Se Vi longe e Pq me Apoiei em Ombros de Gigantes

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Talvez amadurecer também seja desaprender a suportar o que nos endurece e ter coragem de escolher o que nos acolhe.

De tanto suportar, começamos a confundir resistência com destino. E aquilo que nos aperta passa a parecer normal.

O amor começa onde a projeção termina.

Domingo não pede pressa, o mundo desacelera só pra ver se você repara que viver às vezes é isso: um instante que, no próximo segundo, já é outro instante.

Nenhuma coroa deve custar a própria cabeça.

Assumi comigo um compromisso que não foi bonito de fazer. Não veio em forma de promessa leve, nem de entusiasmo. Veio quase como um pacto silencioso depois de atravessar dias em que existir parecia excessivo demais.

Houve momentos em que desejei não estar. Não por falta de coragem, mas por cansaço. Um cansaço que não se explica, apenas se instala e vai apagando as bordas da vida. E, ainda assim, entre um intervalo e outro dessa vontade de desaparecer, havia algo mínimo que insistia.

Um resto de vida. Quase nada, mas suficiente. E foi nesse quase que eu me agarrei. Não por certeza, mas por decisão. Porque, se ainda havia algo em mim que pulsava, por menor que fosse, então talvez valesse a pena sustentar isso um pouco mais.

Foi ali que assumi esse compromisso. Não o de ser feliz o tempo todo, mas o de não abandonar a possibilidade de viver com verdade enquanto eu estiver aqui. De não desperdiçar completamente aquilo que, de alguma forma, ainda insiste em mim.

A felicidade, entendi, não viria como estado permanente. Mas poderia existir em fragmentos, em respiros, em pequenos instantes que, somados, sustentam a travessia.

Se estou aqui, então que valha. Que atravesse. Que sinta. Que, apesar de tudo, eu não me recuse a viver a vida que ainda me vive.

Coerência é quando o que você vive não desmente o que você diz. É nisso que a verdade se sustenta. Quando palavra e gesto caminham juntos, o discurso deixa de convencer e passa a existir.

A compaixão é uma emoção instável. Precisa ser traduzida em ação, ou desaparece. Sentir não basta. A compaixão que não se move se dissolve no conforto de quem apenas observa. Entre o que nos toca e o que fazemos com isso, existe um intervalo, e é ali que se decide se o afeto vira presença ou apenas mais uma emoção que passa.

Reduzir alguém ao seu transtorno é um atalho intelectual de quem não quer se comprometer com a escuta. É mais fácil citar o manual do que sustentar o encontro. O diagnóstico, quando vira identidade, não cuida, encerra. E encerrar o outro sob a aparência de saber é só uma forma sofisticada de não ter coragem de ouvi-lo.

Não se acostume ao milagre de estar vivo. Mantenha-se sensível ao encanto que cada novo dia pode te revelar.

Leva tempo até entendermos o que é poder. No início, ele parece um lugar a ser alcançado. Um topo. Uma promessa de reconhecimento, autonomia, controle. E então nos movemos, estudamos, trabalhamos, insistimos, suportamos, com a convicção de que, ao chegar lá, algo finalmente se encaixará.

E, de fato, chega-se.

O lugar de poder existe. Ele se apresenta em forma de conquista, de posição, de nome, de autoridade. Há uma certa vertigem nesse ponto. Um brilho que, por um instante, convence.

Mas há também um detalhe que não nos contam: a coroa pesa.

No começo, quase não se percebe. Há orgulho, há prazer, há a sensação de ter valido a pena. Mas, aos poucos, ela começa a apertar. Exige manutenção, performance, constância. Cobra uma versão de nós que, nem sempre, coincide com quem ainda somos.

E é aí que algo mais profundo se revela. O verdadeiro poder não está em sustentar a coroa a qualquer custo. Está em poder retirá-la. Em perceber que nenhuma conquista vale a perda de si. Que nenhuma posição justifica o sufocamento da própria verdade. Que nenhuma forma de reconhecimento compensa o preço de viver desconectado do que nos faz inteiros.

A verdadeira liberdade talvez esteja nisso. Na possibilidade de chegar e também partir. De ocupar e também recusar. De ter sem se tornar refém do que foi conquistado. O maior poder não está no topo, mas na autonomia de não permanecer nele quando ele já não nos serve.

Porque, no fim, nenhuma coroa deveria custar a própria cabeça.

Manter a ternura em tempos de ódio é um gesto revolucionário. Ser gentil é um ato político. Gentileza é resistência.

Alguns dias começam na alma.

Nós somos um pé-de-feijão! Ao menos assim me pareceu quando as mãos daquela criança seguravam o broto como se cuidassem de um bebê. Seus olhos eram estrelas brilhando. Ele me revelou que deveria regá-lo, como atividade escolar. Dessa forma, eu lhe disse:
"Esse broto que você está criando, você precisa ter fé de que ele vai crescer um dia. Também, por essa fé, cuidar dele, nutri-lo e regá-lo sempre. E saiba que, se por alguma razão este pé-de-feijão murchar, você estará sempre livre para poder plantar outro. Tenha certeza de que, no momento oportuno, vai crescer algum."
E ele, com o cenho confuso, assentiu com a cabeça. Assentiu, de fato, como todos nós, que, mesmo sem certezas, continuamos regando a vida - nós, que esperançamos.

Na vida, precisamos ser como uma águia: determinados, focados na sobrevivência e dispostos a enfrentar riscos sem nos distrair. É preciso lutar todos os dias para que o amanhã seja melhor que hoje.

Haverá dias em que a vontade de parar será grande — mas é nesses momentos que a força precisa falar mais alto.

Às vezes, também é necessário fazer como a águia: voltar ao ponto onde tudo começou. Revisitar o território de origem, não por fraqueza, mas para observar, recalcular e traçar um novo caminho.

Deixar de lado a ganância, focar no essencial e lutar pela própria sobrevivência. Recomeçar um novo ciclo. Ter coragem de abandonar lugares que muitos consideram sonhos, mas que não trazem propósito verdadeiro.

Seguir o instinto.

Porque talvez seja justamente nesse novo ciclo que você encontre estabilidade… um lugar onde possa “voar alto”, se sustentar com independência e iniciar uma nova fase — com mais paz, alegria e sabedoria.

Dica: Às vezes, recomeçar não é perder… é evoluir.

Adeus vozinha.


Maria Clarice Alves de Amorim,
Em vida, era tudo para mim.
Nessa madrugada ela partiu e nem
se despediu.
Todos juntos choramos a sua falta.
Que pena amiga que não podes ver,
as lágrimas rolar pelo nosso rosto.
Até hoje, sentimos a sua falta.
Por muitos anos tivemos momentos alegres ao seu lado.
Você era simples e humildes, sempre pronta para servir.
Sua filha e seu filho juntos, com suas netas e nora; ainda choram a sua falta.


Adeus vozinha que o Senhor te recompense por tudo de bom, que aqui fizestes.
Pelo carinho que destes a sua filha, filho e netas.
Obrigado pelo seu carinho minha querida, vozinha.
Descanse em paz, no Vale da Saudade, minha grande amiga de verdade.

Não existem Amigos.




Não existem Amigos:
Quando se trata de você crescer.
O ciúme e a inveja, do seu sucesso:
Os fazem desaparecer.


Não tem aperto de mão, os incentivos
desaparecem, ninguém é capazde lhe dizer:
Vá em frente amigo. Que Deus abençoe
na sua nova jornada.


Ninguém diz nada, e é isso que mim entristece: Vê-los sumir, mas para tristeza de muitos, eu estou aqui.


Firme nessa jornada, que há quarenta anos esperei, e Deus realizou o sonho; que eu sempre sonhei.

'O homem de sucesso é aquele que sabe administrar os seus fracassos'

''O homem escreve a sua história apressado
Para garantir um final feliz,
Mas de repente fica frustrado
Ao ver que escreveu tudo errado
E que não poderá dizer: — Não fui eu que fiz''.

''Na essência somos energia
E como tal nos eternizaremos,
Se teremos tristeza ou alegria
Isso definimos todo dia
Dependendo da forma que vivemos''.