Sê quem és
1. E muito a animava ve-lo subir e descer ruelas, apunhalar-se pelos seus proprios tropeços.
Fazia com que ela sentisse cada vez mais acima, e além.
Acima dele, e de outros, não de todos, mas além dele que ela tanto quis uma vez.
2. Assim como não conseguia mais escrever, repetia e repetia as mesmas frases prontas para o consumo: agite antes de usar.
E no livro empacado, não sabia se ressentia cheiro de esgoto ou pinho sol, mas tava dificil escrever alguma coisa de fundamento!
Contava suas próprias historias, pensando que seria mais facil, e era, mas não funcionava na ocasião.
Então falava dos outros e dava no mesmo, logo não queria saber mais de contos.
A escritora estava em crise, e isso significaria que ela devia escrever, porque é no fundo da dúvida que surgem as palavras, os caminhos, ou a falta deles.
3. E fuçava os baús antigos atrás de velhas revistas e fotos e desenhos e cartas.
Nada adiantava, até fluiam as palavras, mas desencontradas, como aquele jogo de pedras, simbolos e deuses. E a única coisa que restava de todo o resto que sobrou, além da redundancia era a maldita lembrança das ilusões, promessas e encontros.
1. Enquanto ele usava as iscas mais infantis, na esperança que ela o procurasse para afagar suas culpas, como se fosse a salvadora de seus proprios karmas, ela desconectava dos caminhos, cortava os cordões, botões, e amarras. Arrancara de seu pensamento, e por lá ele já nao chegaria como uma vez alcançou. E também não sabia como as coisas retornariam, porque cedo ou tarde elas retornaram, e mesmo que ele rastejasse no chão, ela ainda o ignoraria com todo sarcasmo.
Não por orgulho, ou rancor, mas por mágoa da doação que ela ofertou. Ressentida estava com as atitudes e situações criadas. E se ainda falava sobre isso é porque pensava no retorno, idealizava como seria, pois de fato uma coisa é certa - ela não cederia como antes, as armas estavam nas mãos dele agora, e ela, só quer sentir o gosto doce do amargo líquido que jorra dentre outros amores.
2. E talvez esta pudesse ter sido uma bela historia, e é. E quem sabe esse caos possa contar-lhe um segredo; o gran finale nunca chega ao final realmente. São as pontas soltas, as palavras nao ditas, os momentos não vividos que fazem da poesia simplesmente poesia.
As histórias só são historias quando sao historias. Podem ter um pouco de fato, mas é muito mais fantasia, poema e esperança.
3. E o que ficou para ela guardar, mesmo sem ela querer eram as memórias estampadas nas páginas da sua vida. E não eram em branco, eram repletas de rabiscos, um pouco com cara de rascunho, pouco capricho, muita intensidade de sensações, desde o auge da euforia, alegria, ao ápice da tristeza. Lhe contaram que trinta dias antes de seu aniversário ela viveria seu inferno astral. Então a culpa de tudo que aconteceu nesse intervalo é culpa do céu!
- Pronto falei!
E não sei porque ela se sente tão aliviada agora que sabe quem é o vilão…vai até criar um mantra pra comemorar e atormentar a cabeça desse malvado!
Os céus é que sabem o quanto clama!
<< Todos que passam em nossas vidas deixam um pouco de se.
Porém, ja não serei tão só e nem irás tão sozinho...
has de ficar comigo uma lembrança tua.
has de levar contigo uma SAUDADES minha >>
Manuel Gusmão
Nasceu em Évora em 1945. Licenciou-se em Filologia Românica pela Universidade de Lisboa, tendo-se doutorado com a tese sobre a poética de Francis Ponge, em 1987.
É professor na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, desenvolvendo trabalho nas áreas da Literatura Portuguesa, Literatura Francesa e Teoria da Literatura. É membro da Associação Internacional de Literatura Comparada e fundador da Associação Portuguesa de Literatura Comparada.
Pertenceu às redacções das revistas “ O Tempo e o Modo” e “ Letras e Artes” e foi colaborador permanente do Jornal “Crítica, entre 1961 e 1971. Foi fundador das revistas Ariane (revue d’études littéraires françaises), que se publica desde 1982, e “Dedalus”, da Associação Portuguesa de Literatura Comparada, desde 1991). É coordenador editorial da revista “Vértice” desde 1988.
É tradutor português de poemas de Olivier Cardiot, Christian e Francis Ponge.
Vencedor, em 2004, do Prémio D. Diniz, da Fundação Casa de Mateus.
Vencedor, em 2005, do Prémio Vergílio Ferreira, atribuído pela Universidade de Évora.
A vida é um ciclo de acontecimentos, feito de etapas,se nao passar numa etapa, torna a vive la de novo ate passa la, caso contrario continua na mesma situação mas com diferentes vivencias.
O pessimista anula-se porque pensa que a vida termina
por causa de uma simples contrariedade, de um revés ou
de um momento crucial, e estudo quanto tem pela frente, tudo quanto resta por viver, entregando sua vida,
abandonando-a nos braços da negação, do desespero ou da
indiferença, o que dá no mesmo.
A janela para a vida abriu-se de uma vez por todas.
E está sobre ela a paisagem que brilha e resplandece de tanto fazer-se presente.
Sim, é ela, a paisagem verdejante mostrando toda a beleza da natureza.
É este o seu modo de se fazer presente em cada pessoa que a vê.
De forma presente e forte. Incontestável!
Definida como quem quem parte.
É nesta hora que o instante é maior que todas as coisas palpáveis.
Pleno em sua forma de ser.
Majestoso e milagroso instante, de continuar a ver esta mesma natureza, agora expresso em si mesmo e em nós.
A natureza tem das suas coisas…
Tem o seu ar de presença de quem deseja o que há de melhor para si mesmo.
Tem a seu favor o silêncio habitual de uma paisagem que diz com o que mostra, sem precisar de palavras.
Luiza Ricotta
Alegre-se com pequenas coisas.
Não espere que aconteçam grandes
coisas para ficar alegre. Sua alegria
deve despontar a partir de pequenas
coisas.O olhar,o sorriso,a mudança
agradável de temperatura,a chuva que
cai,o vento leve,oi cumprimento amigo,
o encontro com as pessoas conhecidas,
devem ser o suficiente para voce se alegrar.
Quanto mais voce exercita a alegria
nas pequenas coisas,mais se capacita
a senti-las nas grandes..!!
nathy alves!*
Nem sempre teras aquilo que deseja da forma que deseja mas ao invez de queixar-se olhe para o céu e agradeça a Deus por tela de alguma forma.
Sou a soma de tudo que existe na natureza, e que na falta de algum elemento quebra-se a harmonia, e então começa a luta pra restabelecer o nosso eu mais completo. por isso preserve a nossa natureza humana, e ai saberemos compreender as outras coisas.
escrito: Claudio Maut
Você Precisa Ser
Preste atenção enquanto seu dia revela-se,
Desafie o que o futuro reserva,
Tente e mantenha sua cabeça erguida para o céu..
Amores, eles podem te causar lágrimas,
Vá em frente, liberte seus medos,
Fique em pé e seja contada,
Não fique envergonhada por chorar.
Você precisa ser...
Você precisa ser má, você precisa ser ousada,
você precisa ser mais sábia,
você precisa ser dura,
você precisa ser rude, você precisa ser mais forte,
Você precisa ser legal, você precisa ser calma,
você precisa permanecer sã.
Tudo que sei, tudo que sei [é que] o amor vai salvar o dia.
Proclame o que sua mãe disse,
Lendo os livros que seu pai lia,
Tente solucionar os enigmas no seu próprio ritmo..
Alguns podem ter mais dinheiro do que você,
Outros têm uma perspectiva diferente.
Meu oh meu...
O tempo não faz perguntas, ele continua sem você,
Te deixando para trás se você não puder agüentar o compasso,
O mundo continua girando,
Você não pode pará-lo, mesmo se você tentar.
Desta vez é o perigo encarando você no rosto..
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