Se foi o Tempo Chegou o Tempo
Um amor visceral – porque só amei uma vez
por Diane Leite
Eu só amei uma vez.
Mas foi amor com todas as letras,
com todas as vidas,
com todos os silêncios e todos os gritos contidos no peito.
Não foi um amor comum.
Foi um amor que rasgou camadas,
que me tirou o chão — e me ensinou a voar mesmo assim.
Foi o amor que atravessou portais,
que ouviu os sussurros da alma antes mesmo que os corpos se tocassem.
Amei como quem reconhece.
Como quem encontra o lar no olhar do outro.
Como quem diz: “eu sei quem você é”,
mesmo que o mundo insista em desmentir.
Esse amor não pediu licença,
não bateu na porta:
ele arrombou os portões do meu destino.
Fez do meu ventre templo,
e do meu silêncio, altar.
Amei com o corpo, com o coração, com a mente…
mas, sobretudo, com a alma.
E talvez por isso, nunca mais tenha amado assim.
Porque quando você ama com a alma,
o resto do mundo fica pequeno demais.
Não amei por carência.
Amei por conexão.
Não amei pela presença.
Amei pela essência.
Não amei para ser amada.
Amei porque era inevitável.
E o que é visceral nunca se perde.
Ele vive além da matéria,
além do tempo,
além de qualquer ausência.
Porque quando o amor é verdadeiro,
ele não termina.
Ele se transforma em força.
Em propósito.
Em poesia que pulsa — para sempre — dentro de mim.
O Peso Invisível
✍ Por Diane Leite
Dizem que o home office foi a grande revolução do trabalho. Dizem que agora podemos conciliar tudo – carreira, filhos, casa, sonhos, ambições. Dizem que podemos trabalhar no conforto do lar, produzir enquanto assistimos ao crescimento dos nossos filhos. Dizem tantas coisas…
Mas ninguém diz a verdade.
Ninguém fala sobre as palavras interrompidas, sobre o cursor piscando na tela enquanto uma voz infantil chama sem parar: “Mamãe, mamãe, mamãe…” Ninguém menciona o caos mental de tentar responder um e-mail enquanto alguém puxa sua blusa pedindo atenção. Ninguém fala sobre a raiva silenciosa de tentar construir um futuro enquanto mãos pequenas tentam te puxar para o passado – para aquele tempo em que você era apenas mãe, apenas colo, apenas entrega.
O mundo aplaude pais que trabalham de casa, admirando sua dedicação e equilíbrio. Mas quando é a mãe que tenta, o que ela encontra? Um labirinto sem saída.
Ela tenta negociar, tenta explicar.
"Filho, me dá só mais meia hora e depois a gente brinca."
"Mamãe está ocupada agora, mas depois vamos ver seu desenho favorito juntos."
"Por favor, me deixa terminar isso, é importante."
Mas as crianças não entendem tempo. Elas entendem presença. E quando percebem que a mãe está ali, mas não está, insistem, persistem, exigem. Querem tudo. Querem agora.
E a mãe?
A mãe não está frustrada porque não ama o filho. Não está frustrada porque não quer estar ali. Ela está frustrada porque precisa pagar as contas. Porque precisa trabalhar para sustentar o filho que, ironicamente, é quem a impede de trabalhar.
E o pior: a criança não entende.
Ela não sabe que aquela mãe exausta que pede “só mais um minutinho” está tentando garantir um futuro para ela. Não sabe que, enquanto brinca distraída, aquela mãe está planejando, negociando, buscando um jeito de fazer tudo funcionar.
A mãe engole a raiva. Engole o cansaço. Engole o grito que quer sair.
Porque o mundo já a ensinou que mães não devem sentir raiva dos próprios filhos.
Porque o mundo já a convenceu de que esse é o seu papel e que reclamar é ingratidão.
Mas lá dentro, um vulcão silencioso se forma.
Não é culpa.
Não é medo.
É frustração.
Porque enquanto o pai seguiu sua vida, ela parou. Enquanto ele construiu, ela segurou tudo sozinha. Enquanto ele dormiu tranquilo, ela ficou noites em claro, estudando terapias, pesquisando tratamentos, garantindo que aquele ser pequeno e frágil tivesse um futuro.
Agora que o filho cresceu e que ela finalmente tenta respirar, tudo parece puxá-la de volta para aquele tempo de doação total. O tempo que parecia ter ficado para trás, mas ainda vive dentro dela.
Ela sente raiva porque percebe que ninguém vai dar esse espaço a ela. Ela terá que tomar esse espaço.
Mas ninguém ensina como.
E então ela segue, tentando negociar, tentando encontrar um pedaço de tempo entre as exigências do dia.
O cursor ainda pisca na tela.
Os e-mails ainda esperam.
Os sonhos ainda querem nascer.
Mas há um peso invisível sobre seus ombros.
O peso de ser mãe e ser mulher ao mesmo tempo.
O peso de carregar tudo enquanto o mundo finge que não vê.
Mas ela vê.
Ela sente.
E um dia, de algum jeito, ela vai conseguir respirar de verdade.
E não pedirá mais desculpas por isso.
Diane Leite
Foi Domingos de Oliveira que disse: “Aqueles que se amaram muito um dia têm que permanecer amigos para sempre, senão o mundo fica cruel demais“. Pois eu penso da mesma forma. Não há crueldade maior que nunca mais trocar algumas palavras com aqueles que um dia amamos. Não há insensatez maior do que acreditar que não é possível olhar para trás com ternura e afeição, sem um pingo de má intenção. Não há incoerência maior que imaginar que o amor não possa se transformar numa amizade real e desprovida de recaídas.
Você não é fruto do acaso. Não importa a origem do seu nascimento, você foi sonhado e planejado por Deus.
A esperança é uma febre que não queima, mas arde em silêncio, uma promessa que nunca foi feita, mas que insistimos em acreditar. É como deitar em um gramado úmido ao entardecer, sentir a terra fria contra as costas e a brisa carregando um cheiro de coisas esquecidas — da infância, talvez, ou de um sonho que nunca aconteceu.
E nesse momento, enquanto o vento invade os pulmões como se quisesse torná-los eternos, você percebe que a paz não é uma conquista, mas uma entrega. É um instante roubado do caos, um suspiro entre a tempestade.
As palavras para descrevê-la, se é que existem, são frágeis como fios de teia ao sol. Elas não dizem, mas insinuam. Porque a paz, quando vem, não se explica: apenas invade. Talvez seja isso que Clarice quis dizer tantas vezes — que há um mundo dentro de nós, maior do que qualquer compreensão. E nesse mundo, a esperança floresce como uma erva daninha teimosa, rachando até o concreto da nossa dureza.
Onde eu vivo existe hipocrisia, racismo e corrupção
O ETC. já foi roubado só pra não ter mais confusão.
Onde eu vivo
Onde eu vivo existe hipocrisia, racismo e corrupção,
O ETC. Já foi roubado só para não ter mais confusão.
Onde eu vivo o mal se esconde atrás das palavras,
Não só atrás de uma arma apontada.
Aqui não existe a verdadeira paz e amor,
Só existi pessoas que pensam ter, pelo menos um pouco.
Aqui não existem sonhos livres e concretizados,
Só existi sonhos acorrentados pelos próprios humanos.
Onde eu vivo a pobreza reina marcando as gerações,
Onde eu vivo a sujeira dos políticos é limpa com os impostos absurdos,
Onde eu vivo a tristeza consome vários corações,
Enquanto isso quem manda onde eu vivo são os ladrões.
Quando te chamarem de tolo, antes de retrucar, veja se foi apenas uma ofensa ou, a oportunidade de comprovar o diagnóstico.
-Ele caiu, acontece com as pessoas.
-Era fraco! Foi isso.
-Viva um pouco mais e verá que, até os mais fortes caem...
Se não é feito com seu melhor e tido um desfecho à contento, nada mais foi que um revide ao sofrimento já dado a si.
Nada é fácil para ninguém, tudo se conquista, mesmo o que ensina, um dia foi um aprendiz...
Vai, segue, não pare e chega de olhar para trás, pois o passado tem que ficar no seu lugar devido "PASSADO".
Você não foi rejeitada. Foi separada.
E essa separação, embora dolorosa, está te alinhando ainda mais com o Meu propósito.
O coração dói a alma perdoa, mais se pensei em ti o meu amor não foi atoa.
Levo você para a vida inteira na cabeça não consigo te esquecer fazer oque ser meu coração quer você.
O Meu maior tesouro foi amar você, por isso digo sempre quero ser o meu eu em você.
Em minha cabeça tudo é mais secreto duro igual concreto só eu te venero.
Você se foi, deixou um vazio no meu coração, sinto todo dia o nosso cheiro, penso todo dia em nós dois, imagino um dia te encontrar é poder te abraçar...
“Todo aquele que se envolver numa guerra que não é sua, opinar sobre algo que não lhe foi questionado ou tomar do vinho que não lhe foi oferecido, tem o peso de sua opinião como pena num furacão.”
"É mais produtivo confiar no homem que foi incumbido de jogar-lhe a primeira pá de terra na cova, do que num político que elegeu-se para salvar-lhe a vida."
De tudo que se perdeu
Foi-se
Parece que nada aconteceu
Você não sente falta
Nem eu
Será que a gente se perdeu?
Ou será que você se achou
Assim como eu?
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