Se Vi longe e Pq me Apoiei em Ombros de Gigantes
– Acabei de ter uma ideia:
eu te dou essa garrafa e você me dá dinheiro em troca!
– André: a Ana Paula inventou o capitalismo
Ah ,
tudo são notas musicais
sem elas, que seriam das cordas vocais,
em tom maior
ou entoar o maior
vou pra Lá sem Dó
Sem Ré? Não, sem Dó
Sem fé? Não, sem Dó
Ré, sem fé? não,
pois é,
Ré, Si, fé, sim
Ré, si, fé, assim
Recife...
Então, Recife
Se cremos que Deus formou o homem do limo da terra,
sendo lei do nosso corpo que pela vontade de Deus
a terra se transforme em carne, porque deveria
ser contraditório ou absurdo que,
pelos mesmos princípios pelos quais dizemos
que a terra tornou-se um corpo animal,
se creia que este se torne
um corpo espiritual?
"A Bíblia diz, Adão e Eva não conheciam o mal, até provarem do fruto proibido.
Quase todas as crenças contam uma história sobre como tudo começou.
Se nós acreditarmos se tratar de almas infelizes, o próprio diabo, ou do diabo interior, todos nós, cedo ou tarde, ficaremos cara a cara com o mal.
Mas eu acho que precisamos conhecer o mal, porque apesar de todo o sofrimento que ele nos trás, isso nos leva a fazer o bem. Sem o mal, como nós poderíamos desenvolver nossas características humanas únicas? A capacidade de expressar a bondade, a misericórdia e o perdão?"
"[...] Era a alegria de um pianista virtuoso ao reecontrar seu instrumento musical depois de anos no exílio. Era o prazer de um cirurgião experiente ao recuperar o uso das mãos depois de um acidente. Era como voltar à vida, quando não se tinha percebido que estava morto."
A Penumbra do Âmago Melancólico.
Novamente volto à penumbra, um local onde meu âmago melancólico, que um dia virá a ser eu novamente, como uma força brutal da natureza, me obriga repetidamente a ser aquilo que mais me causa náuseas. Essa força me compele a contemplar gritos tenebrosos presentes em signos e códigos indecifráveis que ecoam aflitamente na imensidão oca que habita em mim.
Em vão, tento buscar uma alternativa, mas como Drummond disse, "os muros são surdos". Sinto-me forçado e aprisionado em um quarto decaedro que me puxa em direções opostas o tempo inteiro. No centro desse quarto, onde os gritos dão espaço ao vácuo, aquele ser tão deplorável dá lugar a apenas uma imagem: o "POR QUÊ?".
