Se Voce Chora eu Choro
Vida de Poeta
Vida de poeta é diferente
na verdade nem sei dizer
Se eu fosse um poeta
Saberia o que responder
Imagino sentado na praça
Com seu caderno a pensar
Um poeta decidindo
Tudo aquilo vai contar
Deve ser bem difícil
Todas as palavras encontrar
Criar uma melodia bonita
Que não falhe em rimar
Se eu fosse um poeta
Poderia aqui mesmo escrever
Usar todo meu vocabulário
Tornando-o agradável de ler
Mas um poeta na verdade
Sabe os versos metrificar
Combina todas as palavras
Com sua arte de impressionar
Impressionar as pessoas
É uma coisa bem gostosa
Para os poetas na verdade
É uma arma poderosa
Musicalidade e melodia
É pra quem sabe escrever
Não quero passar por poeta
Porque nem sei o que dizer
Por isso encerro aqui
Essa minha tentativa frustrada
É melhor voltar pra escola
E botar meu pé na estrada
E deixar que cada um
Cumpra a sua bendita missão
E não querer ser aquilo
Que não tenho condição
Eu fecho os olhos e imagino um abraço teu, eu escuto tua voz, eu sinto seus lábios.
Pois parte de você, ainda está viva dentro de mim.
Te querer era demais, sais-te do meu coração, onde foi que eu errei...? Não sei, eu te amo, mas sei la as coisas parecem fugir do meu controle, pensamentos confusos que me levam a pensar em vc... E de tanto fazer isso, acabo esquecendo de mim...
Vai chegando o fim da noite e eu tenho que fazer um esforço enorme pra me distrair e não lembrar que é mais uma madrugada que eu vou passar sem você aqui.
Tenho medo de ser, de viver o que está sendo. Ser é muito desconstituído, o que eu era não sou mais, o que eu era não era bom, mas era desse que eu era, que eu era constituída. Meu maior medo é que o que eu sou não tenha sentido.
Se eu pudesse expor minhas lacunas.
Se eu pudesse apregoar o que sinto.
Se eu pudesse materializar minha emoção.
Se eu pudesse urrar meu grito emudecido.
Não posso, enquanto eu estiver calada, ninguém vai se assombrar.
Não serei submergida pela pressão do ser normal.
Sou covarde, não me arriscaria em solidificar o inconcreto.
Mas oxalá se eu gritasse, quiçá não pararia jamais.
Não se ocupe em procurar-me quando eu não estiver aqui. Preciso refugiar-me para onde não há mapa. Onde minha solidão possa ser admitida.
A solidão me toma à mão e me leva a passear. Eu sequer a pedi, sequer a chamei. Mesmo rodeado de trocentas pessoas, é com ela que faço o meu ilustre jantar.
Mim vi em uma situação que não sabia mais quem eu era, julgado, triste, magoado...com muito medo de envolver com alguém, desconhecido, por que foi rápido e já estava brotando um sentimento mesmo cismado não deixei mim levar por palavras bonitas mensagens declarações, mim alertaram talvez por isso, por ter ouvido-as se não teria sido pior, mas algo diferente estava acontecendo naquele momento...surgia em minha vida uma amiga, cúmplice e com muita intimidade entre dois seres....
Alguém me disse: Doa-te!
E eu me doei, mas esqueceram de me dizer que fizesse isso aos poucos...tarde demais, me doei por completa a ti e tenho medo disso. Por que? Porque sei que você não saberá lidar com tanta doação...
Ainda estou tentando descobrir se vale a pena acreditar nas pessoas, e em mim mesmo... Se eu não sou como elas.
É como se todos estivesse numa roda gigante, e eu parada em pé olhando debaixo o mundo girar. Não faz sentido. Imagino que lá em cima tudo é diferente. E de repente eu entro, sento e o mundo gira, gira, gira e nada faz sentido. Quer saber? Parem o mundo que eu quero descer...
Eu admito que a culpa foi toda minha:
ainda tenho o péssimo hábito de acreditar no que as pessoas dizem.
Em todas as coisas, vivo e sobrevivo. E assim irei, até o fim. Com cada um dos altos e baixos que eu tiver que encarar. Principalmente com os baixos. Pois ninguém cresce ou aprende algo significativo nos momentos fáceis, ou em episódios felizes. É assim que a vida funciona. Não adianta chorar, gritar, espernear, questionar a Deus ou aos que já passaram por isso. “Não tem uma outra alternativa pra eu virar gente?”. Não, não tem.
Entardecer
No cair da tarde, lá estava eu
Admirando o belo e lento entardecer
e sem perceber que o tempo passava
tão longe quanto a paisagem
meu pensamento vagava.
E alí, sentada
sentindo a leve brisa a me tocar
me peguei refletindo
no significado da vida
e no que eu estava a pensar.
A vida não é sempre luminosa
quanto o reiar do Sol
mas também temos que entender
quando ele se vai
e na vida chega o ENTARDECER.
Mas mesmo nessas horas
quando o Sol se vai,
a brisa noturna vem nos mostrar
que a noite também tem sua beleza
só temos que aprender a notar.
A beleza noturna da natureza
que a manhã vem esconder
só conseguimos notar
com a chegada no entardecer.
Os pássaros a cantar
voam sorrateiros
calmos e solenes
procurando apenas
um lugar para pousar.
A brisa vai ficando mais fria,
e na cidade
vemos as luzes acenderem
e então surge a beleza luminosa
que a manhã escondia.
Nossa vida é assim,
como a natureza.
Temos que aprender a desfrutar
do dia e da noite
as mais delicadas belezas.
E mesmo quando a chuva cai
podemos ver que ainda alí
a beleza está viva
mostrando nas gotas de chuva
o brlilho que cintíla.
Nas tempestades da vida
devemos aprender
que nos mínimos detalhes
até aqueles que desprezamos
está a arte de viver.
E foi assim que entendi
que a vida, como a natureza
um dia se vai no entardecer
pra mais tarde amanhecer.
Aprendi em cada anoitecer
apreciar o adeus de um dia
e a chegada da esperança
de uma melhora na vida.
E assim vivemos
de manhãs, cair da tarde,
entardecer e noites.
Isso é o que somos.
Somos o dia, a tarde...
o entardecer e a noite que nos invade...
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