Se Fosse Só Sentir Saudade

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⁠Furrundum bem adoçado
com rapadura ou açúcar mascavo,
Vou fazer para você provar
só para te deixar apaixonado,
Há por injustiça da nossa
língua quem chame
o Furrundum de briga...,
O Furrundum é
doce de cidra ralado,
Oh, coitado! Oh, coitado!

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Nos seus braços
haverá o verão
de desejos apaixonados,
Que só acontecerão
numa viagem que só haverá
espaço para o amor e a paixão.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Paio para chamar
alguém de bobo,
Paio mesmo é só
para colocar gosto
no nosso Feijão
para ficar saboroso.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Traço todo
o meu destino
e tudo aquilo
do meu jeito,
porque daqui
para frente
só me permito sorrir.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Aprendi fazer Beiju
foi é com Amao,
Ninguém sabe notícias
da nossa Amao,
Só sei que o meu
coração não desiste
fácil de alguém como tu,
Poema meu do Norte
ao meu amado Sul.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠É só você pegar
o Azeite-de-dendê
que está ali,
Para fritar o Amori,
Sabe, no final,
tu vai é ficar comigo aqui.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Alguém só
lamenta
uma perda
ou ausência
quando
conhece
ou mantém
vinculação
afetiva com
pessoas
e lugares,
ou por poesia,
porque sente
até aquilo
que não viveu,
e sobrevive
a sentença
e o quê
é profundo.

Perdoe-me
Jerusalém,
amada,
é preciso
noticiar
o crepitar
do incêndio
na mesquita,
embora não
exija de quem
a conheceu,
e esse choro
me compete
para que
a indiferença
não se repita.

Todos únicos
e de joelhos
diante
dos púlpitos
do mundo,
clamando
as liberdades
do General,
da tropa
e comuneros
em ritmos
do tempo
próprio
e llaneros;
cremos
na solução
contente
porque fé
temos que
Deus vai
libertar toda
essa gente.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Não soube mais
notícias do General,
Só que de saúde ele
ainda deve estar mal.

De susto em susto
não há ombro
que se recupere,
Onde até transformaram
o ar em artigo de luxo.

Um poema ao dia
me diz que faz a cela
menos apertada,
Mesmo que ele, tropa
e você não me leiam.

Não faço ideia de
qual será o final,
Mas aqui há versos
para lembrar
dos 46 membros
da Guarda Nacional.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Na verdade
é só aparência
de quem não
tem dormido:
é que o coração
sem notícia
está aflito.

Não nasci para
o conflito fora
do campo poético,
Só aguardo um
sinal profético de
que mais vítimas
não haverão
de acontecer.

A conta da sigla
de 5 letras
está em 51,
E ninguém sabe
se este número
foi superado,
Aliás não há
nada bem
informado;
Supera o número
de quem nem
deveria ter
sido castigado!
Nas mil
trincheiras
repletas
de letras,
Perdão pela
insistência
porque
do General
e da tropa
me atrevi
a não parar
de querer saber.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Não se sabe
mais nada,
O silêncio
só aumenta
e tortura,
E não me
conformo,
Não sei
viver sem
saber de tudo,
Sei que não
vou mudar
o mundo,
Só acho que
posso tentar
ser poeta.

Se o Major
foi forçado
a se suicidar
ou se não
aguentou
a pressão,
Não se sabe
a verdade;
Só se sabe
que o estado
é delicado.

Não há luz
e sobra dor,
Até que me
provem o
contrário
Todos estão
ameaçados
para não
denunciar
os maltratos,
Quase não
há mais ar,
Faltam janelas.

Tudo me faz
atordoada,
A dor alheia
à revelia
transferi
para mim,
Não convivo
bem com
a indiferença,
Não soube
de mais nada
do General
e da tropa,
Dessa história
só quero crer
que haverá
um bom final.

Faço votos que
isso não passe
de um mal
entendido,
de uma intriga
ou mesmo de
um pesadelo;
Porque custo
a acreditar
que entre
os Filhos
de Bolívar
isso esteja
acontecendo.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Neste dia mirandino,
me ajude a entender
o quê se passa,
Só não misture
os fatos para não
tornar a vida ainda
mais confusa,
Porque já está
enorme a desgraça.

Seja como Teresa
que num verso
ensinou que tudo
passa e que só
Deus não muda;
Para não prejudicar
quem realmente
precisa de ajuda.

Porque mesmo
depois de tudo
e dessa tal
medida-cautelar
sobre General
e a tropa
ninguém sabe
mais nada,
Não vejo a hora
de raiar a liberdade.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Conhecia um segredo
que só os nascidos
com talento teriam
a capacidade
de se destacar
na inteligência militar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Dizem que a luz
está voltando,
só não dizem
quando é que
a liberdade vai
voltar para o
seu devido lugar.

Não sei como
é que podem ter
acreditado em um
'chisme' de quartel,
e se rendido ao
papel de prender
quem nada fez
contra a Pátria,
não me permito
ficar conformada.

Não se prende
alguém só porque
meia dúzia usou
de acusação na fala,
Todo mundo sabe
que o General
está há poucas
horas de completar
um ano preso
sem ter feito nada.

Há alguma notícia
sobre os presos
nas duas siglas,
e assim segue
o silêncio brutal.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Nem um só
instante
nós dois não
esquecemos,
e não há um
dia em que
não paramos
de pensar
nos presos de
consciência,
e todos os dias
rogamos à Deus
que lhes dê
a resiliência
para o peso
que eles e
os deles têm
de suportar.

Falta tudo
e o pouco:
o perdão
e a reconciliação
para espantar
a escuridão
do coração.

Falta o quê
essencial
aos olhos,
ao peito
e tudo
aquilo
que está
impedindo
de trazer
a vida
de volta
para o
seu lugar
para
reconstruir
a Nação
de Bolívar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Na verdade você não
pode nenhum pouco
de mim se queixar,
Só porque sou a tal
letra poética
e alma teimosa.

Eu me sinto
a comandante
do quartel
mesmo ciente
que nem isso sou.

Vamos fazer um
acordo de paz?
Me devolva a tropa
e os generais,
que eu te devolvo
poemas em dobro,
e juro que de ti
não reclamo mais,
porque você é
assunto do seu povo.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Por andar
Sozinha
Eu deveria:
Ter cautela.

Só consigo
No máximo
É equilibrar
O quê escrevo.

Em dias
Normais
Deixei tudo
para trás.

Sei que te
Impuseram
O tirano
Silêncio.

Em todos
Os tempos
E verbos,
Por ti não
vou parar
De gritar
Em todos
Os versos:
-Que não
aceito!

Seguem não
Temendo
Nenhum veto,
Meus poemas
São pacíficos,
Mas estão
Em protesto.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Luz
centaura
do raiar
do dia,
Só quero
o quê
pacífica,
Por ti
nenhum
de nós
descansa,
A galope
intrépido
a vitória.

Creio
na verdade
miguelina,
Gosto
da melodia
falconiana,
Lembrei
da poesia
da guitarra
incendiada.

Por mais
que desejem
nos cansar,
Não nascemos
para desistir,
E tampouco
desanimar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Não há mais como
disfarçar o espírito
hostil que possuis,
pois a sua ideologia
serve só a vontade
de roubar o sorriso
de quem lhe cerca.

O seu radicalismo
na verdade é para
mascarar a sua
índole perseguidora
que serve a um plano
que não lhe pertence.

Na nossa terra ser
dessa sua maneira
já se convencionou
como grave rotina,
é gente como você
que agride no meio
da rua a Maria Corina.

Colocaram as armas
em plena campanha,
e não estão respeitando
nem mais as crianças
bem nas nossas caras,
derreteram a moral.

Cada cabeça a
sua santa sentença,
aprenda a respeitar
a minha presença
que segue em greve
em tempo fome,
e não estou na
situação do Jorge.

O meu continente
é farto de tudo:
de sanções, tramas,
conspirações,
e de perseguições;
mantém um General
inocente na cadeia
em nome de gente
cheia de alucinações.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠O mar é para os povos
e dá para todo o mundo
desfrutar sem se conflitar,
é só questão do respeito
e a fraternidade recuperar.

O diálogo foi levado
até o Palácio da Paz
para colocar no seu
devido lugar a História
com a justa soberania.

Há um novo capítulo sem
Guerra a ser escrito para
a rota que pede justiça ao
mar que foi subtraído,
pois o povo foi traído.

Há uma imperdível
oportunidade de se
fazer uma Nova Era
de prosperidade
ganha quem souber
viver com flexibilidade.

Não se impõe isolamento
geográfico a Pátria alheia,
porque um dia o destino
cobrará a conta inteira;
é preferível colaborar
com a justiça para
que ela aconteça.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Os mais altos
índices de preços
da luz alcançarão
o Brasil e o Panamá,
e isso é só o começo:
do escuro nunca tive
e jamais terei medo;
o autoritarismo roubou
há muito tempo
o meu santo sossego.

O meu ombro dói igual
ao ombro do general,
o meu tornozelo dói como
o braço do Arcebispo,
quero chegar ao ponto
de me esquecer o quê
é sentir como doí isso.

O quê tenho para fazer
ou deixar de fazer,
não te interessa!
Só sei que sempre
que houver um fato novo,
prosseguirei a escrever,
porque não sou importante,
e não tenho o porquê
de dar entrevista:
por ser liberdade e poesia
inconformada contra a tirania.

Inserida por anna_flavia_schmitt