Se quer ser Amado Ame
O pior tipo de censura
é o fascismo social
que pode ser escrito
em decreto ou atitudinal,
é o que vem sofrendo
numa injusta prisão
uma tropa sem merecer
e um idealista General.
O fascismo social
é aquela verbalização
que constrange,
ação que agride
quem pensa diferente
atira na gente
ou sequestra a gente
na laguna de Alalay,
como fizeram com
o povo que ninguém
sabe sequer se foi,
como e para onde vai.
O fascismo social
é a pavimentação
para tiranos iguais
aos da direita
da Bolívia que usam
também da Bíblia
para assaltarem as Nações
e fazerem desaparecer
debaixo das nossas
vistas as populações.
Minha Abya Yala
em convulsão,
a verdade não
pode ser negada:
vejo mãos aliadas
ao rastrojo
tratando a Wiphala
como um
trapo na sacada,
Enquanto outros
a erguem ao alto
manifestando
pura dignidade
pelas estradas
e avenidas
seja de poncho
ou de pollera
tentando libertar
a Pátria sequestrada.
As pessoas comuns
sempre sofrem
seja aqui
ou na fronteira,
Para estátuas
jamais prestarei
qualquer continência
nem de brincadeira,
Mal não me queira:
Continência sempre
prestarei só para
a minha bandeira.
Intriga em Táchira
e silêncio provável
em Ramo Verde,
os calabouços
e sótãos estão
sendo abertos
em cada mente,
Em Fuerte Tiuna
onde está preso
o General que
sei que é inocente
e foi preso há
mais de dois anos,
em uma reunião
pacífica no dia
treze de março,
respiro estranheza
assobiando um
trecho de Ali Primera.
O artista deve ser o crítico onde sempre falta a atuação de uma oposição política útil que faça uso da crítica de forma construtiva para melhorar o país e pacificar as Nações em conflito.
O limite entre
ser e estar,
e até parecer
se chama
honestidade
intelectual;
Por isso não
esqueço
nem no meio
da tempestade
da tropa
e do General.
Com o coração
derramado
pela Pátria Grande,
Não me calo
nenhum instante,
Por ser voz por
quem não tem
tempo a perder
ou não pode falar,
Poesia e verdade
de quem não
tem nada a temer,
E o terrorismo
de estado na Bolívia
está a denunciar.
Os homens deste
continente insistem
em estar certos
sem investigar
a verdade
e cada detalhe,
São eles que
que querem
confundir
as diferenças
entre manifestações
e atos terroristas
no Chile e para
afastar a verdade
apelam para
as generalizações.
Nós estamos
na ponta
do abismo,
O fanatismo
superou
o patriotismo,
Poesia para
isso serve de
drone político.
O continente
está sendo
diariamente
destruído,
Que o povo
seja socorrido,
O Pantanal
está ardendo.
Das 48 horas
e mimado
pedido ainda
estou rindo,
De quem tirou
há mais
de quinze dias
o sossego de
um país inteiro.
Há de tudo por
aqui neste torrão
continental
de generais
e de uma tropa
que injustamente
estão presos,
E outros que
abandonaram
publicamente
um a um o barco.
Quem viveu
nos porões,
sótãos
e sentiu na pele
o quê é ser
brindado pelas
repressões,
Estando envolto
por fios elétricos
desencapados,
Vai entender
o porquê tenho
escrito tanto
e peguei
estes versos
emprestados.
Em palavras
em barras
de tortura
ameaçadas
de morte,
em preces
de Virgílio Peres
a sós com Deus,
de outros
que fizeram
o mesmo
e das cordas
vocais que
foram cortadas.
As vozes que
ajudam
a rememorar
dão o triste
exemplo do
entendimento
que a razão
de hoje não
alcançará
por viver
isolada na
ilha da ambição.
As utopias
de dezenas
foram pagas
com a vida,
e há pouca
gente capaz
de valorizar
quem ainda
ouve gritos,
e vê as tantas
celas podres
inundadas
de urina, sangue
e de lágrimas
encharcadas,
deveria ser
cobrado que
todas as pessoas
venham ser
bem tratadas.
Pensem como
queiram,
isso é liberdade,
sem fazer
julgamentos
de valor por
aqueles que
deixaram as
suas vidas
como o General,
a tropa e outros
desconhecidos
por um altruísta
e sublime ideal,
e renunciando
da possibilidade
de liberdade sem
nenhuma notícia.
Quem não se
reconhece como
alma de gaivota,
não chega perto
nem de ser
como uma pedra,
porque neste
mundo não
há quem não
seja imigrante.
Rejeitar entender
o quê se passa
com Generais,
a tropa e o povo
que se encontram
num exaustivo
e asfixiante sufoco
que por astúcia
dos radicais
vem atingindo até
os entes queridos,
é o mesmo que
não amar e rejeitar
deixar a vida viver.
Nem de gente
pode ser chamada,
quem assim
não se enxerga,
não aprecia o som
do Rio Arauca,
não se comove
com o Rio Orinoco
e nem dança
com os pássaros
e a sua orquestra.
Quem dera ser
a pluma e a tinta
para colaborar
que seja escrita
a nova história
e comover o quê
há de mais terno
em cada pessoa,...
De alma
aberta,
coração sereno,
sigo brindando
com aquilo que
iremos não mais
deixar ir adiante
para não olhar
aquilo que não
nos trouxe paz;
Ando cumprindo
pena de prisão
junto com um
General inocente,
uma tropa anônima
e minhas aflições,
Poesias e canções
à uma Pátria que
não é minha
e ao continente,...
Na fé
que tenham
um futuro melhor
e diferente
pelas mãos
dos homens
de boa vontade
e do General
de olhos
tão inabaláveis
e de azeviche
conclamantes
que se aumente:
A camaradagem,
a responsabilidade
a manutenção
da indivisibilidade
pelo fim do bloqueio
e restauração
da normalidade
desestabilizada
pela ambição
insólita daqueles
que buscaram
fazer o jogo imperial
porque são
gente que rejeitam
a uma vida normal.
Essa cultura de prisão
por qualquer motivo
é preciso ser vencida,
Não é civilizado
prender por
falso positivo,
Não se sabe o quê foi
feito do Tupamaro,
Dizem que ele
foi sequestrado,
dá para perceber
o mau hábito repetido.
Não quero fazer
ninguém ofendido,
Mas desde a prisão
injusta sofrida pelo General,
Não houve nenhum
avanço e fatos vem
tragicamente se repetido;
Neste momento não
sei se deixaram
ele receber a Bíblia,
cadernos e livros.
Espero que já tenham
liberado a senhora
camponesa e o menino
presos em Guarico,
Que essa história
não mais se repita,
Pois com os mais frágeis
é preciso ter paciência,
E não levar qualquer coisa
até a última consequência.
O amor semeado
nas nossas vidas
chegou para ser
regado e cuidado
como uma roseira
perfumada e bela,
E com todo o zelo
para retirarmos sem
medo e com carinho
os espinhos que
aparecerem nela.
Por ser a minha
voz a menor
de todas,
Posso falar
talvez mais,
passar sem
ser notada
ou ter a sorte
de ser escutada,
O importante é
não ficar calada.
Não se sabe o quê
foi feito do General
em #FuerteTiuna,
Só se sabe que
disseram que ali
ele se encontra em
#GREVEDEFOME
e não há nada
que me conforme.
Num país onde
se fala de paz,
Mas a justiça
está foragida,
Não se sabe
quando vão
soltar os policiais
E não se ouve
mais o som
da clarinetista.
Para que tu não
te esqueças
que nos sótãos
do Inferno
de cinco letras,
Todos os dias
são noites,
Ninguém sabe
e ninguém viu:
desapareceram
com quatro
militares e um civil.
Situação tensa
em Boleita,
Lá no Inferno
de cinco letras,
Os heróis
merecem ser
assistidos
em seus direitos,
Eles foram
injustamente
aprisionados,
É bom que todos
saibam de Oslo
até Barbados,
Que por eles
também não vou
parar de falar,
Mesmo sabendo
que o General
ali não está,
Aliás, ninguém
sabe onde ele está.
O General foi preso
injustamente,
Ele está desaparecido,
E ninguém mais
responde sequer
se ele foi de fato visto,
Haja informe e guru
para tanto mal feito.
O momento é tão
triste e tão crítico
que não entregam
nem o corpo
do Capitão-de-Corveta
para a viúva,
Por isso desconfio
que o General
nem esteja mais vivo.
Você bem
sabe que
sou tudo
aquilo
que você
não tem
coragem
de ser nesta
existência,
E que nada
é coincidência.
Nas paredes
dos calabouços,
Por cada grito
silenciado,
Em tudo e todo
o pedido de
socorro não
atendido
E nos corpos
dos torturados,
e muito
mais próxima
da tua
consciência:
Não me calo
e nem perco
a paciência.
O General
que foi preso
injustamente
não foi
encontrado,
ele está
desaparecido
E como
ele existem
outros
da mesma
maneira,
E por todos
eles não
me canso
de pedir
pela liberdade
e por consciência.
A paz jamais
será unilateral:
a paz que se
oferece deve
ser devolvida,
Não existe
paz que
não venha
acompanhada
de boa
comunicação
e de justiça;
Não existe paz
de barriga vazia.
Imigrantes
encontrados
rumo a Trinidad
y Tobago;
Desidratados
e famintos,
Não dá para
negar que
tudo nesta
vida anda
muito errado,
Eles foram
simplesmente
abandonados.
Não há como
posar de
defensor paz,
enquanto
houver gente
sem notícias
de quem ama,
e o bloqueio
que pegou
o dinheiro.
Se a paz
for ofertada
diferente do
que nós sabemos
não poderá
ser chamada
de paz;
Paz que é paz
deve fazer
todos abrirem
mão de algo
em prol
do bem comum,
Do General
inocente não
há nenhum
sinal de vida.
Ele deveria
ser o céu
de oito estrelas
o contrário,
Como diziam
os poetas,
Porque em si
assim nasceu
para ser mar...,
E se converteu
na tumba
dos mais pobres;
Em rafaelas letras:
Para que deles
tu não te esqueças.
Dos venezuelanos
em diáspora
eu quero a volta,
Do paradeiro
e da liberdade
do General
a devida resposta.
Faço eco das vozes
da irmã, do irmão,
e dos irmãos,
e ouso sem autorização
e sem ser ninguém
para perguntar:
- O General
está bem?
Versejo nas sombras
da limitação real
para perguntar:
- Onde o General está?
Ninguém sabe onde
foi parar o General,
Ouviu ou viu,
Mas insisto
em perguntar:
- O General está vivo?
Não desisto de saber
no deserto de afetos,
tristezas aquarteladas
e absurdo dos séculos.
Se não servir
para ser luz
para o olhar,
pão para a tua
fome saciar
e verdade
para chamar
a consciência
da Paixão
a Ressurreição,
creio que
não consegui
passar a lição,
e todo o esforço
terá sido em vão.
Ao tomar ciência
das garras
da tua censura,
A inspiração
se encontra
em prévia busca
e apreensão,
A crueldade que
nos rende e que
alguns apesar
de tarde abriram
os olhos,
Vem mostrando
que outros perderam
o ritmo e os sonhos.
Bem neste século
foi comprovado,
que estamos
com a inteligência
comprometida:
convivemos
com a notícia
de gente vivendo
em campos
de concentração
lá no Oriente,
e no continente
sul-americano
o General e a tropa
estão presos sob
falsa acusação.
É Páscoa,
e os governantes
do mundo
capturaram
o meu espírito
de comemoração,
Porque quando
olho na mesa,
e sem esforço nenhum:
tenho feito a conta
que a toda hora
está sempre nos
faltando mais um.
Ouço com
o coração
o clamor
do General
e da tropa
que deveria
ser escutado
pelos teus
ouvidos,
Esperando de
ti o melhor
no desfecho
do caso deles,
Lembro sempre
que está nas
tuas mãos
um novo rumo
aos destinos.
Lágrimas
dos Generais
em exílio
presos, fugindo
e de coração
partido,
Porque me
sinto bem
como eles
e um pouco
o tempo todo
como cada
um deles.
Há gente que
vê fantasma
onde nada
tem a ver:
solta quem
não deve
soltar e prende
quem não
deve prender;
Não tem sido
só aí e tem
acontecido
por todo o lugar,
Já nem me
ocupo com isso
tentando decifrar,
Só sei que
não há mais
tempo a se
perder com este
enfrentamento vazio.
(Deveriam todos estar unidos).
Longe de ser
o heroísmo
e nem perto
do novo
testemunho
da boca
do Tenente,
Sou a poesia
de cada dia
para dizer
que não estou
nenhum pouco
contente,
Mas sou gente
o suficiente
para assumir
quando erro
e aplaudir
o quê merece.
O céu foi aberto
para a Cruz
Vermelha,
e que seja
o início para
a misericórdia,
e a inauguração
da concórdia
por um novo
destino a seguir.
Não há o quê
comemorar,
Há muito por
fazer e por
muitos rezar,
Não posso
fazer muito;
O compromisso
comigo mesma
foi renovado,
Para te dizer
o quê era
para ser dito:
ter prendido
o General
não tem
sido bendito,
e da tropa
digo o mesmo
deste imenso
e cruel sacrifício!
O General antes de ser
preso injustamente
deixou como mensagem
a reconciliação nacional
como caminho principal
para resgatar juntos
o tempo que perdemos.
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