Se Fosse Só Sentir Saudade
O que faltou?
O que me moldou?
Onde me falhou?
O que me mandou?
Só parar de sentir
Por uma só vez
Já que não tenho a mentir
O que eu posso dizer?
Para você?
Me faltou algo sim
Mas o que foi que fez faltar?
Não tenho ninguém aqui
Para dizer e me soltar
Com tudo que sinto
Eu não queria trancar
Leve a carruagem
Das minhas mágoas
Para além da margem
Pois ninguém vai nas lagoas
Ninguém saiba do tremor
Que causa toda minha dor
Ah não, eu temo isso
Só queria abraço ao meu lado
Que não me faça me sentir sufocado
Mas na cabeça, me faço de palhaço
Problemático, confuso e lunático
O que me faz sentir?
Por que dessa vez?
Eu posso mentir
No que eu posso dizer?
Vai ficar tudo bem?
O que me faltou?
No brilho do sol a nascer,
Rafa aprendeu a ver,
Que a vida não é só medir,
Mas também sentir e florir.
Entre folhas, vento e chão,
Descobriu no coração,
Que cuidar é o melhor caminho,
Pra nunca andar sozinho.
"Olho de Vidro "
No fundo, talvez eu só esteja exausta(o).
De sentir demais, de segurar demais,
de fingir equilíbrio quando tudo treme.
E mesmo assim eu continuo dizendo “tô bem”,
não porque seja verdade,
mas porque ainda estou aqui —
e isso, por enquanto, é o que consigo ser.
Mude seus ideais, mude suas ideias sempre que você realmente sentir que precisa mudar só não mude seus princípios, sua índole, sua autenticidade e jamais deixe que te privem da verdade...🌝
Porque amar não é só sentir,
é escolher, cuidar, permanecer—
e se não houver verdade nisso,
melhor é sozinho viver.
Helaine machado
Viva
Viver não é só respirar,
é sentir o que a vida
te oferece hoje.
É abrir o peito pro instante,
mesmo quando ele vem imperfeito,
mesmo quando dói.
Porque viver é presença,
é coragem de sentir,
é não adiar o agora.
Então viva —
com intensidade,
com verdade,
com tudo que há em você.
Ass: Helaine Machado
No mundo, ninguém está só. Estamos todos no mesmo planeta.
Quando se sentir só, olhe para sua sombra, e ela te dirá que a única pessoa que te abandona é você mesmo, pois até ela está com você.
Só os tolos acreditam sentir a presença de Deus nas orações contaminadas pelo Discurso de Ódio.
Há orações que sobem como súplica, e há discursos que apenas ecoam ressentimento.
Quando a palavra se veste de fé, mas carrega ódio no tom, ela deixa de ser ponte e vira muro.
Deus não habita a violência disfarçada de devoção, nem se manifesta onde a dignidade do outro é negada em nome de uma verdade supostamente sagrada.
Porque a verdadeira oração não nasce da garganta — nasce do coração.
E um coração mal-acostumado a odiar, perde, pouco a pouco, a capacidade de reconhecer o Sagrado.
Os tolos acreditam sentir a presença de Deus em orações contaminadas pelo discurso de ódio, porque confundem barulho com transcendência e fervor com virtude.
A fé que agride não ora: acusa.
Não intercede: sentencia.
E não busca comunhão: exige submissão.
Não adianta fechar os olhos para rezar, mas permanecer de olhos bem abertos para ferir.
Nem juntar as mãos para orar, mas usá-las para apontar, excluir e atacar.
E, ainda assim, acreditam que Deus habita nessas palavras envenenadas, como se o Altíssimo fosse cúmplice das baixarias humanas.
Usam a mesma boca para abençoar e amaldiçoar, e mesmo assim esperam ser ouvidos.
Mas não é Deus quem os escuta — é apenas o eco da própria intolerância, devolvendo-lhes a agridoce ilusão de santidade.
A oração que não transforma o coração de quem a faz, dificilmente tocará o céu.
Pois onde Deus se faz presente, há silêncio que educa, compaixão que desarma e uma inquietação ética que impede o ódio de se ajoelhar como se fosse fé.
Porque onde o ódio se instala, a presença divina se ausenta.
E onde a oração é usada como arma, o céu não responde — se cala.
Ai dos que se atrevem a usar o Soberano nome de Deus para se esconder, aparecer e se promover.
Pedirão e não receberão, buscarão e não encontrarão, pois dos céus nenhum sinal lhes será dado.
Forma de sentir
Não sei dizer se o que escrevo é
poema ou poesia…
acho que só sigo o que o meu coração diz.
É expressão em estado bruto.
Talvez uma prosa poética —
quando narrativa e poesia se misturam
até não dar mais para separar
onde termina uma
e começa a outra.
Eu não me preparo para escrever —
eu sinto…
e as palavras vêm.
Às vezes em silêncio,
principalmente quando estou ansiosa,
triste ou nervosa,
elas vêm em rimas,
como se a vida,
por um instante,
virasse melodia
só para me confortar.
Como um drama,
um conto
ou romance antigo —
talvez de filmes
ou de uma época desconhecida.
Escrevo quando algo transborda,
quando aperta,
quando precisa existir
fora de mim.
As palavras apenas saem —
e eu as escrevo.
Não sigo regras,
não penso demais…
apenas deixo acontecer.
As frases vêm como ondas:
às vezes calmas,
às vezes quebradas,
às vezes interrompidas…
como quem respira fundo
ou engasga com o próprio sentir.
Dou saltos —
de assunto,
de emoção —
como batidas irregulares
de um coração apaixonado.
E, muitas vezes,
quando termino,
leio de novo
com um certo estranhamento —
como se não tivesse sido eu…
mas, ao mesmo tempo,
sabendo que nunca fui
tão autêntica assim.
Talvez não seja texto.
Nem poema.
Muito menos poesia.
Talvez seja só
o meu jeito de sentir
ganhando forma. 🌙
Da janela vejo sorrisos, é ruim ser só,
ter todas e ao mesmo tempo não sentir o calor de nenhuma,
confesso, sou destemido, mas tenho medo de não ter medo,
de não ser acordado com beijos e sim com despertadores.
E se todas sumirem? E se tudo acabar?
O que restará? Sei que não irei mudar.
Mas queria, por mais que não consigue.
É o preço que se paga por não querer depender de ninguém,
mas uma hora você para, olha para si mesmo,
e vê que é dependente de si,
dependente de tua própria solidão,
do seu próprio eu.
Agora me sinto despedaçada
Agora só quero um pouco de sossego
Quero sentar na estrada
Sentir o vento seco.
Ainda consigo sentir seu abraço, ele ficou em mim feito tatuagem e quando me sinto só parece que sinto o calor desse abraço.
Ainda posso decifrar seus sorrisos, caras e reações quando ouço sua voz ao telefone.
Dos sabores mais intensos e marcantes, daqueles que mais sinto vontade de provar novamente, o seu beijo é o principal.
Só em saber que nossas metrópoles do hoje serão as ruínas do amanhã, faz-me sentir como alguém que apenas viveu e nada sentiu sobre a própria vida. Sendo mero apetrecho do passado que talvez será totalmente ignorado, acreditando-se que era apenas lenda...
- Relacionados
- Poemas sobre saudade para transformar ausência em palavra
- Frases de saudade para dizer tudo o que o coração sente
- Carta de Amor: textos românticos para o seu amor se sentir especial
- Textos de Saudade
- Frases de saudades de quem morreu para manter viva a sua memória
- Poemas de saudade que traduzem memórias em versos
- Saudade Pablo Neruda
