Como se a alma tivesse saído devagarinho
e ido atrás dele.

Eu não entendia…

Até ser mãe.

E perceber que há dores
que não enterram só um corpo —
enterram o mundo inteiro
dentro do peito de quem fica.

E alguns dias…
simplesmente não passam.

O menino e o furacão


Diziam, em silêncio:


"É só uma criança com atraso…
lá no fundo da sala,
com uma folha branca nas mãos."


Eu sei — é o que todos pensam,
mas não dizem.


Estão mais preocupados em embelezar os títulos da deficiência do que em trabalhar,
na prática, a inclusão.


Decoram nomes,
enfeitam diagnósticos,
mas esquecem do essencial:
ver.


Eu nunca tive alunos,
e sim histórias com nome:
Antônio. Bernardo. Daniel. Fernanda. Gabriela…
cada um era único — uma pessoa, uma personalidade, uma habilidade,


mesmo quando o mundo insistia em reduzi-los.


E ele…


O menino da cadeira de rodas,
de movimentos curtos, quase ausentes,
fazia desenhos incríveis que ninguém via —
porque queria a perfeição
e, quando não saía em total sintonia,
por cima do desenho criava um furacão.


Rasgava o próprio céu,
girava sobre o que tinha criado,
cobria tudo —
como se dissesse, sem voz:
“Se não for inteiro, ninguém vai ver.”


E ninguém via mesmo.


Mas eu vi — vi além.


Tentei falar, e ninguém se importou…


Para que dar trabalho,
se ele já estava quieto, ocupado,
com uma folha na mão?


Era apenas um estágio.


E, no fim do dia, havia sempre duas almas frustradas:


A dele —
gritando por reconhecimento.


E a minha —
aprendendo o peso de não ser ouvida.

Dozy di X

Ser criança é viver no paraíso sem escalas.
Ser criança é comer tudo de tudo.
Ser criança é errar o alvo.
Ser criança é cantar semitonando em gritos falsetes.
Ser criança é fazer um golaço com uma bola de meia.
Ser criança é sentir dor e continuar correndo.
Ser criança é tomar banho sem vontade.
Ser criança é brincar de vida real.
Ser criança é sonhar sem se preocupar com o amanhã.
Ser criança é ler sem a mínima fantasia.
Ser criança é crer no nunca.
Ser criança é um caldeirão de verbos, como a sutileza de uma pluma colorida e a veracidade de um dragão preto e branco.

Vamos nos perder no tempo?

Amanhecer o dia com a alegria de uma criança recebendo um brinquedo.

Acordar de súbito, sabendo que o sonho não passou de um pesadelo.

Levantar-se e ver a vida com a sutileza do voo de uma libélula em plena primavera.

Cair da cama e sair correndo para não deixar as coisas boas do mundo acontecerem sem a sua participação.

Sair de casa com a esperança de dias melhores, mesmo com o futuro recente incerto.

Apreciar, da janela, a firmeza e a dedicação de pessoas desconhecidas, porém essenciais no dia a dia.

Vestir-se de amor em todos os momentos e enfrentar, com cautela, tudo e todos.

Ir ao trabalho todos os dias, sem calendário, como se fosse uma eterna sexta-feira.

Ver o mundo, ver a vida, ver as coisas partindo do pressuposto da conformidade entre o que somos, o que temos e o espírito permanente de justiça.

Contemplar entardeceres, viver menos na compulsoriedade e aproveitar o hedonismo.

Rir, cantar e assobiar aquela musiquinha chata que não sai da cabeça.

Perder-se no tempo e voltar ao itinerário sem usar nenhum atalho.

Vamos nos perder no tempo!

Hoje me encontrei pensando na minha versão criança: como aquela menina estaria orgulhosa da mulher que me tornei e dos méritos conquistados. Pois um ser pequeno acreditou em si mesmo, buscou os horizontes da vida e buscou o conhecimento, tendo a dedicação como base e sem esquecer as suas raízes.
Saber que a flecha 🏹 e o arco precisam de foco, disciplina e impulso me fez forte. Caí várias vezes, tirei as pedras do caminho e as carreguei comigo; a cada dia acordo mais sorridente, pois as pedras já estão tomando forma

Por trás de cada criança agitada ou chorosa, existe um incômodo que ela não sabe explicar.

Nunca perca ou deixe de castigo a sua criança interior, porque é ela quem fará a vida ser um pouco mais leve.

É preciso ser educado antes de educar uma criança.

Na época em que era criança eu chorava quando caía e me machucava, hoje não choro nem com meu coração despedaçado, é realmente devo ter crescido.