Se Voce Fosse minha Namorada
Dando-lhe uma passagem segura, em algum momento da minha vida, nosso conserto estava quase pronto. Eram etapas difíceis, nada fáceis. Ainda, uma pequena coisa estava para acontecer. Havia sempre algum problema. Era necessário muito esforço. Era engraçado. Eu falava sozinha, gritando numa cabine, à prova de mim mesmo. E soube por último que o primeiro obstáculo era não falar sua língua. Mas demorei a perceber. Não nos entendíamos, senão talvez em nossas danças de pupilas. E ainda era engraçado. Eram passos a meu ver, inusitados. O segundo era que havia algo incompreendido além de todas as conversas. Como eu poderia adivinhar? Pensei em dizer-lhe, era tão óbvio que depois de tudo, ainda havia o nada. Nosso nada, supostamente nosso, isolado e de ninguém. Mas o fundamental nunca seria dito. E então desisti. Poderia apenas querer, além do que meus olhos já determinavam desejar. Era o prazer de encontrar, em cada detalhe, a satisfação de um sentimento correspondido; satisfação, ela e nada além.
Adoro o jeito como minha mãe me apóia. Contei pra ela que eu havia me separado e ela perguntou o que fiz de errado.
"No final, em minha defesa eu só posso afirmar, que amei com todas as minhas forças, e fui amada bem mais, e além do que julgava merecer. Fechem as cortinas e apaguem as luzes, o espetáculo foi maravilhoso!"
À Sombra da Lua
Ouço um silêncio...
Deitado em minha cama
à sombra da Lua
e do gotejar da fina garoa.
E pouco perturba o verme
voando no quarto,
sim; se há tantos grilos
no escuro da mente.
Lá fora, na noite de Lua
procuro versos no silêncio
que me deixem sonhos bons
na noite deitado
à sombra da Lua.
Minha alma é um balão bêbado.Voa movido com o vapor das incertezas inventando mirabolantes maneiras de aterrissar em qualquer lugar.
POESIA, MINHA FIEL COMPANHIA
Num dia fui inventada, no outro me reinventei. Já tive asas quebradas. Já as tive inteiras, outra vez. Já pisei em pedregulhos e sorri por puro orgulho, quando a dor me visitou.
Já me perdi no horizonte sem sequer sair do lugar, viajando ao ver os navios
dançando felizes, nas águas, em alto mar.Já sonhei com outras terras, outros portos, com as gentes de outro lugar.
Já bebi minha própria saliva; já provei do meu próprio veneno; já tive a boca rachada de tanto tagarelar.
Já rasguei minhas memórias escritas em um papel qualquer que o tempo, no seu tempo, esqueceu em algum lugar.
Já tive medo do escuro, já me perdi em atalhos, já enlouqueci por bobagens.
e distraidamente, tranquei minha alma num armário.
Já chorei quando perdi amores; já dei risadas quando recebi flores; já voei nas nuvens, inflada pela felicidade.
Até corri em disparada, só para ganhar um abraço dos braços de quem eu tinha muita saudade.
Já tive o coração na garganta, na boca, na cabeça com sentimentos que nem me deixavam a realidade enxergar.
Já amei quem não devia e tremi mesmo quando me diziam: “Não tenha medo não”.
Os anos foram passando e eu sempre esperando que minha alma estabanada sossegasse e, quieta devorasse essa tal de poesia, que os mais velhos diziam que com o tempo nos fugia, desfigurando todas e quaisquer emoções.
De fato, passaram-se os anos, os dias, as horas e meus planos.
Porém, a poesia, dona absoluta de minhas fantasias, numa doce e eterna teimosia, resistiu ao tempo, às dores, aos desencantos , ao meu cansaço e como uma bactéria resistente, continua presente em minhas veias ,correndo com sofreguidão como sangue quente me fazendo companhia nas minhas horas de total e irrestrita solidão.
COBIÇO O SOL NESSA MINHA CARA DE CHUVA
Ponto de partida.
Eu e os meus contrapontos, nas suas complexas conexões.
Entre o branco e o preto, ilógica e incoerente minha alma navega em estado apocalíptico nos debates íntimos do paraíso perdido.
Sentimentos escondem-se em narrativas cifradas por suas rochas subterrâneas.
Uma forma crua de acesso aos sons desafinados dos desejos e anseios estanques revelados no universo onírico de minha alma alarmada diante de mim mesma.
Na ordem desordenada do abalo sísmico do abismo que me guarda e me amedronta, me debruço e invoco a calma.
Quero uma calma mediática, harmônica e voraz.
Quero pensamentos mágicos roubando-me desse isolamento que me prende, com uma âncora, às esquinas de meus medos e às zonas de turbulências.
Minha urgência reflete-se no visível, no grito da alma, nos sentimentos bailarinos de minhas veias, no cansaço da tristeza, nos sonhos caídos por terra, nas distâncias insanas, nas sintonias dessintonizadas.
Coração está asilado. Sufocado. Sentimentos no avesso.
Cobiço o sol nessa minha cara de chuva, porque a vida não peguei emprestada.
Dedico esta poesia a Alessandra Espínola, após matar a minha sede na fonte de seus escritos.
PROCURO-TE
Procuro-te nas palavras.
E em teus versos te encontro.
São diferentes as nossas estradas,
mas iguais as nossas madrugadas.
Perco-te pelas frias esquinas da vida
e em tua alma te reencontro.
São diferentes os nossos destinos,
mas iguais os nossos desatinos.
Nossas feridas são pulsantes.
Nossas dores, viajantes errantes.
Nossas vozes jamais podem descansar.
Procuro-te na prisão dos loucos.
Porque ouço gritos sufocados e roucos.
E vozes que mal posso escutar.
Amiga, sinto te informar.
Somos prisioneiras da fantasia
Estamos condenadas à poesia
Somos Deusas da nossa criação
VOLTA À VIDA
No silêncio, reencontrei a calma
e assim, descansei minha alma,
das tristezas que habitaram os meu dias.
E novamente,estou aqui
no tempo e dentro do espaço,
com o coração dando seus passos,
caminhando na busca de uma nova estação.
Estou inteira, não mais em pedaços.
Posso até ver as estrelas enfeitando o meu chão.
Como é bom estar de novo na vida
Sem ferida, sem medo de morrer.
Alma de minha carne, sanidade perdida no vento... o tempo desfaz os laços e nós, que apodrecem na chuva e no sol!
o silencio tem sido minha unica resposta. A solidão minha unica companhia... as trevas são minha unica iluminação!
Eu não amo a minha platéia. Eu não preciso de aplausos para meu picadeiro existir. Mas preciso de sorrisos para o meu palhaço atuar!
DESESPERO
Experimentei o medo da perda e perdi.
Desesperadamente, bebi a minha lucidez e fugi.
Tentei me resgatar na fúria dos sentimentos desordenados.
Quase morri.
Me escondi de minha alma e enlouqueci.
Fiquei prisioneira no emaranhado do tempo
e sem tempo tive que partir.
Doeu-me às horas.
Pesaram-me as vertigens.
Contraíram-se todos os meus músculos
Desabei com o peso de minha própria carcaça
e estirada ao chão me arrastei.
Me senti lixo.
Chorei.
Considero minha vida como um livro em construção... Não posso mudar, nem apagar o que já foi escrito. Mas posso virar a página e escrever uma nova história.
Não posso voltar o passado, mas posso recomeçar de onde parei e dar continuidade...
Não posso mudar os fatos ocorridos em minha vida, mas posso mudar a forma como eles acontecem.
Fatos são consequências de nossos atos.
Mudando meus atos, mudo os fatos, mudando os fatos... Mudo minha vida. Mudando de vida, escreverei um novo livro.
Um novo começo...
Uma nova história...
Mas nunca um ponto final.
Gostaria de ser o queria ser, de receber o queria ganhar, de saciar minha vontade no meu próprio desejo, e de ter ao meu lado quem eu gostaria que fosse.
A única certeza que tenho , não é a certeza da morte. Minha única certeza é de que Jesus Cristo é o único Salvador!
A ESPERA DO INFINITO
Deixa-me beijar-te as mãos ao dia
Da-me tua luz pra vida minha
Deixa eu abraçar-te ate ficar sem ar
Da-me tua melhor energia
Pra eu renascer...
Entrega-me o teu amor bonito
Pra que eu ame-te também
E assim vivermos a espera do infinito...
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