Se Existir Guerra que Seja de Travesseiro
Aos conhecidos
“É difícil existir...
Acordar e se reinventar a cada dia,
Vagar sem rumo,
Conhecer pessoas
E então conviver com elas.
Gostaria de ser esquecido
Pelo mundo,
Pelos amigos,
Pelos parentes
E conhecidos...
Deixem-me padecer sem a esperança
De que alguém comparecerá
Em meu momento de despedida.
Deixem-me acompanhar a solidão!
Então, aos conhecidos:
Quero ser tudo, senão nada
Quero ser nada, senão esquecido.
Esqueçam o nome,
Esqueçam as feições,
As risadas e até o sorriso.
Novamente, aos conhecidos,
Sei que vão descobrir,
Mas atentem-se ao aviso:
A existência pesa,
Apenas existir não basta sempre,
A consciência lhe crucifica
E, acima de tudo,
Saberem que existes lhe corrói.”
Se motivos me dessem para desistir,
Eu já teria deixado de existir.
Mas como eu ainda existo, não deixo de sorrir,
Porque me orgulho de quem sou e sou feliz.
E tu, um dia, se pensas em desistir,
Deixa essa ideia e vai te divertir.
Porque por um motivo estás aqui,
E lembra-te: Nunca te deixes de sorrir.
És amado, tens quem gosta de ti,
E se haja quem não goste, afasta-os de ti.
Porque és perfeito e não deves desistir.
O segredo de tudo isto é que tu sejas feliz.
Gente burra existe. E isso é óbvio!
A verdade não precisa de aplausos nem de multidões para existir; ela só precisa resistir à prova da razão. E é justamente isso que diferencia o crente do pensador: um busca consolo em sua necessidade de pertencimento ignorando evid cias e os fatos, o outro busca a coerência baseando-se nos fatos e nas evidências.
O PESO DE EXISTIR
Quero mergulhar no âmago do que chamamos de vida.
Na dor da perda, na dor do fracasso, na dor do tempo que tudo consome. Qual é o sentido de continuar quando sabemos que cedo ou tarde tudo acabará? Por que esperar? Por que sofrer? Se o fim é certo, por que insistir em caminhar?
Por que abrir os olhos quando tudo dentro de nós grita para continuar dormindo?
Por que caminhar diante do inevitável, quando a estrada termina sempre no mesmo ponto?
Talvez viver seja apenas a coragem de abrir os olhos, mesmo quando não queremos.
Dizem que somos livres, mas que liberdade é essa, se apenas aceitamos o destino sem escolha?
Somos mortais e sabemos disso. Mas de que adianta lembrar da morte se esquecemos como viver?
Viver... Talvez seja apenas colecionar fragmentos de felicidade, instantes breves que logo se desfazem.
“Viver” é buscar incessantemente esses momentos, mesmo sabendo que acabam num sopro.
Onde estamos? De onde viemos? Para onde iremos? São tantas perguntas para poucas respostas.
Diante da imensidão do universo somos nada mais do que um grão de areia perdido ao vento.
Se ao final nada restará, por que damos tanta importância ao que é pequeno? Eu sou só mais um, assim como você, e um dia, não estaremos mais aqui.
Existe uma linha tênue entre a solidão e a solitude.
Até onde suportamos estar sós? No silêncio há o prazer e a liberdade de ser completo em si, mas também a dor e o vazio de quem falta.
O mesmo sentimento que nos liberta é aquele que, às vezes, nos rasga a alma.
Memórias, lembranças, histórias, passado... Como viver o presente, como planejar o futuro, se tudo parece ter ficado lá atrás? Como seguir? Recomeçar?
Mas como recomeçar, se a dor do que foi vivido ainda atormenta o que será escrito?
Talvez o tempo seja apenas um consolo, uma promessa de que a dor diminuirá.
Ilusão.
O tempo não cura.
Ele apenas continua.
Indiferente ao seu destino.
Ele gira, e gira, até que nós sejamos o que ficou para trás.
Mas ela está quebrada
Sem tempo pra existir.
Tudo o que mais quis
Viu de suas mãos cair.
Ela já magoou
Mas se machucou muito mais.
Queria ser feliz...
Que ilusão viver em paz...
“Sinceramente, espero que Deus exista; se existir, quero abraçar Sua presença; se não existir, tudo bem, seguirei vivendo a vida à minha maneira. Considerando que o Homo sapiens habita a Terra há cerca de 300 mil anos — menos de 0,01% da história do planeta de 4,5 bilhões de anos —, pergunto-me sobre o fim do mundo. Provavelmente, será a morte solar que extinguirá a vida, mas se isso ocorrer ou não, a existência merece ser vivida com consciência, serenidade e plenitude, reconhecendo a insignificância e a preciosidade de cada momento.”
Andei por caminhos desconhecidos,
em busca de um eu que imaginei existir.
E, nessa busca, perdi-me para sempre.
“O racismo mais perigoso é aquele que já não precisa de branco para existir: é o racismo plantado na mente dos próprios negros.”
"Conseguimos ver a luz de uma estrela
Até depois da mesma não mais existir.
O que eu quero dizer com isso
É que, se você deixar bons exemplos,
Você irá ser lembrado
Até depois da sua morte.
Seus ensinamentos
Nunca irão morrer."
Bonita é a vida, em seu próprio existir,
mas as pessoas de antemão optam por ferir ela em sua própria natureza.
Pobre vida moderna, tão cheia de confusão, falta espaço para dedicar meu simples e bom coração.
Querem pessoas cheias, mas no espelho a visão
é sempre a mesma imagem,
refletida em solidão.
Eu só queria ao menos, antes do fim, dedicar meus versos puros
a uma alma em elevação.
Um dia até sonhei viver plena realização:
uma família simples, feliz,
calma no meu chão.
Mas percebi que é mais fácil viver de ilusão,
embriagado de dopamina
e distante da sensação,
do que buscar o que é puro
tão raro quanto a própria vida,
tão frágil quanto a emoção.
