Se Fosse Só Sentir Saudade
Os meus dias nunca deixaram
De serem todos para ti devotados,
E só para ti preparados
De forma espetacular,
Eu tenho uma esperança
Para muitos sublime,
Eu hei de fazê-lo voltar
No tempo e para mim,
Não houve o fim, nasci para ti,
E tu nasceste para mim.
Os meus dias não foram fáceis,
De segundo em segundo,
Morri a cada fração um pouco,
De ciúmes e de desgosto,
Quero que tudo isso fique para trás.
Os meus versos repletos de romance,
De alguém que lhe pede uma chance,
Para a gente reviver o nosso amor
Afastado. aprisionado e segredado,
Por esta vida teve de se fazer calado.
Eu te escrevo
como quem beija,
Só para ver se
você me (nota).
Eu vi o Sol desmaiar
de êxtase,
Para acordar nos
braços da aurora.
Nada me saciará mais
Do que você
como alimento,
Dono de um corpo
que me tira a paz;
E de uma fragância
cheia de sentimento.
Eu vi você amanhecendo
no meu peito
Como um lindo Sol
cor-de-coral,
Eu vi você
me levando...,
Para o teu abrigo
(espiritual).
Nada me aquietará
mais,
Do que ser calada
com o seu (beijo)
Pedindo de mim o segredo
que te satisfaz;
Sabemos quando
e como fazer do nosso jeito.
Tudo acontece
quando te vejo,
E até quando te ouço,
Talvez eu nunca te fale,
Embora, sei que
você percebe,
Que o meu corpo
pelo teu sempre ferve.
Neste círculo de condenação,
(íntima)
Cada momento seu sempre vira poesia,
(feminina)
Certamente encantada de vivê-la
Ao menos na (escrita).
Alcançada por ti
Iluminada fiquei
Só de me leres
Com os teus raios
Dóceis e solares:
Sim, eu te beijei!
Apaixonada por ti
Enfeitiçada fiquei
Só de me segurares
No fundo do teu olhar
Mergulhei no oceano
Do teu jeito de me amar.
Iluminada por ti
Não há como se deslumbrar
Escrevo o meu poema
Já que não há como conversar.
Falamos a mesma língua
A atração é sobrenatural
Sabemos o que queremos
É além do intelectual
Rejeitamos o banal
Do nosso cardápio particular
Colhemos no jardim dos beijos
Guardamos os nossos desejos
A hora certa acontecerá sensual.
Tomada por ti
Seduzida fiquei
Com os ouvidos
Só nos teus tons
- brotaram os meus
Semitonados, expressei.
Gotejam licores de Musa
Extasiada por nós
Sussurro devagar
Um versinho de Neruda
Para você se aproximar...
Lembre-se de mim, assim:
como margarida vestida de sol.
Lembre-se de mim, assim:
como um sorriso sem fim.
Recorda-te que passei,
e que o amor um dia foi lei.
Agora, tudo mudou:
o tempo - implacável - passou.
Contente-se com a lembrança
Que não dissipou, e não passou,
Recorda-te da borboleta mansa,
- repousada na tua mão
Eu que fui verso e virei canção
Para sempre no país do teu coração;
Serei a tua razão,
- inesquecível -
Lembre-se de mim assim:
como o teu amor celestial
E de todos o mais incrível.
Libertei-me do ninho,
Sou o amor que voa sozinho,
Libertei-te para não voltar,
Viver para me amar
É tua responsabilidade;
Deixe-me no meu destino,
Sou o curso do rio de volta
Para a vida e para o mar,
Assim na poesia estrelar...
Não existe erro
quando é amor,
O amor é só questão
de acerto,
O amor não
requer segredo,
Geralmente, o amor
voa alto,
Ele caminha com os
pés no chão,
Tem talento para
ser arribação.
O amor requer
doçura,
E requer grande
atenção,
Dizem que é
uma loucura.
Porque quando
ele chega:
Ele vem
que vem...
E faz na gente
um delicioso
Vai-e-vem-vem-e-vai,
Quem ama
nunca trai,
Quem ama
não cai,
Porque tem
certeza,
Que amar de verdade
É para todos
que têm coração
De rara beleza,
e vida interior
Com grande
riqueza...
Quando se ama,
sempre
Nasce em nós
um poeta,
Porque
nascemos
Todas às vezes
que amamos;
Enquanto, o coração
estiver
Batendo é sinal
de que não findamos.
Porque tens
os meus cabelos,
Estou mansa entre
os teu dedos,
Pronta para ser
só loucura
Em ritmo e ledos,
Ainda bem
que não temos
Mais [segredos].
Excitam todos
os teus meneios,
Confesso que
já tive mil medos,
Mas muito mais fortes
foram o desejos;
Entusiasmam todos
os teus empregos,
Nunca houve notícia
de tão subversivos enredos,
Nunca chegou perto sequer
dos históricos mancebos.
Tenho no teu regaço
o melhor dos berços.
Porque a poesia
é a boa desculpa
Para que não
nos desviemos,
E sempre para
que nós voltemos
A viver esse espetáculo
venturoso.
Tenho atração pelo teu
beijo meloso,
Que na verdade é um
beijo licoroso,
Somos dois seres
para lá de criteriosos,
Que buscam em matéria de amor
serem primorosos
Confesso-te tudo,
e ainda mais um pouco:
Tens poder sobre mim,
mexeste com os meus impulsos
Para lá de [vigorosos]...
Um pedaço de sanidade,
E outro de insanidade,
Tens um pedaço de verso,
E outro que é só saudade;
Uma boa estrofe descrita,
Para dizer o quê me atina,
Porque somos uma mistura,
Que até ao Universo fascina.
A terra sempre precisa da água,
Você precisa da minha calma,
Quando você me dá o teu sorriso,
Jamais resisto,
Eu te entrego a minh'alma.
Não sei escrever, e nem recitar,
Quero nos viver, vivo a inventar,
Você é o meu mais lindo luminar,
Porque a tua potência provoca,
A tua ausência sempre me sufoca,
Perco até o meu respirar,
Amor, volta logo!... porque és o meu ar.
Sinto muito não saber falar direito,
E também não escrever com o português
Correito - os meus versos são na realidade:
Um por um - todos 'escorreitos'...
A água que sempre ginga na terra,
Exatamente, como a água eu sou;
Basta que você me peça,
Logo, me dou.
Escrevo do meu jeito,
Escrevo para você imaginar tudo,
E do jeito que deve ser imaginado.
É verdade, que mesmo sem saber escrever,
Arrisco-me escrevendo
Para cair na boca do povo,
E deixar esses meus versos falados,
Antes escrever poesia para alguém,
Do que ser inteiramente só
Ou andar mal acompanhado.
A vida é um turbilhão,
Aqui só cabe amor, ritmo e mansidão;
No mútuo uso e fruição,
Enroscados nos lençóis fazendo
A mais doce confusão...
A Musa envolta na seda carmim,
A estrela iluminada pelos teus beijos,
Hábeis são as tuas gingas e meneios,
Acabaste com todos os meus freios
Acabaram- se todos os receios...
Misturamos a chama profana
Com a chama sacrossanta,
Somos um pedaço da noite
E um pedaço da manhã que não engana,
Juntos numa só artimanha...
Sabemos a que viemos, tudo o quê
Queremos e ansiosos desejamos
Viver o melhor do amor
Está nossos planos;
Um banquete dulcíssimo
Que fará de nós uma certeza refugiada
Do mundo que no fundo evitamos.
Sinto você
que passa
Tua porção
que fica
Te amar é
uma delícia
Só de pensar
em você
Eu me viro
e desviro
Nessa poesia
devassa
Suspiro
e me inspiro.
Trago de ti
o melhor
Só aquilo que
me amacia
Vou além do que
te atiça
O amor que nos
perpassa
Tenho a certeza
que fica.
O pensamento
silencia
Para embalar
a delícia
De estar absorvida
E sorvida por
pura poesia
Pelas linhas
dessas súplicas
Não resistindo
a doce malícia
De sentenciar
o quê melhor
Suplicia de não
ter me encaixada
Nos teus verbos
e corporificada
Ao teu gosto,
maneira e mania.
Faço-me subversiva
Para provar
das tuas astúcias
E me inebriar
nos teus intentos
Rompendo as barreiras
das sensações
Para que eu não saia
dos teus pensamentos.
E dominando o teu
corpo indomável
Somos guerreiros
desarmados
Tomarei este
coração amável
Poetas do fim do mundo
De maneira misteriosa
e indizível
Brindando sempre
e a cada segundo
O amor que chegou
de vez imbatível
Fazendo dos nossos
corações bichos domados.
Eu tenho um passo que é só meu,
Não suporto o quê por mim
Não foi criado
- nada me coloca -
Amarrada.
Sou bela porque voo livre,
Vivo solta e não me prendo à nada
- sou indomada -.
Eis-te aqui e um roseiral
Em floração que não
teme o tempo,
E que nasceu em meio às rochas.
E neste momento está
dançando no vendaval...
Expressão de fé e de entrega
Ao mundo celestial.
Não vivo à toa, gosto
de ser apreciada,
E de viver levemente sempre
Tendo um bom motivo
para estar apaixonada.
Há um mundo em movimento
Dentro de mim,
E uma audácia que não se acaba.
O meu coração é inteiro
quando se trata
De lealdade,
Quando você der
a minha falta:
Irás colher a fina
safra da saudade...
E quando você pensar
em me procurar:
Entenderás para sempre
que agiste tarde.
Deste meu corpo nascido
prum bom beijo,
E também para o perigo:
Sou nascida para o pecado, admito.
Resolvi deixar-te
de castigo,
Só porque você não
está aqui comigo.
Acostume-se com esse meu
jeito doido e bandido.
Eu nunca havia contado antes,
Resolvi contar só agora,
Que eu e Ariano no vai-e-volta,
Sempre nos encontramos sempre
No Sertão da poesia
- abrindo uma janela imensa -
E que juntos nada nos supera;
e nem derruba a paixão intensa
Pela a Literatura que nos veste de Lua.
E dessas letras que fazem chover
No Sertão e que criam doçuras
Para cintilar
Ainda mais as estrelas
- galopando -
Não desistimos de acender o candeeiro
Para nos diluírmos na luz da Lua
E na noite perigosa, ardente,
poética e venturosa,
Repletos da nossa paz [maviosa].
Nesse jogral no corpo étereo
Que também é terra - no alvoroço
Desse jogral cigano - sempre me vi:
Cravejada por Ariano.
Ariano prosa, poesia, verso
Poema, e sobretudo, Ariano do alto dessa
Paixão compadecida que por ele sou encantada
Desde menina, e agora, florescida em
Forma de mulher...
O meu bem-te-quer não deixou de florir
Em centelhas douradas pelo Sol de todos
Os sertões mesmo pela vida magoados,
e enganados.
Os dias da minha vida sempre
Foram e são por teus poemas emocionados;
Nessas tuas letras aurivermelhas da cor
Do teu coração - foram estes versos Inspirados.
Só para revirar os teus sentidos,
E nos toques mais infinitos:
Pedi o ombro do meu moço,
Amei você com gosto.
A felicidade não tem preço,
Quando ela chega, te vira
E revira do avesso...
Ela tem sempre um começo,
E também um recomeço.
Com gestos e feitiços plenos,
O teu sorriso iluminou,
Só quem não deu valor,
É porque nunca enxergou...
Escrevo todos os dias
Para dizer que jamais te esqueço,
Entre nós haverá sempre um defeso,
Para nós o amor é indefeso;
Portanto, eu implacavelmente te protejo.
Resolvi o nosso
amor acolher
Ninguém mais
nos tira
do trilho
Só o amor
é capaz
de dar
o brilho
Decididamente
contigo
resolvi viver
Acariciando
o teu coração
Te provarei
sem pudor
Seremos
do nosso
amor
Já te vejo
pleno
de fulgor
Serei a brisa
bem mansinha
Feminina
e encantadinha
Entregue
e arrepiadinha
Prometo que
vou andar na linha
A primavera
está florescendo
A minha adega
está nos
teus lábios
Dos nossos sabores
vou fazendo
Vinhos primaveris
de inebriar os sábios
Nasci para você, e por ti existo,
Respiro por nós dois, e persisto;
Sou só súplica, e por nós insisto,
Você existe, eu não te resisto.
Por você, eu nos construo,
Para você, eu nos conservo;
Só por você, eu nos eternizo,
Inteiramente por você, eu me declino.
Trago em mim a primavera no peito,
Amo você do meu jeito intenso e derradeiro,
No compasso que não perde um só minuto,
Carrego por você o maior amor do mundo.
Sou mansa como um regato,
Sabes do meu jeito de mato,
Trazes para mim num único heróico ato:
O maior aconchego do mundo
No calor do teu abraço.
A poesia te busca na escuridão,
Estou no exílio, e só na imensidão;
Sem a tua companhia o ar é solidão,
Vivo procurando por tua atenção,
Um pedaço teu é do meu coração.
O coração erradio busca pelo teu colo,
Está na hora das nossas destrezas,
Desfrutaremos de todas as sutilezas,
Estrearemos o nosso espetáculo íntimo,
Com uso e fruição de todas as belezas.
A aventura que busco é a alegria
Renovada a todo instante e a dose
Equilibrada entre elegâncias
E as boas safadezas
- nossas -
Poéticas indecências,
Nirvanizaremos as nossas malemolências.
A abóbada celeste incita que eu escreva
Daqui do exílio tudo isso e mais um pouco:
Ela tem um pouco dos olhos do tripulante
Dos meus sonhos e desse desejo
Que se expande deliciosamente louco...
O amor tem o seu caminho
secreto, um segredinho
e um tom que provoca
só o que é de bom.
A seresta escrita
em silêncio,
sem tua companhia
matreirinha,
cria motivo
para ser inteirinha...
Quem ama nessa vida
encontra sempre
um bom motivo
para fazer festa;
a seresta com jeito
e cheiro de orvalho,
e que procura todinha
por teu laço...
O amor tem o seu próprio tempo,
ele escreve a nossa história;
e inspira a nossa seresta
- secreta -
a seresta que te pede
- pertinho -
e que ama o teu carinho
bem de mansinho...
Com jeito de Lua
abraçada pelo Sol,
desfaço-me em denguinhos
só para dizer
que você é lindo, sensacional
e perfeitinho em clave de sol;
a seresta com passos miudinhos
está abrindo em nós
novos caminhos...
Eu te amo de uma forma especial,
e trago dentro de mim
a nossa seresta,
ela está tocando está aqui
ainda sem jeito,
a seresta está oculta
e haverá de tocar serenando
o sentimento mais inteiro;
assim será o caminho da seresta
do amor fundamental.
Visto-me com a tua pele,
Não estou mais nua,
No ambiente fúcsia,
Só a tua voz amaina,
A nossa rima se insinua;
A luxúria não enrubesce,
Sou inteiramente tua,
A carícia amacia,
Emana a fantasia,
A fragrância de ternura.
O teu domínio aquece,
A noite é uma criança,
A brincadeira atiça,
Somos uma prece profana,
Carinhosos numa só volúpia,
A chama que não se esquece,
Sinfonia que se sussurra,
A tua virilidade, estimula;
No ar a fragrância que excita,
Urgente em plena fervura,
Nada nos fenece,
Nos teus contornos submersa,
O Sol se entrega à Lua,
Num baile de fúria mágica,
O teu charme comanda, manipula.
Quando existe amor, nada perece,
O nosso toque é perene, enfeitiça,
A tua presença eriça;
O nosso giramundo, doce primícia.
O nosso amor enobrece,
Tomados por nossa lúcida loucura,
A nossa aspiração é nada contida,
A nossa ginga passa da hora,
Eroticamente corretos
- nada mais nos importa.
Você surgiu
do nada,
Não sei o quê
em ti
Eu encontrei,
Só sei que
de você,
Não quero
me prevenir,
Há algo
em teu olhar,
Que me fez
sacudir,
Há algo
na tua boca
Que tenho
que provar,
E te recompensar
com leveza
de fada.
As minhas mãos
não podem
te tocar,
a minha letra une
as nossas mãos
de uma forma
maior,
para quando o tempo
de amar chegar,
os nossos corpos
hão de se render
e se colar,
Assim sou poesia
e perdição
a te provocar.
Só de pensar em você,
qualquer lugar vira
Um doce paraíso,
mesmo sem tê-lo
De fato aqui comigo.
Só de ouvir tua voz,
prevejo o futuro,
o doce acordo,
Mesmo distante,
o radiante encontro.
Só de pensar em você,
revivi o quê devia,
A volta sem regresso,
mesmo sem tê-lo,
De fato aqui por perto.
Só de saber como és,
adivinho o destino,
A fortaleza e doçura,
mesmo de longe,
O soneto pressentido.
Só de pensar em você,
imagino mil cenários,
Já me proclamo sua,
mesmo sem você saber,
De fato tanta ternura.
Só de te admirar,
proclamo-me íntima,
Revisto cada detalhe,
mesmo em cada letra,
De fato além da poesia.
Já és realidade...
Por ser quem eu sou,
de ti só pedi segurança;
Para não ficar como estou.
Por amor eu te esperei,
e também fui atrás,
Nunca nos desperdicei.
Por amor quis te proteger
da maldade do mundo,
Mas você não quis entender.
Por amor eu me distanciei,
e corri para nos salvar,
Mas você não quis explicar.
Por ser esse o meu dom,
se eu tiver de elevar tom
de voz sempre será poético.
Por ser feita de amor,
se eu tiver de ser bravura,
Não vou perder a doçura.
Por ter alma e pele,
só preciso despir-me,
O desejo ainda verte.
Na vida não te esqueças:
que a poesia não precisa
de voz para elevar o tom,
(Ela conta com as letras).
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