Seja Criança
Espero que
não seja
pedir demais:
quero ouvir
a canção
do vento
da liberdade,
Balançando
o samán
e o guayacán,
Para voltar
a descansar
com o meu
coração em paz.
Unida ao povo
na Marcha
do Silêncio,
Na fronteira
entre duas
décadas
por Montevideo
em memória
aos desaparecidos,
Já passaram
um pouco
mais de três,
E não se sabe
nem isso ao certo.
Nada mais sei
do triste destino
do General,
Sobre estes
versos nômades
que ele não
me pediu,
e sequer leu:
Sou responsável
por cada um
que venho neste
tempo escrito;
E vou contando
outras histórias
nas entrelinhas
para distrair
enquanto não
há nada esclarecido.
Quando estenderes
a mão para agredir
seja um companheiro
de armas ou a população,
Você vai se lembrar
do meu brio que
não aceita agressão
dirigida a um
filho de Bolívar,
Não conte com
a minha silenciação,
Em mim mora o mesmo
espírito do dia
14 de abril quando
o Comandante voltou.
Do relato do Tenente
preso há dois anos
e sem devido
processo legal,
eis a sílaba sideral,
Porque aqui o quê
está escrito já
virou imortal,
Todos sabem que
muitos filhos têm
sido vítimas dessa
igual falta de moral,
e assim tem sido por
parte daqueles que
os círculos bolivarianos
foram criados em caráter
de organização social.
Quando negares um
prato de comida
copo d'água
ou a caridade,
Você vai se lembrar
deste poema que
fala de liberdade,
e latinoamericanidade.
Não vou parar de falar,
de perguntar e de pedir
pela liberdade do General.
A ambição implementada pela política devasta as religiões seja aqui ou no Oriente. Equilíbrio e bom senso se fazem necessários para não se deixar levar por gente manipuladora e não deixar que destruam o nosso apego ao Criador do Universo e o respeito pelos irmãos.
Seja aqui, no Afeganistão ou em qualquer lugar do mundo devemos ser o milagre da vida uns para os outros.
Seja ela qual for,
arte se responde
sempre com arte,
Censurar jamais
fez ou faz parte;
Preserve a cultura
da tua Terra,
por ser a melhor parte.
Não extradite quem
nunca mais poderá
voltar para o lar,
Não seja cúmplice
do crime de aprisionar
quem é inocente.
Seja por insegurança
pública ou política
aqui na América Latina
há tempos que nenhum
de nós dorme mais,
tenho escrito versos
latino-americanos
com ambição de obter
a reconciliação e a paz.
O General está preso
há mais de três anos,
acusado de instigação
a rebelião injustamente,
não consigo entender
como tem gente que
se mantém indiferente.
Nesta América Latina,
da liberdade do General
ninguém ouviu falar mais,
para todos os pedidos
de liberdade merecida
não há sequer resposta,
e isso tem atormentado
a todos e sem pausa.
O General injustiçado
que há mais de três anos,
continua sem acesso
ao devido processo legal,
deixou como mensagem
o encontro, o perdão
e a reconciliação nacional.
Da tal Nova Era Judicial
não há uma só pessoa
que não esteja a espera,
e como quem deseja ver
o florescimento da cattleya,
peço a liberdade com toda a poética.
Doloroso mui doloroso,
a ambição tem feito
muita gente ficar cegada,
venho percebendo que
seja de esquerda
ou até mesmo de direita
gradativamente
as suas lideranças
vem sendo desmobilizadas.
Um prelúdio de assalto
ao continente,
e eu de mãos atadas,
sem ter voz
e sem poder fazer nada:
a banalização gritante
das autoproclamações
é a radiografia da ameaça.
Parece papo de doido,
o autoproclamado
agora tem embaixada
em pleno governo golpista
da autoproclamada,
e eu só posso assistir
a tudo e nem invocar
o Protocolo de Ushuaia.
Estão aprisionadas as filhas
da filha mais frágil de Bolívar,
porque do povo elas
escolheram ser as mães,
embora toda ainda
muito moças,
e por este amor querem
fazer com que cada
uma delas paguem
com as próprias vidas.
Diante da cena continental
vou dando conta como se
fosse indo de cela em cela
muito próxima dos olhos
exaustos dos carcereiros
que zelam pelas vidas
da tropa e do General
que foram presos
por causa do compromisso
não-violento com
as próprias consciências.
Não quero que os sinos
dobrem por mim, por ti
ou por quem quer que seja,
Antes que seja tarde,
te peço que escute
e guarde este poema:
Não use de critério
seletivo incluindo uns
e excluindo outros
presos de consciência,
Gente como você
me deixa farta
e sem paciência;
Cada um dos presos
de consciência tem
o seu contributo,
No momento o quê
realmente importa
é a salvação
até de quem
não se importa,
E como indicou o General
que foi preso injustamente
no dia treze de março
do ano de dois mil e dezoito:
A reconciliação é a única porta,
para quem sabe ler a Natureza
enviou o sinal de que isso
tem que ocorrer agora ou agora.
Não que eu seja
da prepotência
mais uma filha,
Cada linha escrita
na existência
não necessita
de terceiros
para serem arautos,
(Tem gente que
olvida que o seguro
morreu de velho).
Não que eu seja
orgulhosa,
Cada linha escrita
apenas necessita
das pausas estranhas
da minha cidade,
Porque a minha
poética tem vida própria,
(Ela mesmo só
precisa dos olhos
e dos teus sonhos).
Não que eu seja
ostracista,
Cada linha escrita
nasceu do convívio
como noiva eterna
do Pablo Neruda,
e que hoje conta
com os beijos da Lua,
(Que não se permite
fazer parte nunca
de antologia nenhuma).
O rebanho de nuvens
deu licença às letras
que brilham no céu,
a busca por um amor
que seja feito de mel
invade como oceano
a penetrar nas areias
como contos de sereias.
A coragem de ficar
nesta noite de luar,
e dela não mais sair
à espera do amor
derradeiro vir buscar
ou de fato encontrar
as delícias do paraíso.
A peregrina distraída
ainda acredita que
deverá atravessar
galáxias, que o amor
se encontra em exílio
ou não é mais possível;
só sei que quando surgir
haverá de ser incrível...
O mau comportamento de outrem não serve para justificar os erros de quem quer que seja. Nenhum mau comportamento deve ser reproduzido. As pessoas têm o dever de usar a cabeça para pensar.
Quero ouvir
As canções
Da Pátria por
Cada lugar
Da nossa terra,
Mesmo que
Seja na hora
Do trabalho.
Não digo que
Foi, é ou tenha
Sido fácil,
Mas não aceito
Nada raso;
É por isso que
A tirania como
Modo de vida
Eu combato.
Porque vivo
De sentimento
Patriótico farto,
Como voto que
Se incorpora
Mesmo sem pedir
Todos os dias
A ser renovado.
Se é para ser exagerado,
que seja exageradamente romântico,
Cedo ou tarde algo me diz
de uma maneira inexplicável que você vem.
Presente nas fronteiras
seja no ar, terra ou mar,
sou eu o teu amor que
vai pelo mundo te guiar.
Ter o mesmo caminho
para nós não é preciso,
não nos basta o jardim
a paixão e o imprevisto.
Sou a flor do amor que
capturada em silêncio,
não cesso de florescer
todos os dias por dentro.
Mesmo que teus olhos
se distraiam com lendas
e com bailantes estrelas,
de ti sou a ilustre habitante.
Meu amor que aqui está
é a tua fonte de inspiração:
com astúcia e atenção
trama ir por pura perdição.
Te fazer ainda mais vivo
é a minha única ambição,
e ser bem maior do que
a Lua na tua constelação.
Prevejo que as mais altas,
duras e distantes fronteiras
serão por ti todas superadas,
somos almas predestinadas.
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