Sei que Vou me Arrepender
Eu não sei por que, nem por onde.
Para onde foram as palavras que de repente fugiram de mim...
Seria seu retrato revelando em mim encantamento?
PENSANDO AQUI
Tem cheiros que não sei distinguir.
Tem amores que não sei embalar.
Tem almas que não sabem voar.
Tem luz que não sabem brilhar.
E Tem você,
Que não soube me amar.
Amor é luz!
Nem sei como começar, mas vamos lá.
Nem sempre vejo seus olhos abertos; é que, quando eles se fecham, uma história surge — e nela a divindade te acompanha para me conhecer. Não se preocupe, o pior já passou.
Lembro do ontem.
Ontem você estava descalço, e isso me deixava triste, até porque milhares de calçados já eram seus. Foi uma covardia a punição do mestre!
Não importa, sei que você esqueceu tudo isso.
Quanto a mim,
me sinto um gatinho à procura do seu dono, perdido em um mundo de luzes douradas que brilham intensamente, mesclando o ar.
No agora, não dá mais para ocultar: você é um ser de luz.
Olhando novamente para o ontem, pensamentos surgem. Sei que você deve estar em algum lugar e vai aparecer como uma luz intensa — e talvez não vá mais me reconhecer. Mas acredito que, no seu mundo atual, a sensação do amor é diferente: maior, mais profunda, mais intensa.
Eu sinto tudo; isso está no meu ar.
"Não sei qual o gigante que te afronta, mas o Deus de Israel te dá a vitória hoje! Você não apenas vai matá-lo, como ainda vai arrancar a cabeça."
Aguente o processo até o final, sei que está doendo, já pensou até em desistir, fique tranquilo, está acabando, falta só mais um pouquinho. Tudo isso é preciso, pois, Deus está te preparando para algo grandioso.
A vitória está logo ali.
Não vivo uma boa fase da vida.
E talvez esse seja o maior problema:
já não sei mais quando foi a última vez
em que a vida realmente me habitou.
Os dias passam,
mas não deixam marcas boas.
Só acumulam cansaço.
Um cansaço antigo, profundo,
que não some com descanso
porque não vem do corpo —
vem da alma.
Estou brigado com quase toda a minha família.
Não por ódio,
mas por desgaste.
Por palavras ditas tarde demais
e silêncios longos demais.
O presente cobra explicações,
o passado cobra perdão,
e eu não tenho forças para pagar nenhum dos dois.
Perdi o trabalho.
E junto com ele,
perdi a sensação de utilidade,
de pertencimento,
de dignidade.
Quando não se tem mais um lugar claro no mundo,
qualquer lugar vira fuga.
Passei a sair de casa como quem foge de um incêndio invisível.
Coloco a mochila nas costas
— às vezes vazia, às vezes pesada —
e pego um ônibus qualquer.
Não importa o número,
não importa o destino.
O movimento engana a dor por alguns minutos.
Enquanto o ônibus anda,
parece que a vida também anda.
Mas quando desço,
tudo continua exatamente igual.
Tento me enganar.
Tento enganar os outros.
Finjo que estou resolvendo coisas,
que estou sendo útil,
que estou indo atrás de algo.
Mas, no fundo,
só estou tentando adiar o momento
de encarar o que me dói.
As pessoas dizem que eu sou louco.
Talvez porque eu suma.
Talvez porque eu não saiba explicar
o que acontece dentro de mim.
Às vezes, eu mesmo começo a duvidar da minha sanidade.
Porque não é normal se sentir tão deslocado
mesmo estando rodeado de gente.
Não é normal carregar tanta tristeza
sem saber exatamente onde ela começou.
Eu não quero morrer.
Mas também não sei mais como viver assim.
Existe um espaço estranho entre essas duas coisas
— um lugar onde a pessoa apenas aguenta.
E é lá que eu moro hoje.
O que eu queria
não era luxo,
nem reconhecimento,
nem vitória.
Eu só queria um lugar tranquilo.
Um lugar onde eu pudesse descansar em paz
sem precisar fugir,
sem precisar provar,
sem precisar ser forte.
Queria um lugar
onde o passado não gritasse,
onde o presente não cobrasse,
onde o futuro não assustasse.
Queria silêncio.
Queria pausa.
Queria alívio.
Porque viver assim,
carregando tudo sozinho,
se sentindo errado,
cansado,
perdido…
isso também machuca.
Só não deixa cicatriz visível.
Sei que pode se dizer que a vida é bela
literalmente bela, romanticamente bela, fantasticamente, fantasiosamente...
um dia nasceu sob o céu de Santo Amaro,
alguém que falaria da beleza
e a Bahia virou baía pras sereias...
alguém que inventaria palavras, palavras tão doces
que a dureza de São Paulo,
seus olhares frios, seus desvios, suas desnaturezas... nasceria Sampa, música e poesia do concreto reto e vertical que esconde horizontes
e a deselegância, a antipatia se perderiam nas estrofes
e esse povo forte aprendeu com o nordestino
o tino, o destino das coisas profundas que habitam a alma e ampliam os horizontes.
Como posso ser um ser diante do meu ser, se não sei onde encontra-se o meu ser, nessa imensidão do ser e ante a ausência do entender o que é o meu ser?”
Eu não sei, eu não sei
Como que acabou assim
Será que, será que
Minha solidão vai ter fim
Distante de tudo
Ainda estou aqui
Se desfaz meu mundo
Pra onde ir?
Meu maior inimigo é o passado ...
Vivo de histórias vividas e não vividas e hoje nem sei o que era real e o que era refúgio .
Labirinto de um coração fechado
Confesso que não sei muito bem o que é o amor,
Cresci sempre sozinha trancada no meu eu interior,
Mas acredito que o amor é um sentimento forte,
Quem me dera um dia sentí- lo seria muita sorte.
Acredito que é impossível me amar,
Toda a dor que um dia senti fez meu coração se fechar,
Desculpe mas é assim que me sinto,
Infelizmente meu coração hoje é um infinito labirinto.
Tudo que sei é que sei alguma coisa. Se não soubesse não estaria em sala de aula... Ou estaria, mas não ensinando, e sim praticando falsa ideologia.
Amor secreto
Tenho rédea e te quero na medida,
como posso e bem sei meu não poder,
deixo a vida esquecer a vigilância
e me deixo furtar alguns momentos.
Fantasio, me visto e me desnudo,
te componho na descomposição,
tiro tudo e mergulho no meu sonho
pra que teu coração não sobressalte...
É assim que nos tenho cá, no fundo,
há um mundo moldado para nós
numa chance que o mundo não dará...
Sonho enquanto preservo este segredo,
sem o medo que veste a flor da pele
ou afia os espinhos dos meus olhos...
PROPOSTA
Demétrio Sena, Magé – RJ.
Também sei não ter tempo, às vezes paciência;
ser distante, presente, a depender do surto,
ter meu curto circuito conforme o capricho,
dar os olhos, ouvidos, e depois tirar...
Tenho todo poder que se tem de ser vago,
de sumir e voltar como quer o meu ego,
mas querer que algum prego pendure as esperas
pela boa vontade que nem sempre tenho...
Só não sei fazer uso dessa pretensão;
modelar a meu modo as expectativas
do que tenho, não tenho, quando e não pra dar...
Sempre vejo pessoas como gente, mesmo;
não imponho; proponho minha identidade
como toda verdade redistribuída...
ESPELHO DA SAUDADE
Demétrio Sena - Magé
No momento não sei o que será,
porque sei que trocamos muitas mágoas,
mas preciso dizer que o meu amor
não rompeu essas águas nem se afoga...
Nado ainda no espelho da saudade;
a minh'alma flutua quando cansa,
levo a minha esperança no trajeto
e nem sei com que forças a mantenho...
Nada peço a não ser que me preserve
nas melhores lembranças de uma fase
que me serve de alento por aqui...
Acredite no amor que dei um jeito
de mostrar dos meus modos descabidos,
nos desvãos espremidos desta vida...
... ... ...
Respeite autorias. É lei
Não sei se foi a sua beleza ou a sua inteligência que me encantou. Mas, sabe de uma coisa? Pela primeira vez, eu senti o efeito do ópio.
Não sei se você já observou, mas as pessoas estão mudando seus hábitos de consumo e preferindo cada vez mais comprar online, deixando a loja física.
